• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

Os temporais de Oyá na obra de Luiza Lian

porAlejandro Mercado
11 de julho de 2017
em Música
A A
Luiza Lian - Oyá Tempo

Luiza Lian. Foto: Filmes da Diaba.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Não precisou de lista da APCA com os melhores discos do primeiro semestre de 2017 para que Luiza Lian entrasse no player, mas deixou mais necessário trazê-la nesta coluna e apresentá-la ao público de A Escotilha.

Paulistana formada em artes visuais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e em música pela Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp), Luiza cresceu na Bahia, onde morou com a mãe e o pai. E a união da mãe cantora com o pai poeta resultou nesta artista plural, capaz de transformar a poesia cotidiana e sua relação com o mundo – uma travessia que cruza com diversos elementos – em uma extensa pesquisa sonora, musical, religiosa e cultural.

[box type=”note” align=”alignleft” class=”” width=”350px”]

Leia também
» Preta Rara e razões para que o espaço às mulheres não se resuma ao 8 de março
» Tibério Azul faz poesia sobre os sentimentos em ‘Líquido’

[/box]

Se o primeiro disco tinha um tom autobiográfico, Oyá Tempo é uma obra em que não apenas a experimentação dá as caras, mas é também resultado desse intenso processo de pesquisa. Luiza não passa à margem de criar um registro conceitual, ainda que seu novo trabalho não se encaixe necessariamente nos “regimentos” do conceitual.

Dentro da estética spoken word – uma forma de performance em que as letras de músicas, poemas ou histórias são faladas ao invés de cantadas -, a cantora mostra que, tal qual suas escolhas artísticas, ela transita no limite dos gêneros. Mas nenhuma oralidade resistiria sem força lírica. E a forma como Luiza Lian nos mostra seu universo (e sua relação com os demais universos dentro de uma essência transcendental) é preponderante na construção de sua obra, que atinge o ápice com seu segundo álbum, um registro tão contracultural quanto a nossa contemporaneidade permite. Ele é trovador, é relato social, é poesia slam, mas também é registro histórico que procura construir uma narrativa, sem, no entando, tentar traduzi-la, como explicou em entrevista ao Itaú Cultural.

Se o primeiro disco tinha um tom autobiográfico, Oyá Tempo é uma obra em que não apenas a experimentação dá as caras, mas é também resultado desse intenso processo de pesquisa.

Sendo atencioso à pesquisa sonora feita pela paulistana em Oyá Tempo, fica fácil compreender como ele é de difícil categorização, já que Lian vai do funk ao hip-hop amalgamando tudo com sintetizadores, jazz, coco. Em contrapartida, isto torna o disco mais complexo, o que exige mais tempo do ouvinte para absorver a musicalidade resultante destas junções, além de entender e internalizar o impacto das composições presentes em Oyá Tempo.

Oyá é uma divindade feminina africana que simboliza, entre tantas coisas, tempestades e ventanias. Para a cantora, sua representação e sentido vão além, o que é possível ser visto no média-metragem lançado em março, um registro visual dirigido por Camila Maluhy e Octávio Tavares. A sensualidade e abstração estão presentes no filme, repleto de inspiração nos elementos da umbanda, da qual Luiza participa há mais de dez anos.

Nos contrastes impressos em sua carreira, Luiza Lian nos oferece pequenas doses de reflexões, que permitem, a quem verdadeiramente se entregue à sua música, a possibilidade de confronto com seu eu – provavelmente, tão plural (e singular) quanto o da cantora. Dos melhores do ano.

NO RADAR | Luiza Lian

Onde: São Paulo, São Paulo.
Quando: 2014.
Contatos: Site | Facebook | Twitter | Instagram | YouTube | SoundCloud

Ouça ‘Oyá Tempo’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Camila MaluhyCrítica MusicalLuiza LianMúsicaOctávio TavaresOyá TempoSelo RiscoSpoken Word

VEJA TAMBÉM

Líder do The National, Matt Berninger vem ao C6 Fest com sua carreira solo. Imagem: Chantal Anderson / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Matt Berninger

2 de abril de 2026
Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

'Apopcalipse Segundo Baby' foi produzido ao longo de dezoito anos. Imagem: Dilúvio Produções / Divulgação.

‘Apopcalipse Segundo Baby’ ilumina a jornada musical e espiritual de Baby do Brasil – É Tudo Verdade

17 de abril de 2026
Documentário sobre David Bowie abriu a edição 2026 do É Tudo Verdade. Imagem: ARTE / Divulgação.

‘Bowie: O Ato Final’ aponta para a genialidade do artista em seus momentos finais – É Tudo Verdade

15 de abril de 2026
Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.