• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

Por que a BaianaSystem é a maior banda do Brasil no momento?

porAlejandro Mercado
11 de abril de 2017
em Música
A A
Foto: Reprodução.

Foto: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

O Brasil vive, musicalmente falando, uma safra riquíssima, o que evidencia que nossa cultura é cíclica e totalmente baseada na antropofagia proposta por Oswald de Andrade. Qualquer apontamento torna-se, imediatamente, um crime hediondo, afinal, gosto é um elemento subjetivo da vida. Contudo, corro o risco ao afirmar categoricamente que não há, neste abril do ano de dois mil e dezessete, banda maior no país que a BaianaSystem.

Ciente do peso da frase em um país onde Céu, Metá Metá, O Terno, Liniker, Wado e Francisco, el Hombre marcam território com suas obras potentes – e onde Elza Soares entregou o disco mais importante deste, ainda, novo século – , abraço o perigo e sigo firme no que digo. Razões transbordam. Se BaianaSystem (2010) não repercutiu tanto quando de seu lançamento, Duas Cidades não foi apenas um dos melhores discos de 2016, mas já abriu espaço como um dos álbuns mais importantes lançados na última década.

Um dos principais méritos de Duas Cidades, e consequentemente da BaianaSystem, é trazer um novo sopro de frescor à cena brasileira, que pouco tem apresentado em termos de inventividade. Oras, uma das inúmeras críticas que se faz à música contemporânea brasileira é o quanto ela tem emulado o que foi feito em décadas passadas sem inserir nenhuma dose de novidade. Ou seja, faz-se bem, mas dentro de limites muito bem definidos. Há quem aponte nisso a vitória da preguiça do artista contemporâneo, pouco determinado em arriscar. Eu talvez não vá tão longe, mas também enxergo um certo comodismo em elementos que compõem esta geração de bandas.

Leia também:
» Wado não é de um gênero, é do Brasil
» O público está preparado para o novo disco da Francisco, el Hombre?

Um dos principais méritos de Duas Cidades, e consequentemente da BaianaSystem, é trazer um novo sopro de frescor à cena brasileira,

Russo Passapusso, Roberto Barreto, SekoBass e Filipe Cartaxo também se esforçam em estabelecer uma ressiginificação, não só da música baiana, estereotipada pela massificação ocorrida a partir da década de 1990. Usa-se arte, também, para repensar Salvador enquanto ocupação do espaço urbano, o que consequentemente também permite uma reflexão mais séria sobre o Brasil/2017. Em um país de tantos contrastes, Duas Cidades evoca raízes musicais e confronta as imagens que temos da rua – e da importância que o processo de ocupá-la tem na ressignificação do espaço urbano e o conflito causado pelos processos de gentrificação, constantes em Salvador e qualquer outra metrópole brasileira.

A BaianaSystem é provocativa. Não há outra forma de encarar um grupo que mescla tantos gêneros e ritmos diferentes a uma crítica social pontual e certeira, que diz respeito a mim e a você, mas o faz abraçando essa popularidade, o calor, o suor, o cinza da cidade, seus cheiros e idiossincrasias. Por último, a BaianaSystem é gigante porque usa o “sistema” contra ele mesmo, trazendo de volta o povo enquanto protagonista dessa contemporaneidade ao mesmo tempo acolhedora e segregadora, singular e plural. A BaianaSystem é todas as multifaces deste estranho Brasil contemporâneo.

NO RADAR | BaianaSystem

Onde: Salvador, Bahia
Quando: 2007
Contatos: Site | Facebook | Twitter | SoundCloud | YouTube | Instagram

Ouça ‘Duas Cidades’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: BaianaSystembandas baianasbandas brasileirascéuCrítica MusicalDuas CidadesFilipe CartaxoFrancisco El HombreLinikerMetá MetáMúsicaMúsica PopO TernoRoberto BarretoRusso PassapussoSekoBassWado

VEJA TAMBÉM

Músico é muito aguardado no Brasil. Imagem: Akatre Creative Studio / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Benjamin Clementine

5 de março de 2026
Zach Condon retorna com o Beirut após quase 12 anos. Imagem: Lina Gaisser / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Beirut

27 de fevereiro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Gisèle Pelicot, autora de um dos livros de memória mais contundentes dos últimos tempos. Imagem: Christophe Simon / AFP / Reprodução.

Em ‘Um hino à vida’, Gisèle Pelicot devolve a vergonha aos culpados

10 de março de 2026
Um dos registros de 'One to One: John & Yoko'. Imagem: Mercury Studios / Divulgação.

‘One To One’ revela detalhes do engajamento político de John Lennon e Yoko Ono

9 de março de 2026
Criada por Jacob Tierney, série canadense já foi renovada para uma segunda temporada, a ser lançada em 2027. Imagem: Bell Media / Divulgação.

‘Rivalidade Ardente’ transforma o hóquei no gelo em arena para o amor proibido

9 de março de 2026
Músico é muito aguardado no Brasil. Imagem: Akatre Creative Studio / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Benjamin Clementine

5 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.