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‘Terra Terreno Território’ reflete ser indígena no século XXI

Projeto da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini, exposição 'Terra Terreno Território' utiliza técnicas de impressão do século XIX para provocar público a refletir a existência indígenas em grandes cidades no século XXI.

porAlejandro Mercado
11 de agosto de 2022
em Artes Visuais
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‘Terra Terreno Território’ reflete ser indígena no século XXI

Imagem: SESI/Divulgação.

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“Nós estamos em guerra. O seu mundo e o meu mundo tão em guerra”. A fala de Ailton Krenak ecoa forte em trabalhos como a exposição Terra Terreno Território. Neste momento, a arte indígena brasileira e sobre os indígenas têm ganhado protagonismo, com trabalhos que tensionam a relação com o homem branco.

O trabalho da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini, que tem circulado os SESI do estado de São Paulo (no momento, a exposição está em cartaz no SESI Campinas Amoreiras), carrega em si uma fagulha de ousadia.

A artista, que iniciou a carreira na fotografia comercial, une presente e passado para evocar uma questão tão antiga (e negligenciada) quanto a técnica que utiliza: como é ser indígena em grande centros urbanos no Brasil do século XXI.

Com experiência no trato com processos fotográficos alternativos, Sandrini utiliza técnicas de impressão do século XIX, em que esta é feita de modo artesanal em papéis sensibilizados com pigmento extraído do jenipapo, o mesmo que é utilizado pelas comunidades indígenas para as pinturas corporais, e em folhas de taioba, singônio, mavavisco, amora e batata doce.

 

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As técnicas, antotipia e fitotipia, respectivamente, ocorrem a partir da ação da luz do sol nos materiais, processo que varia de três dias a cinco semanas. No material de Terra Terreno Território, a artista visual mostra ao público suas imagens, captadas em aldeias indígenas na Grande São Paulo (cuja predominância recai sobre a etnia Guarani) e no contexto urbano, onde 53 etnias podem ser encontradas, ao longo do ano de 2019.

Cada peça varia entre 10×15 a 50x75cm, e reproduzem cenas do cotidiano dos grupos, além de algumas fotos diretamente posadas. Um processo verdadeiramente delicado e de choque, entre tecnologias, processos e vivências, provocativo diante do risco do apagamento histórico – maior em tempos obscuros do governo de Jair Bolsonaro.

Projeto 'Terra Terreno Território', de Dani Sandrini, em cartaz no SESI Campinas Amoreiras
Projeto ‘Terra Terreno Território’, de Dani Sandrini, em cartaz no SESI Campinas Amoreiras. Imagem: Beto Assem/Divulgação.

Um processo verdadeiramente delicado e de choque.

Essa, por sinal, é uma das expectativas de Dani Sandrini: discutir a fotografia a partir de seu caráter memorialístico e documental, dando novas perspectivas a ela. “A certeza é a transformação. A foto não congela o tempo. Os suportes que aqui abrigam as fotografias geram outros significados”, afirma Sandrini.

Como disse Vanuza Kaimbé, primeira indígena brasileira a ser vacinada contra o coronavírus, “as cidades invadiram os territórios indígenas”[1], então também cabe à arte lembrar o óbvio. “O Brasil todo é terra indígena, o Brasil é pindorama. Não existe essa separação.”[2]

No Instagram de Terra Terreno Território é possível acompanhar partes do processo de elaboração da exposição, ouvir trechos de falas da artista e fotógrafa, além de acompanhar algumas das peças que compõem o projeto. Se estiver por Campinas, a exposição fica em cartaz até 1º de outubro. De lá, segue para o SESI São José do Rio Preto para, então, chegar em São Paulo no próximo ano. A curadoria é de Wagner Souza e Silva.

SERVIÇO | Terra Terreno Território

Onde: SESI Campinas Amoreiras, Av. das Amoreiras, 450 | Parque Itália. Campinas/SP
Quando: de 5 de agosto a 1º de outubro, terça a sábado, das 9h às 11h e das 14h às 20h, exceto feriados;
Quanto: entrada gratuita.

Mais informações no site do SESI clicando aqui.

–
[1] Maria Fernanda Ribeiro, em “O Brasil todo é terra indígena, é pindorama. Temos que ser vacinados”, diz Vanuza Kaimbé, janeiro de 2021
[2] Maria Fernanda Ribeiro, em “O Brasil todo é terra indígena, é pindorama. Temos que ser vacinados”, diz Vanuza Kaimbé, janeiro de 2021

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Tags: Ailton Krenakarte indígenaArtes VisuaisDani SandriniFotografiaSesiTerra Terreno Território

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