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C6 Fest – Desvendando o lineup: Wilco

Icônica banda de rock alternativo, Wilco retorna ao Brasil para se apresentar no C6 Fest. Escotilha te apresenta a banda. Esse artigo faz parte de uma série de textos em que desvendamos o lineup de um dos mais interessantes festivais do país.

porAlejandro Mercado
22 de maio de 2025
em Música
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Wilco retorna após 9 anos de sua última passagem. Imagem: Akash Wadhwani / Divulgação.

Wilco retorna após 9 anos de sua última passagem. Imagem: Akash Wadhwani / Divulgação.

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Poucas bandas resistem ao tempo com a integridade e a inquietação criativa do Wilco, banda que retorna ao Brasil após nove anos para tocar no C6 Fest. Quanto mais o conceito de “autenticidade” na música pop se torna uma caricatura – um instrumento de marketing com verniz vintage -, mais evidente fica a personalidade do grupo estadunidense.

Nascida das cinzas da seminal Uncle Tupelo, a banda liderada por Jeff Tweedy passou os últimos 30 anos embarcando em uma jornada sonora que, ora abraça a tradição americana, ora a destrói com ruídos e dissonâncias. E foi dessa maneira que cativou um grupo de fãs que verdadeiramente cultuam os músicos.

Das raízes country a ‘Yankee Hotel Foxtrot’, o capítulo decisivo

Formado em Chicago, em 1994, o Wilco começou como herdeiro direto do alt-country que havia ajudado a fundar com o Uncle Tupelo. Seu álbum de estreia, A.M. (1995), era simpático, competente — mas longe de revolucionário. Já no segundo disco, Being There (1996), Wilco chutava a cerca do pasto e abria caminho para um terreno mais imprevisível: um álbum duplo, com ecos de Neil Young, glam rock e psicodelia, que parecia dizer “não vamos ficar presos ao rótulo que nos deram”.

Wilco passou os últimos 30 anos embarcando em uma jornada sonora que, ora abraça a tradição americana, ora a destrói com ruídos e dissonâncias.

Tudo mudou com Yankee Hotel Foxtrot (2001), não apenas artisticamente, mas como um evento cultural. Gravado com um espírito experimental, repleto de ruídos de rádio, colagens sonoras e letras ambíguas sobre paranoia e falência emocional, o disco foi rejeitado pela gravadora Reprise, considerado “comercialmente inviável”.

A resposta da banda foi quase profética: disponibilizaram o disco gratuitamente na internet, gerando enorme repercussão. Em uma das ironias mais deliciosas da indústria fonográfica, a banda foi então contratada por outra gravadora do mesmo conglomerado Warner, a Nonesuch, que enfim lançou o álbum. Yankee Hotel Foxtrot tornou-se um clássico moderno, vendendo mais de 500 mil cópias e sendo incluído em incontáveis listas de melhores da década.

Reinvenções calculadas

A partir dali, Wilco se tornou algo raro: uma banda que, mesmo com público fiel, nunca se acomodou. Em A Ghost Is Born (2004), trocavam o brilho melódico pelo desassossego — o ruído de guitarras angustiadas e estruturas desconstruídas renderam ao grupo dois Grammys. Em Sky Blue Sky (2007), Wilco surpreendia de novo, agora com baladas suaves e solos de guitarra dignos do Steely Dan — um disco acusado por alguns de ser “dad rock”, mas defendido como um respiro depois do caos anterior.

Em 2022, a banda lançou Cruel Country, um álbum duplo gravado ao vivo no estúdio The Loft, em Chicago. Nele, o Wilco assume frontalmente o country estadunidense — não como adesão, mas como crítica e lamento. “Para ser honesto, nunca nos sentimos particularmente confortáveis ​​em aceitar essa definição da música que fazemos. Com este álbum, porém, vou lhe dizer uma coisa, o Wilco está se aprofundando e chamando-a de country”, disse Tweedy em tom ambíguo ao anunciar o disco em carta pública.

Cruel Country é uma meditação amarga sobre a identidade dos Estados Unidos, e mostra uma banda que continua sabendo usar o formato da canção para falar sobre colapso, memória e país. “Por ser o país que eu amo, e porque é a música country que eu amo, sinto a responsabilidade de investigar suas naturezas problemáticas espelhadas. Acredito que é importante desafiar nossas afeições por coisas que são falhas”, mencionava na carta.

Hot Sun Cool Shroud é o registro mais recente, um EP de 6 faixas mais experimentais e sentimentais, uma espécie de lembrete de que estamos diante de uma das maiores bandas de rock deste século. Resta saber se seremos brindados com algumas de suas canções, ou se o C6 Fest será um show de sucessos – certamente cantados em uníssono.

—

O C6 Fest de 2025 acontece entre os dias 22 e 25 de março, no Parque Ibirapuera. Com Air, The Pretenders e Wilco liderando o festival, nomes como Amaro Freitas, Nile Rodgers e Gossip também subirão aos palcos. A Escotilha estará na cobertura e, nos próximos dias, apresentará os artistas, dando um panorama do que o público brasileiro deve esperar dos shows.

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Tags: C6 FestMúsicaWilco

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