• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Teatro

Corpo desterritorializado

porBernard Freire
25 de maio de 2018
em Teatro
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Quando ensaiamos não conseguimos construir um raciocínio fácil sobre as nossas construções artísticas. Vamos fazendo e repetindo o trabalho em diferentes explorações físicas para dialogar com a personagem e ter uma interpretação. Temos o conhecimento e a prática, que nos direcionam para elaborar tal registro de todas essas criações em que observamos nas nossas repetições, que atravessam o corpo em vibrações suaves, que tencionam o batimento cardíaco para vivenciar o texto. As palavras soam como música, uma mistura de acordes e timbres na transformação do ator.

A transição é corrente, energia que sai pelos poros arrastando a outra camada que personifica o atuante em sentidos variados de apresentação. A atenção é única, o dialogo é com o espaço, com o preenchimento do ar, da platéia e de todas as partes que tencionam a energia em volta. A fala é a vibração do pensamento ensaiado em articulação emocional, liberdade das cordas vocais que contam uma historia, um anúncio verdadeiro que transmite o acontecimento da vida real. A mensagem é o som que enlouquece a mente de todo o conjunto.

Todo o espaço é ocupado por sentidos de um acontecimento imaginado, desenvolvido na ação física que constrói o dialogo cênico de meses de ensaio.

A angústia da cena prende a atenção, o ator deve devanear na sua construção teatral para mostrar o personagem que desenha a dramaturgia apresentada e assumir a postura que sustentará o espetáculo. O ator deve morrer na atuação da personagem se preciso. Enquanto o corpo permanece em outro estado além da normalidade, vamos identificando a imaginação que acredita no jogo em que está sendo encenado. Para o ator, interpretar faz com que o teatro ressuscite cada vez mais em seu trabalho, buscando ampliar a sua trajetória artística.

O corpo em cena escreve uma análise narrativa do espetáculo, constrói uma ideia de diferentes sentidos para o público, mostra um viés da obra a qual está sendo encenada. Em palco, o ator explode, seu sangue verve a tal presença, dar coragem e leveza. Todo o espaço é ocupado por sentidos de um acontecimento imaginado, desenvolvido na ação física que constrói o dialogo cênico de meses de ensaio. Tudo se transforma em fantasia de uma redescoberta real e ficcional. Interpretar é um modo de contar o que se leu de um texto e reproduzir teatralmente.

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: ação físicaatorcorpoCriaçãocriação cênicaimaginaçãointerpretarTeatro

VEJA TAMBÉM

Festival chega à sua 34ª edição este ano. Imagem: Divulgação.
Teatro

ANÁLISE: Mostra Lúcia Camargo faz do palco um campo de disputa sobre memória, violência e pertencimento

19 de março de 2026
Espetáculo segue em São Paulo após sucesso em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Imagem: Guto Muniz / Divulgação.
Teatro

‘(Um) Ensaio Sobre a Cegueira’ mergulha o público numa experiência ética e sensorial do caos

8 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Série 'O Mistério de Varginha' recupera o fenômeno midiático ocorrido há 30 anos. Imagem: Globoplay / Divulgação.

‘O Mistério de Varginha’ mostra o Brasil do Brasil

26 de março de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Bellotto venceu o Jabuti de 2025 pela obra, lançada no ano anterior. Imagem: Chico Cerchiaro / Divulgação.

‘Vento em Setembro’ transita entre o mistério e as feridas do Brasil

24 de março de 2026
'PLAY ME' é o terceiro trabalho solo de Kim Gordon. Imagem: Todd Cole / Reprodução.

Kim Gordon troca o atrito pela forma em ‘PLAY ME’

24 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.