• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

Crítica: ‘Koza’ traz o boxeador Peter Balaz no papel de si mesmo – Olhar de Cinema

Longos planos sem cortes, com a câmera estática, permitem que a trajetória anti-heróica do ex-lutador olímpico 'Koza', alcancem dolorosa potência emocional.

porPaulo Camargo
12 de junho de 2015
em Cinema
A A
Entre o documentário e a ficção, 'Koza' traz o boxeador Peter Balaz no papel de si mesmo

Imagem: Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

banner-patrocinio

Há uma evidente tendência no cinema mais autoral feito ao redor do mundo, inclusive no Brasil, de borrar as fronteiras entre o documentário e a ficção, quando não derrubá-las sem qualquer cerimônia. O emocionante filme eslovaco Koza, em cartaz a partir de hoje na mostra competitiva do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, é uma experiências das mais interessantes nesse processo de redefinição de gêneros, os desafiando.

Trata-se de uma obra híbrida, na qual não fica claro onde termina a realidade e começa a ficção, sobre o boxeador peso-mosca Peter Balaz, atleta de origem cigana que chegou a competir nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, para, mais velho e combalido pelas muitas lesões sofridas ao longo de sua trajetória errática, entrar em perturbadora decadência.

O filme de Ivan Ostrochovsky foca justamente nesse período, no qual o lutador, mera sombra do que teria sido no passado, sobrevive e mantém sua família participando, sempre acompanhado por um treinador/empresário algo mercenário, de uma série de embates no circuito mais marginal do boxe, perdendo quase todas as lutas em decorrência de sua fragilidade física. E em troca de uns poucos e miseráveis trocados.

O personagem faz lembrar os protagonistas à deriva, alienados socialmente, do cinema neorrealista italiano.

Embora Balaz viva (de forma bastante convincente) o papel de si mesmo (Koza, seu apelido, significa bode em seu idioma), e muitas das situações retratadas pelo longa seja muito próximas da realidade, a narrativa é dramatizada e o boxeador atua em cenas muito bem conduzidas por Ostrochovsky, que, em afinada parceria com o diretor de fotografia Martin Kollar, faz um filme de grande impacto dramático.

Longos planos sem cortes, com a câmera estática, permitem que a trajetória anti-heróica, e algo patética de Balaz, alcancem, sem apelar a recursos melodramáticos, dolorosa potência emocional. O personagem faz lembrar os protagonistas à deriva, alienados socialmente, do cinema neorrealista italiano. Impossível não ser tomado de compaixão ao acompanhar a sua jornada fadada ao fracasso, para que consiga sustentar a mulher, Misa (Stanislava Bongilajova), e a filha, Nikolka (Nikola Bongilajova).

Mas o filme tem momentos engraçados, ainda que tragicômicos, como o período em que Koza é treinado por Jan Franek, boxeador checo aposentado que chegou a ganhar uma medalha de bronze na Olimpíada de Moscou, em 1980, mas hoje sem-teto e alcoolista.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: boxeCinemaCuritibaFestival Internacional de CuritibaIvan OstrochovskyKozaMartin KollarOlhar de CinemaPeter Balaz

VEJA TAMBÉM

Bárbara Lennie e Victoria Luengo dão vida a Elsa e Patricia no nome filme de Pedro Almodóvar. Imagem: El Deseo / Divulgação.
Cinema

‘Natal Amargo’ transforma memória e luto em ficção melancólica

28 de maio de 2026
Zazie Beetz encara demônios em 'Eles Vão Te Matar'. Imagem: New Line Cinema / Divulgação.
Cinema

‘Eles Vão Te Matar’ diverte como terrir, mas é mais do mesmo

19 de maio de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Em 'O Adversário', Emmanuel Carrère reconta um dos crimes mais chocantes da história da França. Imagem: Andreu Dalmau / Reprodução.

‘O Adversário’: a história real de um homem que matou para sustentar uma mentira

29 de maio de 2026
Bárbara Lennie e Victoria Luengo dão vida a Elsa e Patricia no nome filme de Pedro Almodóvar. Imagem: El Deseo / Divulgação.

‘Natal Amargo’ transforma memória e luto em ficção melancólica

28 de maio de 2026
O escritor estadunidense de origem tailandesa Tony Tulathimutte. Imagem: Vincent Tullo / The Guardian / Reprodução.

‘Rejeição’, de Tony Tulathimutte, é o livro do ano

22 de maio de 2026
Zazie Beetz encara demônios em 'Eles Vão Te Matar'. Imagem: New Line Cinema / Divulgação.

‘Eles Vão Te Matar’ diverte como terrir, mas é mais do mesmo

19 de maio de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.