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‘HERE’ é o trabalho mais original de Alicia Keys em anos

porAlejandro Mercado
22 de novembro de 2016
em Música
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Alicia Keys emergiu no início dos anos 2000 como uma das mais belas vozes do R&B nos Estados Unidos. A delicadeza de seus timbres e o suingue dos arranjos foram as marcas de seus primeiros discos, em que o hip hop permeava, ainda que não fosse predominante. Em Songs in A Minor, de 2001, Alicia chamou a atenção com canções como “Fallin’” e “A Woman’s Worth”, responsáveis por construir uma imagem que parte da crítica nunca comprou: a de mulher empoderada que quer cantar sobre ser justamente isto. Ainda assim, ela ganhou cinco Grammy Awards, tornando-se a segunda cantora da história a levar cinco prêmios em uma mesma noite – posteriormente, Norah Jones, Beyoncé e Amy Winehouse alcançariam o mesmo feito.

The Diary of Alicia Keys (2003) foi duramente criticado, ainda que tenha trazido a bela “If I Ain’t Got You”, talvez a canção que melhor represente a parte R&B de sua carreira. Com o Unplugged MTV (2005), Keys tentou criar também a imagem de grande intérprete, incluindo na lista de músicas canções dos Rolling Stones (“Wild Horses”) e outros artistas. Com o ótimo resultado comercial – seu Unplugged MTV foi o primeiro protagonizado por uma mulher a estrear como número um nas paradas norte-americanas, e o primeiro do projeto da MTV a atingir este posto desde 1994, com o do Nirvana –, a espera por seu próximo trabalho foi cercada de expectativas.

As I Am (2079) foi seu melhor resultado comercial, sucesso internacional, com sua carreira sendo impulsionada pelo sucesso de “No One”, a canção mais executada no ano nos Estados Unidos. O álbum estreou em primeiro lugar nas paradas norte-americanas, é o disco de R&B gravado por uma mulher que mais vendeu em sua primeira semana, e foi certificado como disco triplo de platina nos Estados Unidos (mais de 3 milhões de cópias vendidas), além de vender 5 milhões de cópias em todo o mundo. Com ele, Alicia Keys venceu dois Grammy Awards. Mas foi a partir daí que boa parte (ou quase toda) crítica especializada torceu o nariz para a cantora.

É preciso ser honesto: HERE é pouco inventivo e inovador, seja para o hip hop, seja na carreira da cantora. Mesmo assim, soa como o trabalho mais original feito por ela desde As I Am.

Em The Elements of Freedom (2009), Alicia Keys deu a maior guinada de sua carreira. Influenciada por outras artistas de sua geração, em especial Beyoncé, bem como a aproximação com Jay Z e sua colaboração no disco do rapper cantando “Empire State of Mind”, fizeram do disco uma inversão em sua carreira: sobem os elementos de hip hop e pop, descem os de R&B. The Elements of Freedom contava com uma continuação da canção cantada com Jay Z, mas nem isso lhe garantiu boas críticas, e o disco vendeu um milhão de unidades a menos que o anterior. Girl on Fire seguiu um ritmo semelhante, o que foi compreendido como dificuldade de ser original – a sombra de Beyoncé passou a ficar cada vez maior.

Em partes isto torna a ocorrer em HERE, seu novíssimo trabalho lançado no último dia 4. Ler os grandes veículos especializados tornou-se ler uma sequência de reclamações sobre o direcionamento artística da carreira de Alicia Keys, o que é uma lástima – para dizer o mínimo. É preciso ser honesto: HERE é pouco inventivo e inovador, seja para o hip hop, seja na carreira da cantora. Mesmo assim, soa como o trabalho mais original feito por ela desde As I Am.

São 18 faixas, muitas delas apenas interlúdios (composições que funcionam como separador de partes musicais), mostrando pequenos diálogos ou fluxos de pensamento. Alicia se esforça em oferecer diferentes personalidades e visões sobre o que impulsiona a obra, como o vício em “Illusion of Bliss” ou a revolta contra as imposições do mundo de “Kill Your Mama”. Ao tentar trazer para dentro de sua obra um olhar mais interior, ela monta um espectro relativamente seguro, em que trabalhos como de Beyoncé e Rihanna ressoam fortemente.

“Work on It” e “Blended Family (What You Do For Love)” mesclam temáticas que abordam as dificuldades dos relacionamentos amorosos e familiares. Já em “Girl Can’t Be Herself” e “She Don’t Really Care_1 Luv”, Alicia Keys dá margem para abordar o feminismo e o empoderamento, em uma tentativa de estabelecer alguns hinos para si, usando como pano de fundo suas próprias inseguranças.

HERE está longe de ser tão bom quanto Songs in A Minor e As I Am, mas trazem de volta uma artista que nitidamente está em busca de estabelecer novos limites à sua própria carreira. De forma particular, esperava mais ao saber que Pharrell Williams seria um dos produtores do álbum. Contudo, é satisfatório perceber que ao co-produzir o LP, Alicia envia uma mensagem muito clara à crítica: quem mande em sua carreira é ela, aceitem.

Ouça “HERE” na íntegra no Spotify

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Tags: As I AmBeyoncéCrítica MusicalEmpire State of MindGirl on FireGrammy AwardsHEREHip-HopJay ZMTVMúsicaPharrel WilliamsR&BRihannaSongs in A Minorsoul musicThe Diary of Alicia KeysThe Elements of FreedomUnplugged MTV

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