• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

O dinamismo, a coerência e o experimentalismo da Peixe Cobra

porAlejandro Mercado
7 de março de 2018
em Música
A A
Peixe Cobra - Onça Discos

Quarteto curitibano Peixe Cobra. Foto: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

O post-rock transita em uma linha muito tênue. De um lado, a efemeridade, o não-tema, a falta de coerência nas melodias e o excesso de complexidade; do outro, melodias crescentes, arranjos poderosos, ritmos grandiosos e uma sonoridade apaixonante. São poucos os casos em que os grupos de post-rock conseguiram emplacar todos (ou a maioria) dos elementos do “lado positivo”.

Curitiba, que já há algum tempo formou uma cena de respeito do gênero, acaba de ganhar mais um bom integrante. Peixe Cobra, o disco homônimo do quarteto formado por Guilherme Neves, Fernando Tokarz, Rick Pacheco e Giva Farina, reúne 10 canções, algumas delas pequenas transições, em um dos ótimos lançamentos feitos pela Onça Discos.

Há dinamismo, coerência e experimentalismo muito bem dosados, prestando tributos às suas influências, como os norte-americanos do Tortoise, por exemplo, mas também oferecendo versatilidade e um certo frescor melódico.

Parece bastante apropriado dizer que a banda consegue arquitetar sua musicalidade dentro dos bons padrões do post-rock, andando por terrenos corajosos, buscando explorar as dimensões e profundidades oferecidas pelo gênero. Há dinamismo, coerência e experimentalismo muito bem dosados, prestando tributos às suas influências, como os norte-americanos do Tortoise, por exemplo, mas também oferecendo versatilidade e um certo frescor melódico – especialmente por não optar por uma estética bucólica, uma ausência muito bem-vinda.

Esta natureza mais lúdica de Peixe Cobra parece surgir a partir desse amálgama de referências complexas, passando ao largo de tentar recortar elementos superficiais dos variados gêneros dos quais os músicos da Peixe Cobra resgatam inspirações. Há um grande esforço da banda em usar elementos sônicos diversos, expandindo o que convencionamos como um post-rock “tradicional”. Isso torna a sonoridade de Peixe Cobra repleta de camadas e níveis, que podem ser encaradas, interpretadas e sentidas sob diferentes perspectivas, revelando ricas tessituras.

Se o gênero por vezes parece ter algumas armadilhas, o álbum parece ser eficaz em fugir de cada uma delas; não emula musicalidades já feitas e erige uma paisagem sonora bem estruturada, do início ao fim. É claro que o post-rock ainda guarda um distanciamento do público médio, em especial pela ausência, na maioria dos casos, de letras, mas também pela falta do hábito de consumo da música instrumental, vista tanto como uma música excessivamente erudita como pouco acolhedora e até arrogante, muito pela complexidade de alguns arranjos ou mesmo do virtuosismo que ainda é possível de ser encontrado.

Contudo, a Peixe Cobra e os demais grupos locais, como o ruído/mm, por exemplo, parecem conseguir organizar essas sutilezas com contornos audaciosos, mas também singelos, prosperando por sua intensidade ímpar. Um bom calor para uma cidade conhecida por sua frieza.

Ouça ‘Peixe Cobra’ na íntegra

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Bandas CuritibanasBandas ParanaensesCrítica MusicalexperimentalindieMúsicaMúsica Alternativamúsica instrumentalOnça DiscosPeixe Cobrapós-rockpost-rockResenhaReviewRockTortoise

VEJA TAMBÉM

Da esquerda para a direita: Cameron Winter, Max Bassin, Dominic DiGesu, Emily Green. Imagem: Jeremy Liebman / Reprodução.
Música

Geese transforma exaustão em movimento em ‘Getting Killed’

22 de dezembro de 2025
Imagem: Divulgação.
Música

‘Sharon Van Etten & The Attachment Theory’ abre uma nova fresta emocional em meio ao caos

15 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

O apresentador Guilherme Rivaroli. Imagem: RIC TV / Reprodução.

Por que os telejornais deveriam ser mais curtos?

13 de janeiro de 2026
Steve Martin no auge de sua carreira. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Steve! (martin)’ revela a carreira genial e errante do grande humorista

26 de dezembro de 2025
Irregular, 'Adultos' se sai bem quando se leva menos a sério. Imagem: FX Network / Divulgação.

‘Adultos’ observa a GenZ com humor irregular

24 de dezembro de 2025
Néstor Cantillana e Antonia Zegers comandam a trama de 'O Castigo'. Imagem: Leyenda Films / Divulgação.

‘O Castigo’ transforma a maternidade em um território de culpa e silêncio

23 de dezembro de 2025
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.