• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

‘Sr. Kaplan’ mescla drama e humor para falar de nazismo, velhice e amizade

Representante do Uruguai no Oscar 2015, ‘Sr. Kaplan’, filme dirigido por Álvaro Brechner, expõe sensibilidade da produção cinematográfica do país vizinho.

porTiago Bubniak
9 de fevereiro de 2021
em Cinema
A A
Cena do filme 'Sr. Kaplan'

Cena do filme 'Sr. Kaplan'. Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Costumo insistir que o Oscar é muito mais um megaevento em nome da indústria do que da arte, mas que, quando um trabalho recebe a indicação para concorrer ao prêmio na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, é bom o espectador prestar atenção. Um exemplo disso é Sr. Kaplan, que foi o representante do Uruguai na edição do prêmio em 2015. A produção uruguaia perdeu para o polonês Ida (2013), de Pawel Pawlikowski, mas tem em comum com o vencedor o enfoque do nazismo, ferida aberta da História sobre a qual o cinema adora colocar o dedo. E com razão. Ao contrário da densidade de Ida, no entanto, aqui a narrativa é recheada de humor.

O filme do diretor Álvaro Brechner lança sua atenção sobre o judeu Jacobo Kaplan (Héctor Noguera). Com mais de 70 anos, o protagonista está naquela fase da vida em que se sente deslocado, improdutivo, um símbolo ambulante da inutilidade. Já no início da narração ele faz mil reflexões sobre o que, de fato, realizou de importante em sua trajetória. O sentimento de impotência fica ainda mais doloroso quando Jacobo é considerado inapto para dirigir.

Com mais de 70 anos, o protagonista está naquela fase da vida em que se sente deslocado, improdutivo, um símbolo ambulante da inutilidade.

A chance de fazer algo grandioso para si e para a própria humanidade surge quando ele passa a investigar um alemão suspeito de matar judeus nos campos de concentração. Uma reportagem na TV sobre uma organização nazista infiltrada na América Latina “transforma” Jacobo em “detetive”. Ele, então, firma parceria com Wilson Contreras (Néstor Guzzini), ex-policial com problemas familiares e um passado marcado por caminhos tortos. O humor vem do fato de o espectador ser constantemente chamado a duvidar da competência da dupla para realizar tarefa tão exigente.

Assim está construída a base para uma história envolvente, cômica e emocionante que aborda três situações complementares. Uma delas é o embate entre judaísmo e nazismo; a outra é o debruçar-se sobre as angústias da velhice; e, por fim, a sinceridade da amizade entre dois homens feridos que, em meio a trapalhadas e momentos sinceros de companheirismo, encontram apoio para prosseguir acreditando na vida.

Costurando tudo isso, Sr. Kaplan mostra-se um filme respeitável, cheio de talento e digno de expor a sensibilidade da produção cinematográfica do Uruguai. É possível afirmar que este filme lembra Nebraska (2013), de Alexander Payne, e, mais timidamente, Amor (2012), de Michael Haneke. E isso é um grande elogio, considerando que essas duas produções são também respeitáveis, bastante competentes e ricas em suas propostas de abordar o tema da velhice.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Álvaro BrechnerCinemaCríticaCrítica CinematográficaCrítica de CinemaMovie ReviewResenhaReviewSr. Kaplan

VEJA TAMBÉM

Bárbara Lennie e Victoria Luengo dão vida a Elsa e Patricia no nome filme de Pedro Almodóvar. Imagem: El Deseo / Divulgação.
Cinema

‘Natal Amargo’ transforma memória e luto em ficção melancólica

28 de maio de 2026
Zazie Beetz encara demônios em 'Eles Vão Te Matar'. Imagem: New Line Cinema / Divulgação.
Cinema

‘Eles Vão Te Matar’ diverte como terrir, mas é mais do mesmo

19 de maio de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Em 'O Adversário', Emmanuel Carrère reconta um dos crimes mais chocantes da história da França. Imagem: Andreu Dalmau / Reprodução.

‘O Adversário’: a história real de um homem que matou para sustentar uma mentira

29 de maio de 2026
Bárbara Lennie e Victoria Luengo dão vida a Elsa e Patricia no nome filme de Pedro Almodóvar. Imagem: El Deseo / Divulgação.

‘Natal Amargo’ transforma memória e luto em ficção melancólica

28 de maio de 2026
O escritor estadunidense de origem tailandesa Tony Tulathimutte. Imagem: Vincent Tullo / The Guardian / Reprodução.

‘Rejeição’, de Tony Tulathimutte, é o livro do ano

22 de maio de 2026
Zazie Beetz encara demônios em 'Eles Vão Te Matar'. Imagem: New Line Cinema / Divulgação.

‘Eles Vão Te Matar’ diverte como terrir, mas é mais do mesmo

19 de maio de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.