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Lollapalooza Brasil 2026 aposta no pop global

Com Sabrina Carpenter, Tyler, The Creator e Lorde no topo do cartaz, Lollapalooza Brasil confirma força do pop e amplia presença feminina.

porAlejandro Mercado
29 de agosto de 2025
em Música
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Edição 2026 do festival mostra que o pop é... pop! Imagem: LollaBR / Divulgação.

Edição 2026 do festival mostra que o pop é... pop! Imagem: LollaBR / Divulgação.

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O Lollapalooza Brasil chega à 13ª edição, nos dias 20, 21 e 22 de março de 2026, reiterando sua vocação de vitrine do pop global em sua fase de maior circulação digital. Ao todo, mais de 70 atrações subirão aos palcos do evento, que mantém o Autódromo de Interlagos como local e confirmou como headliners uma combinação de nomes consolidados e artistas em plena ascensão, como Sabrina Carpenter, Tyler, The Creator, Chappell Roan, Deftones, Lorde e Skrillex.

Há um dado simbólico nessa escalação. Três dos seis headliners são mulheres, em uma tentativa de remodelar a imagem de um circuito historicamente dominado por homens. Iniciativa está em consonância com as estimativas mais recentes do coletivo Keychange, que indicam aumento global no equilíbrio de gênero nos palcos de festivais, ainda que o conjunto do cartaz mantenha maioria masculina. A presença de Sabrina, Chappell e Lorde no topo sugere que o pop contemporâneo, hoje, tem rosto feminino.

O pop como eixo

Sabrina Carpenter desembarca no Brasil em momento de consolidação. Após Emails I Can’t Send (2022) e Short n’ Sweet (2024), que lhe rendeu dois Grammy (Melhor Álbum Vocal de Pop e Melhor Performance Solo de Pop), a cantora lançou em agosto Man’s Best Friend. No disco, Carpenter entregou letras mais maduras, cuja principal marca foi uma ironia bastante afiada. A artista chega ao Brasil para mais uma passagem, sua quinta (a última foi a abertura da The Eras Tour, de Taylor Swift, em 2023). No Estados Unidos, sua turnê esgotou ingressos para múltiplas datas.

A presença de Sabrina, Chappell e Lorde no topo sugere que o pop contemporâneo, hoje, tem rosto feminino.

Chappell Roan, por sua vez, é, quiçá, a mais frenética das estrelas da música pop contemporânea. The Rise and Fall of a Midwest Princess (2023) foi apontado pela crítica especializada como um dos discos pop mais inventivos e irreverentes dos últimos anos. Em 2025, venceu o Grammy de Artista Revelação. Sua estreia no Brasil é cercada por expectativa dos fãs.

Já a neozelandesa Lorde retorna ao país depois de sua passagem com a turnê Solar Power, dentro do Primavera Festival de 2022. Seu último registro, Virgin (2025), é o mais íntimo da cantora, no qual explorou traumas, desejo e identidade com produção minimalista e letras confessionais. Sua última passagem pelo Lolla Brasil foi em 2014.

Rap, rock e eletrônica – e polêmicas

Tyler, The Creator apresenta pela primeira vez em território tupiniquimum show solo de grande porte. DON’T TAP THE GLASS (2025) é um trabalho que equilibra experimentalismo e acessibilidade. Ex-líder do agressivo e marcante grupo de rap Odd Future, Tyler vem para cumprir a promessa feita ao público local após cancelar sua participação na edição 2018 do Lolla.

No campo do rock, Deftones retorna com Private Music (2025), décimo álbum da banda, recebido com entusiasmo pela crítica e pelo público. O disco foi indicado a Melhor Álbum de Rock no Grammy deste ano, perdendo para Never Enough, do Turnstile (que, curiosamente, também se apresenta no Lollapalooza). A última passagem do californianos pelo Brasil foi em 2015. Será a quinta vez do grupo se apresentando por aqui.

Skrillex, figura central da EDM dos anos 2010, responsável direto por disseminar o dubstep, mantém-se como um dos DJs e produtores mais relevantes há quase duas décadas, graças, especialmente, ao seu poder de colaborar com nomes importantes do gênero. Seu trabalho mais recente, F*CK U SKRILLEX YOU THINK UR ANDY WARHOL BUT UR NOT!! <3, foi lançado de surpresa no ano passado. O álbum conta com 34 faixas, sendo 25 delas colaborações.

A edição deste ano não fugiu às polêmicas. Anteriormente confirmado como atração, o cantor D4VD foi substituído após ter seu nome associado a uma investigação de homicídio nos Estados Unidos. De acordo com a polícia local, o corpo de uma jovem de 15 anos foi encontrado dentro de um Testa registrado em nome do músico. O veículo estava estacionado em um pátio de reboque em Hollywood. A investigação segue em andamento, e o artista teve toda sua turnê cancelada.

Recorte brasileiro: potência e risco

Entre os nacionais, alguns nomes merecem atenção especial. A Terraplana, de Curitiba, vem consolidando-se como um dos expoentes do shoegaze brasileiro contemporâneo, com turnês pela Argentina e Estados Unidos – e direito a integrar a lista de melhores discos do gênero da publicação Stereogum. Crizin da Z.O., projeto formado pelos cariocas Cris Onofre, Danilo Machado e pelo paranaense Marcelo Fiedler, articula funk e rap com crônica social afiada, dialogando com a tradição de MC Marcinho e a geração pós-trap.

Enquanto isso, o sexteto Papangu, da Paraíba, é talvez o projeto mais ousado do lineup nacional. Com uma mistura de metal progressivo, psicodelia e regionalismo nordestino, figuraram em listas de melhores do ano com o petardo Lampião Rei (2024). Só ano passado, foram a 9 países, evidenciando serem um dos maiores destaques da música brasileira no exterior.

Jadsa, baiana radicada em São Paulo, lançou big buraco no último ano, disco celebrado e que lhe rendeu o APCA de “show do ano”. Já FBC vive momento de reafirmação após o enorme sucesso de Baile (2021); seu novo álbum, Assaltos e Batidas (2025), amplia o diálogo entre rap e música eletrônica, e rendeu uma versão ao vivo gravada no Circo Voador.

A fotografia do cartaz do Lollapalooza Brasil mostra que o conjunto brasileiro, embora diverso, ainda ocupa espaços periféricos no horário nobre. Não é uma exclusividade do projeto criado por Perry Farrell (e eventos deste porte são, ao fim e ao cabo, plataformas para desfilar artistas gringos), mas é uma questão recorrente em grandes festivais.

Fotografia da música atual?

Cartaz oficial do Lollapalooza Brasil 2026 dividido por dia de apresentação. Imagem: LollaBR / Divulgação.

Divulgações de lineup são um evento à parte no país. Não foi diferente com a edição que rola em março. Para além das discussões banais travadas em redes sociais, o Lollapalooza Brasil 2026 apresenta um retrato coerente do mainstream global. O festival ainda é tímido em termos de experimentação, mas quem lês as linhas do cartaz encontra muitos nomes relacionados ao pop, rap, K-pop e música eletrônica.

É possível, também, destacar o avanço na presença feminina e no que se refere à diversidade de gêneros musicais, porém persiste a lógica de mercado que concentra investimentos em nomes já consolidados. Um incômodo, mas nada diferente do que o projeto criado por Farrell sempre fez. Sendo sincero com o público: festivais são, a grosso modo, isso, e tendem ser mais ainda com a crescente concentração de eventos nas mãos de poucas produtoras globais.

Resta saber se, em meio a cifras que sobem acima da inflação e ingressos que se distanciam do poder de compra médio, o Lollapalooza conseguirá manter-se como espaço de descoberta. Há algo de predatório nessa maneira como a indústria constrói festivais que são, cada vez mais, vitrines de um pop já testado e aprovado pelo algoritmo. Em algum momento o público vai querer mais do que isso. A ver quando este tempo chega.

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Tags: FestivalLollapalooza BrasilLordeMúsicaMúsica PopSabrina CarpenterTyler The Creator

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