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‘Meu Malvado Favorito 3’ tem ótimo vilão, mas decepciona

'Meu Malvado Favorito 3' tem como ponto alto referências à cultura pop dos anos 80, mas tem roteiro frouxo.

porPaulo Camargo
29 de junho de 2017
em Cinema
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'Meu Malvado Favorito 3' tem ótimo vilão, mas decepciona

Imagem: Reprodução.

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Michael Jackson, Madonna, A-ha, Van Halen e Nena são alguns dos ícones pop dos anos 80 que embalam as maldades do vilão da animação Meu Malvado Favorito 3, Balthazar Bratt. Astro-mirim de um seriado infantil, ele viu seu mundo cair quando cresceu mais do que deveria, e foi descartado sem dó nem piedade e relegado ao esquecimento. O trauma o fez transformar-se em um adulto ressentido, que desenvolve uma estratégia para destruir Hollywood em um ato de vingança espetacular. Com gigantescas bolotas de chiclete cor-de-rosa.

Envergando um figurino inspirado nos trajes do Rei do Pop, de quem também empresta coreografias e linguagem corporal (a sequência inicial é ao som de “Bad”), Bratt é dublado na versão brasileira por Evandro Mesquita (da banda Blitz) e em inglês por Trey Parker (cocriador da série South Park). De longe, é a melhor coisa desse irregular terceiro episódio da franquia inaugurada em 2010, com o muito mais divertido Meu Malvado Favorito.

Gru, agora um desajeitado agente secreto, conta, para enfrentar Bratt, como um aliado inesperado: seu irmão gêmeo Dru.

O primeiro filme tinha como trunfo o protagonista Gru, um sujeito mauzão, calvo e feioso, que, à época de seu lançamento fez muito sucesso, justamente por sua capacidade de arquitetar contravenções, destilando um senso de humor afiadíssimo e meio podre. Ele caiu nas graças do público. Claro que, seguindo a cartilha hollywoodiana, eventualmente o bem vence o mal e há uma conversão do personagem, dublado por Steve Carell (O Virgem de 40 Anos) no original e por Leandro Hassum (Até Que a Sorte Nos Separe). Seu coração empedernido é amolecido por três adoráveis meninas órfãs.

Gru e seus pequenos asseclas, os minions, também irresistíveis, fizerem muito sucesso e renderam, em 2013, uma super bem-sucedida sequência, indicada ao Oscar em duas categorias, algo que o primeiro filme não tinha conseguido: melhor longa-metragem de animação e melhor canção, para o mega hit “Happy”, de Pharrell Williams, que também escreveu uma música para o novo longa. Um terceiro filme, portanto, era inevitável.

É uma pena que, desta vez, a fórmula do original esteja tão diluída, e até mesmo os minions tenham perdido um pouco a graça. Gru, agora um desajeitado agente secreto e pai de família, conta, para enfrentar Bratt, com um aliado inesperado: seu irmão gêmeo Dru, milionário de vasta cabeleira loira (?!) e bastante afetado cuja existência o protagonista desconhecia.

A premissa é até promissora, mas o roteiro frouxo de Meu Malvado Favorito 3 deixa muito a desejar, com piadas sem graça e situações muito mal construídas, algumas até constrangedoras. Salva-se Bratt, que com seu charme oitentista talvez cative apenas os pais, já que os pequenos não vão entender as referências.

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Tags: AnimaçãoCinemaCrítica de CinemaestreiaEvandro MesquitaGruLeandro HassumMadonnaMeu Malvado Favorito 3Michael JacksonNenaOscarPharrell WilliamsSteve CarrellTrey ParkerVan Halen

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