• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Colunas Espanto

A vida é curta demais para vermos tanta porcaria…

Coluna discute a necessidade que sentimos em esgotar um determinado tipo de produção cultural a partir do horror.

porRodolfo Stancki
15 de junho de 2016
em Espanto
A A
A vida é curta demais para vermos tanta porcaria...

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

No início da década de 1980, John Landis e Joe Dante assistiam a um filme de horror juntos quando tiveram uma epifania sobre o gênero. O título tinha mais defeitos do que qualidade. No meio da projeção, o diretor de Gremlins se vira para o amigo e diz: “sabe de uma coisa? A vida é muito curta”.

Landis revelou a história em uma entrevista a Mick Garris, na websérie Post Mortem (veja aqui). Para o cineasta, o momento serviu como uma revelação que mostrava a necessidade de se refletir sobre o que se decide ver. Desde criança, ele era fanático por filmes de monstros e achava que precisava consumir tudo o que fosse lançado com o tema. “Mudou minha vida”, disse.

Antes da internet, o trailer, o boca-boca e a arte estilizada de um longa-metragem eram o suficiente para garantir a compra de um ingresso ou a locação de um filme.

Dilema semelhante parece perseguir cinéfilos com algum tipo de predileção na sétima arte. Aparentemente, existe uma normativa informal que defende que o público segmentado precisa esgotar as produções culturais de que possui mais afinidade. O pensamento é o mesmo que leva as pessoas a se torturarem na leitura de um livro ruim de um autor que gostam ou a gastar dinheiro com um álbum medíocre de um bom músico. O colega Rodrigo Lorenzi escreveu um texto ótimo aqui na Escotilha sobre quando devemos abandonar uma série que desandou (leia mais), que também cabe como exemplo aqui.

Como em outros gêneros cinematográficos, o número de títulos de horror despejados anualmente no mercado dos Estados Unidos é absurdamente alto. Para acompanhar todos é preciso monitorar sessões de cinema, listas de lançamentos de DVDs e Blu-Rays, programações de festivais e serviços de streaming. Ainda assim, o radar pode deixar de fora produções alternativas de fora da indústria. A tarefa é praticamente impossível e olha que nem chegamos a somar o que é feito em outros países.

Para ver, é preciso escolher. A informação por meio de sites como O Boca do Inferno (leia mais) ou blogs especializados pode ser uma saída para não ter que largar alguma porcaria no meio – algo que odeio fazer. Antes da internet, o trailer, o boca-boca e a arte estilizada de um longa-metragem eram o suficiente para garantir a compra de um ingresso ou a locação de um filme. Foi assim que vi os dolorosos A Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras (2000), O Dia do Terror (2001) e House of the Dead: O Filme (2003). Tento evitar esse tipo de experiência hoje, acho que a vida é muito curta para ver tanta porcaria.

Tags: A Bruxa de Blair 2CinemaHorrorHouse of the DeadJoe DanteJohn LandisMick GarrisO Dia do Terror

VEJA TAMBÉM

Cena do filme 'Godzilla Minus One'. Imagem: Divulgação.
Espanto

‘Godzilla Minus One’ emociona com a vida e não com a destruição

3 de abril de 2024
Cena do filme 'Somente Deus por Testemunha'. Imagem: Reprodução.
Espanto

‘Somente Deus por Testemunha’ horrorizou sobreviventes do Titanic

16 de fevereiro de 2024
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Tânia Maria e Rejane Faria dividem cena em 'Yellow Cake'. Imagem: Urânio Filmes / Divulgação.

‘Yellow Cake’ abre o Olhar de Cinema entre aplausos e controvérsia

5 de junho de 2026
Em 'O Adversário', Emmanuel Carrère reconta um dos crimes mais chocantes da história da França. Imagem: Andreu Dalmau / Reprodução.

‘O Adversário’: a história real de um homem que matou para sustentar uma mentira

29 de maio de 2026
Bárbara Lennie e Victoria Luengo dão vida a Elsa e Patricia no nome filme de Pedro Almodóvar. Imagem: El Deseo / Divulgação.

‘Natal Amargo’ transforma memória e luto em ficção melancólica

28 de maio de 2026
O escritor estadunidense de origem tailandesa Tony Tulathimutte. Imagem: Vincent Tullo / The Guardian / Reprodução.

‘Rejeição’, de Tony Tulathimutte, é o livro do ano

22 de maio de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.