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Home Teatro

‘PRETO’: um grito sobre diferenças, violência e intolerância

porLeticia Queiroz
6 de agosto de 2018
em Teatro
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A Companhia Brasileira de Teatro abriu a temporada de apresentações de PRETO, na última quinta-feira (2). O espetáculo, que esteve por dois dias na programação do Festival de Curitiba deste ano, retorna à cidade e segue com apresentações até o próximo dia 12. As apresentações acontecem de quinta a domingo no Teatro José Maria Santos.

A Companhia Brasileira de Teatro é um coletivo de artistas fundado pelo diretor e dramaturgo Marcio Abreu. O que eu gostaria de dizer (2008); PROJETO bRASIL (2015) e PRETO (2017) são alguns dos trabalhos já produzidos e realizados pela companhia. Ela é destaque no cenário artístico por conta da sua trajetória baseada na pesquisa de linguagem cênica.

No elenco, Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira, Renata Sorrah e Rafael Lucas Bacelar. Sob a direção de Marcio de Abreu, o espetáculo levanta, a partir do racismo, outras discussões como a diferença, que é vista em inúmeros exemplos no palco. PRETO também fala de intolerância, minorias e a dificuldade do diálogo e convivência hoje em dia.

Sob a direção de Marcio de Abreu, o espetáculo levanta, a partir do racismo, outras discussões como a diferença, que é vista em inúmeros exemplos no palco.

O espetáculo surge como um desdobramento do PROJETO bRASIL, trabalho também realizado pela companhia, encenado em 2015. A construção da dramaturgia, assinada por Marcio Abreu, Grace Passô e Nadja Naira, foi montada através das inúmeras residências de criação que o grupo fez no Brasil e no exterior.

O trabalho se apresenta como uma discussão atual e real sobre a dificuldade de discutir e falar sobre as diferenças na sociedade. Tendo como pano de fundo o racismo, o espetáculo é um experimento que conversa com a realidade a todo momento, não só pelos temas que revela, mas também através dos personagens que, quando entram em cena, se apresentam com seus próprios nomes.

PRETO apresenta um conjunto de dicotomias marcado por uma montagem cênica admirável. Por vezes, é sensível e comovente, e também duro e cruel; por inúmeras vezes, pois através da conjunção de suas frases, atos cênicos e referências, retrata um cenário muito equivalente ao atual, além de propor uma investigação necessária sobre a rejeição das diferenças na sociedade.

Ainda que discuta temas relevantes a partir do racismo, o espetáculo se configura como uma imagem social. Uma imagem social que precisa de reparos e que, através da potência do teatro, por propor uma discussão tão necessária, dá luz e auxilia no desenvolvimento de diálogos e conversas sobre essas coisas que ainda nos abalam tanto enquanto sociedade.

SERVIÇO | Projeto ‘PRETO’

Quando: até 12 de agosto, de quinta a sábado, às 20h; domingos, às 19h;
Onde: Teatro José Maria Santos | R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba/PR;
Quanto: R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 40,00 (inteira);
Classificação etária: 14 anos.

Ingressos à venda nas bilheterias dos Teatros Guaíra e Positivo e nos quiosques, lojas e site da Disk Ingressos.

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Tags: Cássia DamascenoCompanhia Brasileira de TeatroCrítica TeatralFelipe SoaresGrace PassôMarcio AbreuNadja NairaPRETORafael Lucas BacelarRenata SorrahTeatroTeatro brasileiroTeatro Curitibanoteatro paranaense

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