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‘Ruth & Alex’ é um tributo à serenidade

Dirigido por Richard Loncraine, ‘Ruth & Alex’ expõe com sensibilidade e delicadeza os desafios da idade que avança.

porTiago Bubniak
15 de dezembro de 2020
em Cinema
A A
Ruth & Alex, de Richard Loncraine

O filme todo faz alusão ao conflito entre encarar o presente e lembrar-se de momentos simples, mas notáveis, que não voltam mais. Imagem: Reprodução.

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Os animais adaptam-se muito mais facilmente às adversidades do que os seres humanos. E por quê? Porque não lembram do passado. Em determinado momento de Ruth & Alex (2014), do diretor Richard Loncraine, o espectador depara-se com esse comentário. Ele surge quando o casal do título, vivido por Diane Keaton e Morgan Freeman, discute os problemas de saúde de sua cachorrinha de estimação, que sofre as consequências da idade. Aparentemente banal, a fala ganha importância no contexto da história quando se vê que o filme todo ecoa saudosismo. O filme todo faz alusão ao conflito existente entre encarar o presente e recordar-se de momentos notáveis (simples, mas notáveis) que não voltam mais. Ruth & Alex está cheio de flashbacks que escancaram essa dualidade.

Ruth & Alex é, em sua essência, uma estupenda homenagem à serenidade. E, mais do que isso: um convite para que cada um reflita qual é, afinal, o espaço que está dando para a serenidade em sua própria vida.

Do início ao fim, a narrativa expõe o casal do título negociando a venda do apartamento no qual ambos moraram por 40 anos. Eles são assessorados por uma sobrinha corretora (interpretada por Cynthia Nixon, a Miranda de Sex and the City). O plano é comprar um novo imóvel com elevador, uma vez que, com o passar dos anos, vencer os degraus não é mais uma tarefa fácil. É intensa a referência à dificuldade de vencer as escadas, uma metáfora abrangente sobre os desafios trazidos pela idade que avança, sejam eles físicos ou psicológicos.

A negociação é permanente, constante, insistente. O que se vê no decorrer das cenas é um conjunto de pessoas indo e vindo e demonstrando graus diferentes de interesse na aquisição do imóvel. Valores são discutidos a todo momento, ora maiores, ora menores. Isso tudo traz uma dose considerável de caos na vida do casal que, após quatro décadas de um casamento feliz, almeja, na verdade, manter (ou aprofundar) o estágio de serenidade alcançado. É aí que eles devem perguntar-se até que ponto querem mesmo ou não desfazer-se do apartamento impregnado de história pessoal.

O filme pode não ser uma experiência impactante para muitos, uma vez que é preciso garimpar com cuidado, em todas as cenas, pequenas relíquias que se perdem sob a ilusão de banalidade. Mas é um grande filme com aparência de pequeno. Sim, “ilusão de banalidade” e “aparência de pequeno” são expressões totalmente cabíveis aqui neste contexto. E por quê? Porque Ruth & Alex é, em sua essência, uma estupenda homenagem à serenidade. E, mais do que isso: um convite para que cada um reflita qual é, afinal, o espaço que está dando para a serenidade em sua própria vida. Se é que está realmente fazendo isso.

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Tags: CinemaCrítica CinematográficaCrítica de CinemaDiane KeatonFilm ReviewMorgan FreemanMovie ReviewResenhaRichard LoncraineRuth & Alex

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