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C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

Formado por Mica Tenenbaum e Matthew Lewin, duo Magdalena Bay transforma internet, ficção científica e ambição melódica em obra interessante do pop. Escotilha te apresenta a dupla que se apresenta no C6 Fest.

porAlejandro Mercado
31 de março de 2026
em Música
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Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.

Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.

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Ter uma banda é ou foi sonho de muitos adolescentes. E foi mais ou menos assim que a história de Mica Tenenbaum e Matthew Lewin começou: quando se conheceram no colégio. O que hoje conhecemos como o duo Magdalena Bay, projeto nascido em Miami e hoje radicado em Los Angeles, que virá ao próximo C6 Fest, responsável por um pop sedutor, mistura de synth-pop, electropop, indie pop e elementos experimentais, nasceu em um programa extracurricular de música. Dos covers, passaram para o rock progressivo, antes de chegar ao que fazem realmente de melhor.

De toda forma, essa trajetória um tanto peculiar deixou rastros. Quem ouve o duo percebe que eles possuem um gosto por estruturas mais ambiciosas, arranjos que expandem as canções, além de uma recusa em tratar o pop como linguagem menor. Em entrevista à Atwood Magazine, Lewin lembrou que a formação musical dos dois nasceu da audição de muito classic rock e progressivo, o que moldou de maneira profunda a ideia que a dupla tinha do que viria a ser “boa música”.

Em 2016, o que era uma ideia vira uma banda, mas com Mica e Matthew enxergando as coisas de outra perspectiva agora. A verve roqueira deixou seu DNA, mas eles seguiram rumo a uma zona em que o synth-pop, o alt-pop, a cultura digital e o prazer melódico convivem sem muita hierarquia. O que a princípio parece uma mudança brusca de rota foi, na realidade, uma espécie de migração estética. O rigor do rock progressivo continuou ali, mas agora com uma roupagem diferente. A dupla passou a explorar esse lado mais “artificial” da música, apelando, ainda, para vídeos caseiros com um humor meio torto, cuja identidade visual deliberadamente kitsch e um profundo conhecimento dos meandros da internet fez com que chamassem a atenção do público. E isso começou logo nos EPs e nos mixtapes da trilogia Mini Mix.

Salto

A primeira grande mudança de patamar veio com Mercurial World, primeiro álbum completo do Magdalena Bay. Ele ajudou a consolidar o nome do grupo como um dos mais inventivos do pop de sua geração. A repercussão foi tão positiva que rompeu as bolhas do nicho musical. Parecia haver um consenso de que estávamos diante de um registro de estreia capaz de soar detalhista e urgente ao mesmo tempo, com refrões nítidos, grande produção e um universo estético coeso. Nem o pastiche nostálgico, nem a pasteurização contemporânea deram as caras por ali.

O termo “da noite para o dia” talvez seja cruel em termos artísticos, mas, em alguma medida, exemplifica bem a guinada que o duo deu para se tornar queridinho da crítica, ganhando muito espaço em veículos especializados, ao ponto de se tornarem um tipo de banda cult com forte vocação para o pop. E com Imaginal Disk (2024) veio o salto definitivo. O disco foi apresentado com uma narrativa visual em torno da personagem True, que recebe e rejeita um “imaginal disk” e passa por processo de transformação.

O visual da banda não é sem propósito: ele participa da construção de sentidos que a dupla deseja que seus fãs realizem.

Em entrevista à Vogue, Mica e Matthew explicaram que as canções do LP surgiram antes da história de True, que foi sendo sobreposta às faixas posteriormente, como acréscimo de novas camadas de sentido. Lewin resumiu essa tomada de decisão explicando que a narrativa acrescentava significado, mas que as letras compostas continuavam abertas para receber outras leituras. Esse tipo de escolha é bem representativo do que há de melhor no Magdalena Bay: sua capacidade de escrever músicas pop com precisão, mas sem apego exclusivo à forma e em busca constante de criar fricções. Teclados, ritmo dançante, psicodelia e um imaginário sci-fi se misturam no álbum, que fala de uma realidade paranoica, cínica e instável.

Pop como ambiente

O visual da banda não é sem propósito: ele participa da construção de sentidos que a dupla deseja que seus fãs realizem. Sites de divulgação com cara de internet dos anos 2000, uma iconografia meio brega e futurista, a encenação de um universo próprio, tudo feito para reforçar a ideia de que Tenenbaum e Lewin fazem do pop um ambiente e não somente canção. Humor e inteligência conceitual sem deslizar em cinismo ou empáfia, um equilíbrio que os torna artistas muito particulares. É uma declaração bastante enfática de que o pop pode ser pegajoso, reflexivo e ridículo ao mesmo tempo.

Eles chegam ao público brasileiro do C6 Fest com o que se imagina ser a reta final da “The Imaginal Mystery Tour”. Em 2025, lançaram uma sequência de singles que foram interpretados com prenúncio de um novo trabalho. Ainda que haja neles pouca mudança para o que entregaram em Imaginal Disk, nota-se que estão em plena fase de expansão, com um núcleo autoral muito nítido. Não são apenas uma dupla com habilidades para usar referências de internet ou encenar futurismos simpáticos, mas um projeto que entendeu o pop como uma linguagem capaz de absorver excesso de informação, ansiedade contemporânea, memória digital, teatralidade e prazer melódico sem perder a mão.

—

O C6 Fest de 2026 acontece entre os dias 21 e 24 de março, no Parque Ibirapuera. Edição deste ano conta com Robert Plant, The xx, Matt Berninger e nova geração indie e jazz nos palcos. Escotilha estará na cobertura e, nos próximos dias, apresentará os artistas, dando um panorama do que o público brasileiro deve esperar dos shows.

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Tags: C6 FestMagdalena BayMúsica

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