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O sobrenatural na Curitiba de 1950 por Paulo Biscaia Filho

porMarianna Holtz
27 de fevereiro de 2018
em Teatro
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Rubens Francisco Lucchetti, nascido em 1930, é um autor e roteirista de livros e quadrinhos, considerado o “papa do pulp fiction brasileiro”. Seus assuntos preferidos são monstros, zumbis, fantasmas e mulheres sedutoras. O universo de Lucchetti dialoga com o da companhia Vigor Mortis em A Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti, espetáculo dirigido por Paulo Biscaia Filho, que cria uma ponte entre essas duas linguagens (literatura e teatro). Essa ligação estende-se para o mecanismo cinematográfico e para as HQs, tão presentes no trabalho teatral do diretor e cineasta curitibano.

Lucchetti é também citado no espetáculo como o proprietário de uma biblioteca mágica, onde estão guardados diversos segredos do mundo sobrenatural. A trama gira em torno da investigação feita pelo detetive John Clayton (Ed Canedo) a serviço de Helen Zola (Michelle Rodrigues), sobre o marido da contratante (Dr. Zola, vivido por Kenni Rogers). Ao redor disso, desenvolve-se o enredo e apresentam-se as outras personagens, bem como a busca pela referida biblioteca.

O cenário é criativo ao usar grandes tapadeiras no fundo e nas coxias estampadas com imagens de livros (aludindo a biblioteca) com janelas (representando os prédios do centro da cidade). Além disso, vemos também nuvens que fazem, às vezes, de tela para projeção de vídeos e legenda. Esse cenário fixo é complementado por duas duas cadeiras com rodinhas nos pés, que são remanejadas ou retiradas de acordo com a necessidade da cena. Os figurinos são coerentes com o enredo, porém não destacam-se.

A maior parte das personagens não é curitibana, no entanto, aquelas que são ou estão na cidade há muito tempo usam de uma partitura vocal incoerente nesse sentido.

Iluminação e sonoplastia ajudam a criar diferentes ambientes sem significativa mudança de cenário (além das cadeiras) e também criam a imagem de diversos objetos cênicos, como janelas, persianas, máquinas de escrever, etc, apenas por meio do som e da luz. A produção é bastante econômica no uso de objetos cênicos reais. O contrário ocorre com as imagens criadas com o auxílio da imaginação do público.

A história passa-se na Curitiba da década de 1950. A cidade, ruas e praças são citadas frequentemente (principalmente no começo da peça), recurso que aproxima o espectador ao mesmo tempo em que diverte. A maior parte das personagens não é curitibana, no entanto, aquelas que são ou estão na cidade há muito tempo usam de uma partitura vocal incoerente nesse sentido. O sotaque paranaense poderia ser melhor explorado pelo protagonista, por exemplo; bem como interjeições e figuras de linguagem típicas do estado inseridas no roteiro.

O oposto deste problema apresenta-se na breve aparição do personagem Dalton, que faz referência ao autor curitibano Dalton Trevisan (1925), conhecido por “O Vampiro de Curitiba”, cuja temática de suas obras aproxima-se de Lucchetti e Biscaia. Espelhar-se nele, porém de forma mais comedida para não tornar-se caricato, poderia tornar a peça mais coerente.

R. P. Lucchetti tem 88 anos e é ativo na produção de seus livros que atualmente são vendidos exclusivamente por ele através de sua página no Facebook.

O espetáculo está em sua quarta temporada e segue em cartaz até o dia 4 de março no Miniauditório do Teatro Guaíra.

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SERVIÇO | A Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti

Onde: Miniauditório do Teatro Guaíra | R. XV de Novembro, 971 – Centro;
Quando: Até dia 04/03, de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h;
Quanto: Ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) + taxa.

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Tags: A Macabra Biblioteca do Dr. LucchettiCrítica TeatralCuritibaDalton TrevisanEd CanedoFantasmasKenni RogersMichelle RodriguesMini GuaíraMonstrosPaulo Biscaia Filhopulp fictionRubens Francisco LucchettiTeatroTeatro CuritibanoterrorVampiro de CuritibaVigor Mortiszumbis

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