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O efêmero humor de ‘Goosebumps: Monstros e Arrepios’

O desafio de 'Goosebumps: Monstros e Arrepios', dirigido por Rob Letterman e estrelado por Jack Black, é superar sua efemeridade.

porAlejandro Mercado
22 de outubro de 2015
em Cinema
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O efêmero humor de 'Goosebumps: Monstros e Arrepios'

Imagem: Reprodução.

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Jerry Lewis não se tornou um gênio da comédia à toa. Contemporâneo do francês Jacques Tati, escolhido para a mostra retrospectiva do Olhar de Cinema deste ano, revolucionou juntamente com o francês a comédia como a conhecemos. Com seu jeitão escrachado, o ator e roteirista norte-americano ganhou destaque ao subverter a estética e a performance vigente no cinema de humor.

No longa O Rei da Comédia, de 1983, dirigido por Martin Scorsese, em que Lewis interpreta um personagem “muito próximo de uma versão dramática de si mesmo”, como apontado por Marcelo Miranda, da revista Cinética, um diálogo entre o personagem de Robert De Niro e de Sandra Bernhard representa bem a definição para o ator. “Quando é ele, não se parece com ele”, diz Masha para Rupert Pumpkin. Ou, nas palavras de Miranda, “a modernidade do ator, diretor, roteirista e produtor se solidifica por elementos que atravessam a ideia de transformação e rearranjo de sua própria persona física e psicológica ao longo dos filmes”.

Na comédia de terror Goosebumps: Monstros e Arrepios, filme dirigido por Rob Letterman (de As Viagens de Gulliver) e protagonizado por Jack Black (Trovão Tropical), assistimos a uma decepcionante adaptação cinematográfica da série de livros Goosebumps, de R.L. Stine. Publicados entre os anos de 1992 e 1997, alguns deles se tornaram filmes, além de uma série televisiva que esteve no ar entre 1995 e 1998. Mas qual a relação deste lançamento com a carreira de Jerry Lewis? Boa parte da dificuldade do longa-metragem reside justamente nas limitações de Black enquanto ator.

Mais uma vez, Jack Black faz o que se espera dele e de seus filmes: uma atuação caricata, cheia de seus trejeitos típicos e completamente sem graça.

Vivendo há anos em um looping eterno em suas atuações, mais uma vez o ator faz o que se espera dele e de seus filmes: uma atuação caricata, cheia de seus trejeitos típicos e completamente sem graça, chegando ao ponto em que transmite a sensação de que está preso em uma representação de si mesmo. Contudo, é inegável o carisma que o ator e músico (Tenacious D) possui, especialmente com o público jovem, que lhe rendeu o posto de melhor estreia nos Estados Unidos no último final de semana.

O filme

Em Goosebumps: Monstros e Arrepios, Jack Black interpreta Robert Lawrence Stine, o criador da série de livros. No filme, sua filha Hannah (Odeya Rush, de O Doador de Memórias) fica amiga de um adolescente chamado Zach Cooper (Dylan Minnette, da série Awake), que acaba de se mudar de Nova York para uma pequena cidade.

Uma noite, Zach ouve Hannah gritando. Com receio que algo esteja acontecendo a ela, ele chama a polícia, que é convencida por Stine que não passava de gritos vindos da televisão. Acreditando que Hannah possa estar em apuros, Zach se passar por um policial e convoca Stine para um interrogatório. Aproveitando sua saída, ele e seu amigo Champ invadem a casa em busca da garota. Eles acabam por encontrar vários manuscritos da série Goosebumps, todos trancados. Ao desbloquear o Abominável Homem das Neves, o caos se instala e vários monstros que estavam presos nos manuscritos começam a sair das obras. Assim, ele Hannah e Stine precisam formar uma equipe para combater os monstros e trazê-los de volta, antes que algo de mau aconteça.

Rob Letterman, que já havia trabalhando com Jack Black em As Viagens de Gulliver, entrega algumas sequências interessantes, como a batalha contra o monstro da neve na pista de gelo, ou a dos anões de jardim que invadem a cozinha. Contudo, Goosebumps: Monstros e Arrepios é, em geral, uma repetição sem fim de criaturas que surgem aleatoriamente na tela a cada instante. Enquanto Black faz mais uma de suas típicas e caricatas atuações, Timothy Simons (do seriado Veep) e Ken Marino ( de Faça o Que Eu Digo, Não Faça o Que Eu Faço), bons e talentosos comediantes, são subaproveitados em seus papéis genéricos e irrelevantes para a trama.

Lançado próximo do Halloween nos Estados Unidos, deve fazer sucesso com o público familiar no exterior e com os jovens aqui no Brasil pelo tempo que sua efemeridade permitir.

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Tags: Cinemacomédia de terrorCrítica de CinemaGoosebumpsGoosebumps: Monstros e ArrepiosJack BlackJerry LewisRob LettermanTimothy Simons

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