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Direção de Michael Mann é razão para ver ‘Hacker’

'Hacker', do diretor norte-americano Michael Mann, inédito no circuito nacional, é irregular, mas traz muitos dos traços de seu cinema vigoroso e inventivo.

porPaulo Camargo
31 de julho de 2015
em Cinema
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Direção de Michael Mann é razão para ver 'Hacker'

Imagem: Reprodução.

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Apesar de seu trailer e cartaz eletrônico ter circulado por meses nos cinemas brasileiros, Hacker, mais recente longa-metragem do diretor norte-americano Michael Mann (de O Informante e Inimigos Públicos), não será mais lançado no circuito nacional e já está disponível no NOW, serviço de pay-per-view da NET.

O filme, que fracassou nas bilheterias e foi mal recebido nos Estados Unidos, pode até não estar à altura da filmografia do diretor de Fogo Contra Fogo e Colateral, mas traz muitos traços que fazem de Mann um dos cineastas mais interessantes de sua geração em Hollywood.

A trama de Hacker, embora pertinente, não é seu ponto forte. Depois de ataques cibernéticos à uma usina nuclear na China e à Bolsa de Valores de Nova York, o FBI chega à conclusão que o responsável teria sido um perigoso misto de hacker e terrorista conhecido como Blackhat, título original do longa.

A trama de Hacker, embora pertinente, não é seu ponto forte.

Como não conseguem rastrear o criminoso, a polícia federal norte-americana recorre aos serviços de Nick Hathaway (Chris Hemsworth, o Thor), que cumpre pena por crimes cibernéticos e pode ser a única pessoa capaz de identificar Blackhat e detê-lo. Ele aceita participar da operação em troca da liberdade.

A trama de Hacker, em si, nada tem de original e seu roteiro, escrito por Morgan Davis Foehl, também não prima pela inventividade. O que faz toda a diferença é a habilidade de Michael Mann, um mestre da mise-em-scène, criar cenas e sequências notáveis, como o confronto final entre Hathaway e Blackhat, em meio a um festival popular numa praça repleta de pessoas na Malásia.

Poucos diretores no cinema mainstream contemporâneo sabem conduzir com tamanha inventividade e ritmo sequências de ação, conseguindo, ao mesmo tempo, manter a tensão narrativa e compor planos intrigantes e belos visualmente, sempre por meio do uso nervoso de câmeras digitais, que já adotou em Colateral, em 2004. O uso do vermelho intenso, em meio ao magnífico jogo de esconde-esconde entre os personagens, coreografado em detalhes, é hipnotizante nessas cenas.

Outro bom motivo para ver Hacker é a presença no elenco da atriz chinesa Wei Tang (revelação de Desejo e Perigo, de Ang Lee), com quem Hemsworth forma uma dupla explosiva e afinada, também por conta da sensualidade da condução de Mann e da esplêndida fotografia de Stuart Dryburgh, em perfeita sintonia com o diretor.

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Tags: Chris HemsworthCinemaColateralcrime cibernéticoCrítica de CinemaFogo Contra FogoHackerInimigos PúblicosMichael MannNETNET NowO InformanteWei Tang

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