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‘Segredos de Sangue’ investe em violência e abordagem psicológica

Filme do diretor de Park Chan-wook, ‘Segredos de Sangue’ apresenta família mergulhada em tensão e mistério graças a falas e gestos contidos, diálogos sugestivos e enquadramentos estratégicos.

porTiago Bubniak
24 de março de 2020
em Cinema
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Charlie (Matthew Goode), Evie (Nicole Kidman) e India (Mia Wasikowska): personagens suficientemente bizarros e complexos para constarem na lista de pacientes de um psiquiatra. Imagem: Divulgação.

Charlie (Matthew Goode), Evie (Nicole Kidman) e India (Mia Wasikowska): personagens suficientemente bizarros e complexos para constarem na lista de pacientes de um psiquiatra. Imagem: Divulgação.

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O cineasta sul-coreano Park Chan-wook ficou conhecido por Oldboy, filme de 2003 em que um homem é mantido em uma prisão domiciliar por quinze anos sem saber quem o prendeu e por quê. Seu único contato com o mundo é uma televisão. Ao sair desse cárcere de origens profundamente enigmáticas, carrega intenso o desejo de vingança. Não faltam cenas violentas para contextualizar a materialização desse sentimento do personagem. Muitas cenas violentas, diga-se de passagem, além da densidade do drama psicológico do protagonista.

Segredos de Sangue, lançado em 2013, marcou a estreia de Park Chan-wook em inglês. As duas principais características – gritantes, na verdade – lá do filme de dez anos atrás estão presentes neste trabalho do sul-coreano. Mas com uma ressalva: nesse outro trabalho, a violência explícita tem menos tomadas. A abordagem psicológica, no entanto, permanece. Os três personagens principais são suficientemente bizarros e complexos para constarem na lista de pacientes de um psiquiatra.

Janelas, portas, paredes, jardins. Frestas, enfim. Elementos como esses são constantemente usados em Segredos de Sangue para criar e intensificar o clima de mistério. O resultado é envolvente e enriquecido por bela fotografia e pelo trabalho dos atores.

No aniversário de 18 anos, India (Mia Wasikowska) recebe a notícia da morte do pai que tanto admirava e com quem dividia muitos momentos em caçadas. O sentimento de perda é amplificado em razão de a menina não ter qualquer afinidade com a mãe, Evie, interpretada por Nicole Kidman. Em meio ao luto, India terá que se adaptar à chegada de um tio desconhecido do qual ela nem tinha ouvido falar. Charlie (Matthew Goode), com seu ar ora sedutor, ora misterioso, ora psicopata, vem para movimentar a vida das duas mulheres e tornar ainda mais sombrio o clima da mansão onde elas vivem.

Falas e gestos contidos. Diálogos sugestivos. Enquadramentos bem estudados. A somatória disso tudo compõe um ambiente muito estranho e fornece indícios de que existe algo muito mais estranho ainda em questão. Janelas, portas, paredes, jardins. Frestas, enfim. Elementos como esses são constantemente usados em Segredos de Sangue para criar e intensificar o clima de mistério. O resultado é envolvente e enriquecido por bela fotografia e pelo trabalho dos atores.

Em meio à atmosfera repleta de interrogações, a estreia do diretor sul-coreano em um filme falado em inglês consegue inserir, de forma competente, uma abordagem à parte (ou nem tanto): a transformação de uma menina em mulher. Basta acompanhar a trajetória de India em sua busca por emancipação. Em resumo, este novo filme de Park Chan-wook é original e autoral: faz jus às características que o cineasta demonstra como típicas de seu estilo.

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Tags: CinemaCríticaCrítica CinematográficaCrítica de CinemaMatthew GoodeMia WasikowskaNicole KidmanPark Chan-wookResenhaReviewSegredos de Sangue

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