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‘Tales by Light’ é a mistura perfeita entre fotografia e documentário

porNatalie Campos
6 de julho de 2018
em Televisão
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“Toda fotografia poderosa tem uma história igualmente poderosa”, diz o narrador. E é exatamente nisso que a série acerta: Tales by Light nos permite observar o outro lado da fotografia, tornando-a ainda mais significativa para o observador.

Conhecer a realidade que está sendo retratada tem uma grande participação nisso. O lado National Geographic da série cumpre sua função ao nos apresentar a lugares distantes, animais selvagens e culturas isoladas. As imagens, perfeitamente captadas, nos permitem formar nossa própria perspectiva sobre o assunto da foto: ela se torna algo pessoal, muito mais nosso.

O episódio 6, centrado na jornada do fotógrafo Art Wolfe, é um exemplo disso. Wolfe tem como principal projeto fotografar culturas que inevitavelmente mudarão, engolidas pela cultura normativa. Assim, em Papua Nova Guiné, acompanhamos sua visita a um povo indígena tradicional.

Assim como jornalistas editam seus textos, adicionando e retirando diferentes partes da realidade para contar determinada história, por que uma fotografia não pode fazer o mesmo e editar o material para mostrar o todo?

De pinturas a rituais raros, passamos a conhecer a história desse povo e ressignificá-la em nossos próprios termos. Elas passam de realidades desconhecidas a algo com que temos uma relação emocional, resultando numa percepção muito diferente.

Enquanto isso, estamos vendo o fotógrafo agir. Observamos Richard I’Anson e sua equipe passando dias no Himalaia em busca do leopardo das neves, tão raro quanto uma agulha no palheiro. Nos assustamos com Krystle Wright quando o motor do parapente de um dos membros da equipe parou de funcionar em pleno ar. Acompanhamos Darren Jew na beira de um vulcão que poderia entrar em erupção a qualquer momento. A gente fica impaciente, curioso, estimulado, tudo junto com o fotógrafo.

Experienciamos o mundo e acompanhamos sua transformação em imagem. E talvez por isso mesmo a série seja tão especial.

E, para os aprendizes de fotografia…

Fotografia de Art Wolfe, em tribo indígena da Papua Nova Guiné
Fotografia de Art Wolfe, em tribo indígena da Papua Nova Guiné.

… a série também traz alguns ensinamentos técnicos. Ideias, inspirações e até mesmo discussões teóricas nos colocam na posição do fotógrafo.

Peter Eastway, fotógrafo participante do quinto episódio, vê a fotografia como uma mistura de registro e interpretação: para ele, a edição é parte fundamental de seu trabalho. Em meio a isso, menciona fotógrafos de guerra que foram mal vistos por editar suas imagens.

Mas, Peter coloca, por que é tão imposto à fotografia ser a cópia exata do real? Assim como jornalistas editam seus textos, adicionando e retirando diferentes partes da realidade para contar determinada história, por que uma fotografia não pode fazer o mesmo e editar o material para mostrar o todo?

A sensação que fica é de que a série cumpriu além de seu propósito. Ela entretém e ensina enquanto causa um verdadeiro movimento dentro de nós. Art Wolfe diz que suas fotos procuram inspirar as pessoas a viajar e ver coisas diferentes do lugar onde vivem. Tanto sua produção quanto a série cumprem esse objetivo: até deu vontade de visitar o Himalaia, ir para o Holi, ver a África, fotografar ursos pardos e andar de parapente. Agora só falta uma série que me inspire a perder o medo de andar de avião.

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: abraham joffecanonCríticadocumentalDocumentárioFotografianational geographicnaturezaNetflixResenhaSérietales by lightviagem

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