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‘Demolidor’ e a força dos coadjuvantes

porAlejandro Mercado
6 de fevereiro de 2017
em Televisão
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demolidor netflix segunda temporada

Justiceiro e Elektra roubam a cena na segunda temporada de 'Demolidor'. Foto: Divulgação / Netflix.

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Foi-se o tempo em que coadjuvantes roubarem a cena dos protagonistas em seriados era caso isolado. Hoje em dia, não apenas é bem comum como acontece mais que o previsto, o que aponta um certo amadorismo da equipe envolvida no projeto, ou simplesmente uma falha gritante no roteiro. Sim, esta é uma falha gritante.

A Netflix havia sido capaz de resgatar a história do Demolidor e de fazer com que ela soasse instigante, interessante, e não “apenas mais uma série de super-herói”. Mas isso até chegar a segunda temporada e as coisas não saírem como imaginado. Antecipo ao leitor e fã da série Demolidor que esta não é uma crítica com intuito de desmerecer o seriado, pelo contrário.

A série tem seus méritos e segue muito melhor que aquele filme pífio de 2003. Entretanto, Matt Murdock (Charlie Cox) pareceu um personagem muito menos interessante neste segundo ano, e isto é, sim, “responsabilidade” dos “coadjuvantes” da série. Elektra (Elodie Yung) e o Justiceiro (Jon Bernthal, de The Walking Dead) deram uma cor muito especial à série. E aqui eu me permito um trocadilho um infame: cor de sangue.

Elodie Yung e Jon Bernthal receberam em mãos personagens fortes e icônicos no universo Marvel e souberam acrescentar-lhes vida e complexidade, tudo o que fãs dos HQs exigem.

Eles são, talvez, os anti-heróis mais sanguinários do universo Marvel e diametralmente opostos ao Demolidor. Os métodos que ambos empregam no combate aos criminosos recebeu um tratamento que beira ao doentio, fator fundamental em causar empatia com o público – tanto é que o Justiceiro já ganhou sua própria série, vejam só.

Elodie Yung e Jon Bernthal receberam em mãos personagens fortes e icônicos no universo Marvel e souberam acrescentar-lhes vida e complexidade, tudo o que fãs dos HQs exigem quando os personagens são transpostos à tevê. Mas é justamente isso que cria uma ruptura com o personagem que é (ou deveria ser) protagonista da série. Vá lá que o Demolidor não é nenhum herói que segue à risca todas as regras (algo bem básico em se tratando de super-heróis, diga-se), mas perto de seus dois colegas de Marvel ele fica exagerademente bundão.

Isso significa dizer que a segunda temporada de Demolidor é ruim? Não. Mas quer dizer que o protagonista perdeu espaço e isso é um erro que não pode acontecer? Sim. A série retornou com seu estilo soturno e aprofundando mais na construção de seus personagens, inclusive Foggy, Karen Page e a Claire Temple (Rosario Dawson), peça fundamental ao conectar a história de Demolidor com Jessica Jones e Luke Cage, que juntamente com Punho de Ferro (cuja série estreia em março) formarão Os Defensores, série já em produção pela Netflix, com data prevista de estreia para o segundo semestre deste ano.

Murdock merece muito mais que simplesmente equilibrar sua vida em uma corda muito, muitíssimo bamba. Merece muito mais que ser pano de fundo para Frank Castle e todo seu ódio. Ele merece continuar tendo uma série que honre o personagem dos quadrinhos, ainda por cima quando toda a influência que Frank Miller exerceu no HQ a partir da década de oitenta é levada às telas.

Tags: Charlie CoxDemolidorElektraElodie YungFrank MillerJessica JonesJon BernthalJusticeiroLuke CageMarvelNetflixPunho de FerroResenhaSeriadosSérieSériesSuper-Heróis

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