• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Cinema

Nunca é tarde para um filme de ‘O Pequeno Príncipe’

'O Pequeno Príncipe' conecta-se com várias gerações ao usar a obra de Saint-Exupéry para construir uma trama sobre a importância e o poder da imaginação.

porAlejandro Mercado
20 de agosto de 2015
em Cinema
A A
Nunca é tarde para um filme de 'O Pequeno Príncipe'

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

“O Pequeno Príncipe não é uma história para crianças, sobre crianças, nem uma fábula para boi dormir. Pode ter o valor da perpetuidade em seu enredo atemporal”. Foi desta forma que Marina Aranha procurou sintetizar a obra clássica escrita por Saint-Exupéry em sua análise do clássico, feita neste mesmo portal (leia aqui). E estava correta. Ao contrário do que alguém possa imaginar, mesmo tratando-se de uma animação, O Pequeno Príncipe, dirigido por Mark Osborne (de Kung Fu Panda), não é direcionado apenas ao público infantil.

O longa-metragem, que estreia hoje nos cinemas brasileiros, narra em partes a mesma história do solitário menino que vivia em um asteroide e, ao viajar pelo espaço, encontra um aviador perdido no deserto. Porém, há um acréscimo que dá um sopro de vigor a trama: Osborne não procurou ser fidedigno ao livro. Ainda assim, O Pequeno Príncipe é tocante, em parte pela enorme carga emocional carregada pelo conjunto da obra.

O eixo central da história gira em torno da uma garotinha, filha de uma mãe excessivamente rígida e controladora, que planeja cada passo seu de forma minuciosa. O cruzamento da obra de Saint-Exupéry com as ideias de Osborne ocorre aí, quando a pequena garota conhece seu vizinho, um velho aviador que lhe conta a história de um pequeno príncipe.

Um grande acerto de Mark Osborne foi transportar o livro para o cinema, utilizando-o como massa bruta para narrar uma história que ganha muito em dramaticidade (e realidade, por que não?). A vida da garotinha, cheia de regras rígidas e preocupações, pode servir de paralelo para analisarmos nossa própria relação com o mundo que nos cerca e coloca em cheque a criação das crianças “modernas”. Afinal, ter sobrepõe o ser?

Um grande acerto de Mark Osborne foi transportar o livro para o cinema, utilizando-o como massa bruta para narrar uma história que ganha muito em dramaticidade.

Isso é escancarado com o uso de cores – a contraposição entre os tons sóbrios da vida da pequena garota e as cores vivas de seu vizinho e quando entra em contato com a história do príncipe. Vale ressaltar, também, as diferentes técnicas de animação utilizadas: para a garotinha, a computadorizada, enquanto para o pequeno príncipe, o stop motion. E é toda essa simbologia que garante maturidade ao longa-metragem.

O Pequeno Príncipe não é de todo perfeito. Osborne se perde ao trazer muitos conceitos e depois ir deixando-os pelo caminho, parecendo ter optado pelo que comovesse, ao invés de deixar uma marca verdadeiramente indelével. Obviamente que isto não torna o longa ruim, apenas causa certa frustração.

Contudo, a história, a brilhante trilha sonora (a cargo de Hans Zimmer e Richard Harvey) e os personagens (todos, sem exceção) transmitem mensagens, conectam-se com várias gerações (em diferentes níveis, é claro) e agradam pelo simples prazer de fazer acreditar no poder (e na importância) da imaginação.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Antoine de Saint-ExupéryCinemaCrítica CinematográficaFilm ReviewMark OsborneO Pequeno PríncipeResenha

VEJA TAMBÉM

Um dos registros de 'One to One: John & Yoko'. Imagem: Mercury Studios / Divulgação.
Cinema

‘One To One’ revela detalhes do engajamento político de John Lennon e Yoko Ono

9 de março de 2026
Josh O'Connor e Paul Mescal dão vida aos personagens da história criada por Ben Shattuck. Imagem: Film4 / Divulgação.
Cinema

‘A História do Som’ transforma silêncio e música em gesto de amor contido

3 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Gisèle Pelicot, autora de um dos livros de memória mais contundentes dos últimos tempos. Imagem: Christophe Simon / AFP / Reprodução.

Em ‘Um hino à vida’, Gisèle Pelicot devolve a vergonha aos culpados

10 de março de 2026
Um dos registros de 'One to One: John & Yoko'. Imagem: Mercury Studios / Divulgação.

‘One To One’ revela detalhes do engajamento político de John Lennon e Yoko Ono

9 de março de 2026
Criada por Jacob Tierney, série canadense já foi renovada para uma segunda temporada, a ser lançada em 2027. Imagem: Bell Media / Divulgação.

‘Rivalidade Ardente’ transforma o hóquei no gelo em arena para o amor proibido

9 de março de 2026
Músico é muito aguardado no Brasil. Imagem: Akatre Creative Studio / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Benjamin Clementine

5 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.