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Home Televisão

O ano já virou no SBT: de 2018 para 1964

porTaiany Gonçalves
13 de novembro de 2018
em Televisão
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Vinheta do SBT rememora slogan da ditadura

Vinhetas do SBT relembram período ditatorial. Imagem: Reprodução.

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Já foi falado algumas vezes aqui na coluna sobre os limites ultrapassados por Silvio Santos com suas falas preconceituosas e desrespeitosas. E ele provou que os ultrapassa também nas atitudes. Na última terça-feira, 6, o dono do SBT autorizou a exibição de vinhetas com características nacionalistas, sendo compostas por frases como “Brasil, ame-o ou deixe-o”, utilizada como slogan da ditadura em um dos períodos de maior repressão – conhecido como “Anos de Chumbo” -, e “Eu te amo, meu Brasil”, trecho de uma música usada em propagandas políticas do período militar.

Além dessas, outras frases de cunho nacionalistas como “Brasil de encantos mil”, “Brasil, pátria amada” e “Pra frente, Brasil” foram utilizadas nessas vinhetas, que, por sinal, vão ao ar com bastante frequência. E as músicas de fundo também não fugiram ao ufanismo. Foram utilizadas como trilha sonora o Hino Nacional, o Hino da Marinha brasileira (“Cisne Branco”), o Hino da Independência e a música “Pra frente, Brasil”, tema da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970. As imagens, por sua vez, mostram pontos turísticos do Brasil.

Em um primeiro momento, quando questionada, a comunicação do SBT não se pronunciou sobre o assunto “por questões estratégicas.” Horas depois, a vinheta com a frase “Brasil, ame-o ou deixe-o” foi retirada do ar e a assessoria da emissora alegou que “cometeu um equívoco de não se atentar que este bordão foi forte na época do regime militar.” As demais vinhetas ufanistas continuam a serem exibidas.

Essa atitude de Silvio Santos em seu canal, assim como as suas falas preconceituosas (já abordadas nesse portal), não só casam com a postura do futuro presidente, Jair Bolsonaro, como evidenciam total apoio do comunicador ao ex-militar. Não por acaso, o apresentador, além de convidar a futura primeira-dama para participar do Teleton desse ano, recebeu uma ligação telefônica de Bolsonaro, ao vivo, no programa.

Sílvio Santos e João Figueiredo, presidente militar entre os anos de 1979 e 1985
Sílvio Santos e João Figueiredo, presidente militar entre os anos de 1979 e 1985. Imagem: Reprodução.

Essa atitude de Sílvio Santos em seu canal, assim como as suas falas preconceituosas (já abordadas nesse portal), não só casam com a postura do futuro presidente, Jair Bolsonaro, como evidenciam total apoio do comunicador ao ex-militar.

O posicionamento do SBT a favor de características ufanistas e militaristas, seja de um regime ou de pessoas, não é novidade, afinal, a emissora já nasceu de uma bajulação ao governo militar. Além disso, com a criação do Sistema Brasileiro de Televisão, em 1981, Silvio Santos começou a transmitir, entre os intervalos das atrações, “A Semana do Presidente”, uma espécie de boletim que exibia o resumo das atividades – incluindo as pessoais – do presidente. O quadro, que era custeado pelo governo, foi criado pelo presidente João Baptista Figueiredo e exibido até o mandato de Fernando Henrique Cardoso. Segundo a coluna de Flávio Ricco, no site UOL, comenta-se nos bastidores da emissora sobre a volta desse boletim no ano de 2019, para divulgar o mandato presidencial de Jair Bolsonaro.

Essas vinhetas em apoio ao futuro presidente reforçam a ideologia deste, que, como já foi demonstrado há anos, é apoiada por Silvio Santos. Seja por interesses empresariais ou pessoais, a verdade é que as atitudes do apresentador mais famoso do Brasil não se tratam de loucura, tampouco são justificáveis por sua idade avançada. São, ao contrário, muito bem arquitetadas e com objetivos bem definidos.

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Tags: Ditadura MilitarJair BolsonaroSBTSemana do PresidenteSilvio SantosTeletonvinhetas

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