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Home Música

Hot Chip faz sentido sem fazer sentido algum

porAlejandro Mercado
29 de maio de 2015
em Música
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Trocando em Miúdos: Why Make Sense?, sexto disco do Hot Chip, é um álbum complexo. Mesmo sem ser o melhor do grupo, ainda é um bom álbum. / [rating=3]


Alexis Taylor e companhia retornam com um novo disco, Why Make Sense?. O Hot Chip se tornou nos últimos anos, muito mais que uma banda britânica de eletroindie com camadas de synthpop. Hoje, Taylor, Joe Goddard, Owen Clarke, Felix Martin e Al Doyle são uma das referências mundiais em música.

Why Make Sense? é o sexto disco do Hot Chip, sucessor do aclamado In Our Heads de 2012. Curiosamente, a maior virtude do álbum é também sua maior fraqueza: ele não contém nenhuma faixa com potencial destaque. Se por um lado isto pesa contra, por outro mostra como o grupo atingiu consistência e maturidade ao longo dos últimos três anos.

É muito interessante captar na audição como o grupo buscou beber em fontes oitentistas do synthpop, como Prince, e mais contemporâneas na música eletrônica, como o Daft Punk. Sem dúvida, foi preciso muita maturidade da banda para entender que, mesmo diante do sucesso, você precisa constantemente se reinventar. Mesmo que a mudança não seja tão brusca, ainda assim é gratificante perceber o esforço em saírem de sua zona de conforto.

“Sem dúvida, foi preciso muita maturidade da banda para entender que, mesmo diante do sucesso, você precisa constantemente se reinventar.”

Há também elementos punks soltos ao longo das 10 faixas de Why Make Sense?. Alexis Taylor em alguns momentos parece flertar com a solidão em suas letras, sendo ao mesmo tempo engraçado e melancólico, obviamente nem sempre nesta ordem. Junto com Goddard, faz de “Burning Up” – uma das faixas do EP que vem à parte – um passeio justamente entre o jocoso e a seriedade. “My age says I’m an adult but some days my heart will not be told”.

Hot Chip sai da zona de conforto em Why Make Sense?
Why Make Sense? mostra um Hot Chip se esforçando em sair de sua zona de conforto. Foto: Divulgação.

Essa essência alegre e jovial é característica marcante da carreira do Hot Chip, e o que torna gratificante dançar junto com o grupo. A obra é adulta, mas consciente de que sua maturidade não necessita vir acompanhada de sisudez exagerada. Não bastasse isso, é notório o esforço do grupo em apresentar um trabalho melhor após o outro, fugindo da mesmice que por vezes soterra grandes bandas.

Há uma certa carga irônica no nome do disco, justamente porque tudo que eles não desejam é fazer sentido algum. Logo, o grupo oferece elementos do house, R&B e hip-hop, sendo modernos e vintage ao mesmo tempo. “Need You Now” é a faixa mais nostálgica de Why Make Sense?, e que evidencia a existência conflituosa de seus músicos, não no relacionamento interpessoal, mas no contato destes com o mundo.

Por isso, não estranhe em notar que Taylor e Goddard flutuam na ambiguidade das relações amorosas e musicais, expondo, em alguns momentos, uma certa vulnerabilidade, tudo em nome da mais pura honestidade emocional. “Out of happiness can come a bitterness”, canta Taylor na faixa título.

Why Make Sense? certamente não é o melhor disco do Hot Chip, mas ainda assim é um álbum muito bom, sempre destacando a complexidade da experiência em ser humano ao mesmo tempo que, ritmicamente, te força a esquecer a complexidade destes pensamentos e seguir em frente. Certamente tocará muito ao longo de 2015.

Tags: Crítica MusicaleletroindieHot ChipIn Our HeadsindieMúsicaPrincesextasynthpopWhy Make Sense?

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