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Mike Ness, do punk ao country

porDaniel Pala Abeche
10 de julho de 2018
em Música
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mike ness

Mike Ness em carreira solo. Imagem: Divulgação.

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Social Distortion embalou noitadas e foi trilha de adolescentes que nas décadas de 1980 e 1990 começavam a imergir no universo punk rock. As letras de Mike Ness, vocalista, guitarrista e líder do grupo, retratavam a realidade das ruas e as crises de jovens que se preocupavam mais com rock’n’roll do que com a escola ou os esportes. Personificação do próprio músico, que foi expulso de casa aos 15 anos, passou por diversos reformatórios e, até o início do sucesso do Social Distortion, levava uma vida extremamente autodestrutiva, consequência do abuso de drogas e álcool.

Embora nascida em 1978, o primeiro registro da banda veio em 1983 e o segundo em 1988. O debut Mommys little monster apresentava sonoridade crua, desfilando um punk rock sujo, distorcido, porém muito bem tocado, denotando, desde os primórdios da banda, a qualidade de Mike Ness como guitarrista.

Prison Bound, o segundo registro, trouxe elementos western e referências ao outlaw country, antecipando a sonoridade que o líder do Social Distortion privilegiaria duas décadas depois.

Apoiado por pianos, gaitas, violinos e banjos, Ness assume suas influências cada vez mais evidentes nos trabalhos maduros do Social Distortion para resgatar e homenagear ritmos tradicionais americanos como outlaw country, honky tonk e boogie-woogie.

Aliás, o álbum seguinte, homônimo, lançado em 1990 pela Epic Records (o primeiro do grupo a ser produzido por uma grande gravadora), trouxe uma versão punk da clássica “Ring of fire”, de Johnny Cash. Também estão presentes no disco canções que se tornaram clássicos punk, como “Story of my life” e a balada autobigráfica “Ball and chain”. Até 2011, foram lançados mais quatro álbuns, todos dialogando em escala crescente com o rock’n’roll e com a country music e distanciando-se do punk sujo inerente ao primeiro registro.

Em 1999, o músico lançou dois registros solo impressionantes: Cheating at the solitaire e Under the influences. Ambos são dois discos essencialmente de country rock (ou cowpunk, neologismo criado pela crítica, produto da fusão de country com punk). Apoiado por pianos, gaitas, violinos e banjos, Ness assumiu suas influências cada vez mais evidentes nos trabalhos maduros do Social Distortion para resgatar e homenagear ritmos tradicionais americanos como outlaw country, honky tonk e boogie-woogie.

Em Cheating at the solitaire, Ness conta com convidados supra especiais como Bruce Springsteen, Brian Setzer, Billy Zoom e Josh Freese. E em Under the influences, o músico presta homenagem a fundamentais compositores estadunidenses, inclusive, realizando versões para duas músicas de Hank Williams (cuja importância na country music já foi tema aqui, em matéria de outrora).

Mike Ness tornou-se figura icônica para o punk rock e para o rock’n’roll, mesmo estando há muito mais tempo na estrada do que figuras que conquistaram título semelhante de maneira muito mais efusiva, como Dave Grohl ou Jack White. Nos anos 90, clipes de músicas do Social Distortion permeavam as telas dos jovens sintonizados na MTV. Depois, Ness retornou ao underground e continuou a compor e a gravar materiais de alta qualidade. Seus dois álbuns solo, com quase 20 anos de idade já, são um exemplo do talento e versatilidade deste importante músico que, independente do projeto em que participa, encarna com qualidade a essência do rock’n’roll.

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Tags: Album ReviewCheating at the solitairecountrycountry rockcowpunkHank Williamsjohnny cashMike NessMusic ReviewMúsicapunk rockResenhaSocial DistortionUnder the influences

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