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Crítica: ‘Geografia’: O passado em uma aula pessoal de história – Olhar de Cinema

Diretora mergulha na árvore genealógica para contar a história de seus avós refugiados no longa-metragem 'Geografia'.

porAlejandro Mercado
14 de junho de 2016
em Cinema
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Geografia Olhar de Cinema

Cena de 'Geografia', filme participante do Olhar de Cinema. Imagem: Divulgação.

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Chaghig Arzoumanian é uma cineasta libanesa nascida em Beirute. Arzoumanian se graduou na Universidade de Paris VIII, e depois de filmar uma sequência de curtas, ela investe em seu primeiro longa-metragem, Geografia.

Geografia, exibido na Mostra “Novos Olhares” do 5º Olhar de Cinema, mergulha no passado de sua família, investigando os trajetos da árvore genealógica através de nomes que se acumulam, histórias que ouviu, fotografias, boatos ou curiosidades do passado de seus familiares.

A diretora acompanha a história de Nazareth e Lousapar, seus avós refugiados em virtude do genocídio armênio em 1915. Esse desnudar de sua própria história é feito acompanhado de filmagens dos lugares em que as histórias se passaram. Chaghig se esforça em manter distância de seu objeto, serenamente narrando cada trecho de Geografia, demonstrando um olhar curioso e instigante sobre seu próprio passado.

A intimidade de cada trecho da história cria uma rede de informações que funcionam ao espectador como uma verdadeira aula de história e geopolítica.

Por sinal, é digno de aplausos como a diretora consegue abstrair seus próprios sentimentos ao narrar a trama – a locução em off que conta a história ao longo de Geografia é de Chaghig -, criando um contexto em que a violência descrita pelo roteiro ganha contornos realmente cruéis.

A intimidade de cada trecho da história cria uma rede de informações que funcionam ao espectador como uma verdadeira aula de história e geopolítica, no entanto, sem ser panfletário. A diretora não precisou acrescentar nenhum parágrafo de opinião ou fazê-lo tendencioso. As imagens e as histórias, esses recortes da realidade de sua família, legitimam qualquer grito de horror, solidão ou angústia apenas com o silêncio, ou, neste caso, com o não-dito.

Uma singela demonstração de como o cinema é capaz de falar sobre inúmeros temas e ser épico a partir de histórias tão próximas.

Geografia tem mais uma exibição no 5º Olhar de Cinema. Hoje, dia 14, às 14h45, no Espaço Itaú.

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Tags: Chaghig ArzoumanianCinemaCrítica de CinemaGeografiageopolíticaNovos OlharesOlhar de Cinema

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