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C6 Fest 2026: entre lendas, inquietação estética e novos rumos da música global

C6 Fest 2026 reúne, no Ibirapuera, Robert Plant, The xx, Matt Berninger e nova geração indie e jazz em edição de maturidade curatorial.

porAlejandro Mercado
19 de fevereiro de 2026
em Música
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Festival movimentará o Ibirapuera por quatro dias em maio. Imagem: C6 Fest / Divulgação.

Festival movimentará o Ibirapuera por quatro dias em maio. Imagem: C6 Fest / Divulgação.

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Em um cenário cada vez mais engessado e restrito a poucos megagrupos da área de entretenimento, o C6 Fest chegar à sua quarta edição é motivo de vitória – e o que mostra sua consagração perante o público. Entre os dias 21 e 24 de maio de 2026, o Parque do Ibirapuera se tornará, mais uma vez, o centro do universo alternativo no Brasil, fruto especialmente da um modelo de curadoria que aposta menos em pirotecnia e mais na escuta. O lineup divulgado conta com 28 atrações de quatro continentes, reafirmando a vocação do evento para articular gerações, linguagens e geografias sonoras a partir de uma mesma narrativa: a de que tradição e vanguarda não são polos opostos, mas forças complementares.

Sob curadoria de Hermano Vianna e Ronaldo Lemos (palcos externos e C6 Lab) e de Pedro Albuquerque e Lourenço Rebetez (jazz), o festival volta a dividir sua programação entre o Auditório Ibirapuera, dedicado ao jazz nas duas primeiras noites, e os palcos externos no fim de semana, além do novo C6 Lab, uma iniciativa que levará uma atração por noite ao Auditório, ao final das apresentações nos palcos externos, para propor uma experiência mais profunda e imersiva.

Ícones que atravessam décadas

Se há um nome que ancora simbolicamente a edição, é Robert Plant. O ex-vocalista do Led Zeppelin retorna ao Brasil com o projeto Saving Grace (grupo que o acompanha desde 2019), ao lado de Suzi Dian, revisitando folk, blues e releituras intimistas de diferentes artistas. É sua primeira vinda ao país em mais de uma década. Saving Grace nasceu durante a pandemia e vem sendo descrito pela crítica especializada como um retorno às raízes do cancioneiro britânico e estadunidense.

O retorno do The xx aos palcos após sete anos de hiato também marca a edição. Vencedor do Mercury Prize em 2010, o trio britânico trabalha em novo material para seu quarto álbum, para o qual começaram a elaborar coisas em 2024. A imprensa britânica tem tratado a volta do grupo como um dos retornos mais aguardados do indie dos anos 2000, ressaltando a permanência de sua estética minimalista que equilibra silêncio, pulsação eletrônica e intimismo. Resta a resposta à pergunta: apresentarão material novo ao público tupiniquim?

Já Matt Berninger, vocalista do The National, apresenta seu segundo álbum solo, Get Sunk, lançado em maio do último ano. Desde que o The National venceu o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa em 2022, o cantor tem aprofundado o lado mais confessional que o consagrou. A Pitchfork destacou a maturidade emocional de seu trabalho mais recente, mas apontou que parte do seu humor seco característico ficou mais contido. Entretanto, é de se duvidar que a ala indie esteja muito preocupada com esse comedimento.

Indie em mutação e pop de risco

Entre os nomes mais proeminentes do presente do indie, o Wolf Alice chega embalado por The Clearing. O álbum foi bastante celebrado, especialmente a maneira como o produtor Greg Kurstin convenceu a banda britânica a apostar em arranjos pop com um toque de setentismo.

O duo Magdalena Bay representa o polo mais pop e conceitual do festival. Imaginal Disk (2024), mais recente trabalho da dupla de Los Angeles, figurou em listas de melhores do ano em veículos como Pitchfork e Paste Magazine, com elogios à construção visual e sonora que flerta com o kitsch digital. Ainda inéditos no Brasil, podem encontrar no C6 Fest um primeiro grande teste de público por aqui.

Particularmente, dois nomes chamam bastante a atenção. Primeiro, o cantor estadunidense de R&B Dijon, que vive momento de consagração após Baby, publicado em 2025. Descrito pela crítica de forma apoteótica como “passado, presente e futuro” do gênero musical, sua trajetória de produção (Justin Bieber, Charli XCX) ajudou a alavancar seu nome. Outro personagem que merece destaque é Cameron Winter. O vocalista do Geese, com quem entregou um dos melhores álbuns de 2025, apresentará seu disco solo Heavy Metal (2024), um registro íntimo e melancólico, minimamente distante do que faz com a banda. Certamente, imperdíveis.

Jazz como espinha dorsal

Aquela notinha de Free Jazz Festival sempre pairou sobre o C6 Fest – um verdadeiro elogio, diga-se de passagem. E isso não muda com a edição de 2026, ao contrário. A Dueto, responsável pela produção do evento (e também do finado Free Jazz), reafirma o DNA histórico da produtora ao trazer nomes como o de Branford Marsalis, líder da icônica Buckshot LeFonque. No Auditório Ibirapuera, o saxofonista liderará seu quarteto e apresentará faixas de Belonging, indicado ao Grammy de 2026 na categoria de Melhor Álbum Instrumental de Jazz.

Em um cenário cada vez mais engessado e restrito a poucos megagrupos da área de entretenimento, o C6 Fest chegar à sua quarta edição é motivo de vitória.

O tunisiano Anouar Brahem, referência do selo alemão ECM, retorna ao Brasil após apresentações elogiadas no país em 2017, justamente no outro produto da trajetória da Dueto, o Brasil Jazz Fest (herdeiro do Free Jazz e Tim Festival). Seu trabalho mais recente, After the Last Sky (2025) foi destacado pela BBC como uma síntese madura de jazz e música árabe clássica.

E não se pode deixar de mencionar a presença da Hermeto Pascoal Big Band, que nesta edição ganha contornos históricos. O concerto homenageia Hermeto Pascoal, falecido em setembro de 2025, e sob regência de André Marques, reafirma a centralidade de Hermeto na invenção da música brasileira contemporânea.

Brasil entre celebração e invenção

No eixo nacional, o reencontro de Paralamas do Sucesso com integrantes do Nação Zumbi promete operar como gesto simbólico. Anos 1980 e 90 dialogando, unindo o rock brasileiro oitentista com o batuque do manguebeat. Os Paralamas já estiveram em praticamente todos os grandes festivais do país, mas a presença no C6 Fest marca um retorno a um ambiente de curadoria mais autoral.

O BaianaSystem leva seu Navio Pirata ao Ibirapuera, o mesmo que fez o presidente Lula pular, ampliando a fusão de dub, afrobeat e música de rua que o consagrou em edições recentes do Carnaval de Salvador e em festivais europeus. Da nova safra, Samuel de Saboia apresentará seu As Noites Estão Cada Dia Mais Claras, elogiado disco de estreia do músico pernambucano. Trata-se de uma mistura rica de MPB, R&B e música eletrônica, evidenciando o caráter multifacetado do artista.

Mais do que um lineup robusto, a edição de 2026 parece operar como declaração de maturidade. Novamente ficamos diante de um festival que entende que relevância cultural não se mede apenas por cifras, mas pela capacidade de propor encontros improváveis e manter o risco como método.

SERVIÇO | C6 Fest 2026

Onde: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Ibirapuera – São Paulo/SP);
Quando: 21 a 24 de março de 2026;
Quanto: ingressos variam conforme a modalidade; C6 Lab a partir de R$ 48 (meia-entrada) + taxas (na compra online); C6 Jazz a partir de R$ 236 (meia-entrada) + taxas (online); C6 Fest a partir de R$ 300 (meia-entrada) + taxas (online) no site da Eventim.

Mais informações, valores e horários podem ser conferidos no site do C6 Fest.

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Tags: Anouar BrahemBranford MarsalisC6 FestCameron WinterDijonjazzMagdalena BayMatt BerningerMúsicaRobert PlantThe XXWolf Alice

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