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O que o público espera de um filme de horror?

Enquanto gênero narrativo, o filme de horror apresenta um leque bastante amplo e heterogêneo de títulos. E o público, o que espera de um filme de horror?

porRodolfo Stancki
26 de agosto de 2015
em Espanto
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O que o público espera de um filme de horror?

Imagem: Reprodução.

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Indicar um filme de horror para alguém pode ser um desafio e tanto. Cada consumidor olha para o gênero com uma expectativa diferente. Quem espera sentir medo, pode não se relacionar muito bem com títulos como Tucker e Dale Contra o Mal (2010) ou Seres Rastejantes (2006). Por outro lado, produções como The Babadook (2014) e O Exorcismo de Emily Rose (2006) podem ser consideradas excessivamente dramáticas para quem busca um pouco de escapismo.

O horror é um gênero amplo e pouco homogêneo. Uma comédia escrachada como O Ataque dos Tomates Assassinos (1978) pode dividir uma mesma prateleira com o pesado O Bebê de Rosemary (1968). Da mesma forma, uma aventura-família como Os Caça-Fantasmas (1984) pode estar ao lado de Holocausto Canibal (1979), pouco recomendável até para adultos.

O crítico literário Noël Carroll, intrigado com essas características plurais do gênero, escreveu o ensaio A Filosofia do Horror ou Paradoxos do Coração (1999). Por meio de uma densa reflexão teórica acerca de narrativas literárias e cinematográficas, o autor explica que toda história de horror parte de um elemento em comum: o monstro.

Humanos, animais e criaturas fantásticas podem servir como monstros em tramas de horror desde que sejam ameaçadores e repugnantes.

Isso não significa que um filme deliciosamente divertido como Um Hóspede do Barulho (1987), clássico da Sessão da Tarde, seja um representante do horror. Carroll, em sua teoria, afirma que o monstro dessas narrativas precisa ser perigoso para os personagens humanos da trama, além de apresentar algum tipo de característica repugnante.

Tubarão (1977) seria obviamente um filme de horror na medida em que apresenta uma criatura ameaçadora e com um comportamento bizarro, visto que (felizmente) os tubarões não devoram sistematicamente os banhistas de uma praia. O mesmo pensamento legitima Psicose (1968) e O Silêncio dos Inocentes (1991) como representantes do gênero, pois o monstro desses enredos é o próprio homem, socialmente desprezível em suas ações.

Por conta disso, pedir uma indicação de um filme de horror genuíno pode ser um tanto impreciso. Quer uma recomendação? Descreva melhor o tipo de obra que está procurando. Se está atrás de sustos fáceis (que nunca são uma garantia, é bom avisar), talvez deva dar uma olhada em Abismo do Medo (2005) ou A Entidade (2012). Quer se divertir? Uma Noite Alucinante 3 (1992) e A Noite dos Arrepios (1986) podem funcionar.

Podemos arriscar indicações por horas, mas quem decide se o filme é bom ou não é o próprio consumidor. Mesmo nas listas de melhores títulos do gênero que circulam pela internet não há consenso. É evidente que produções como O Exorcista (1973), O Iluminado (1980), A Noite dos Mortos-Vivos (1968) (leia mais) e Alien – O Oitavo Passageiro (1978) são grandes experiências de horror. Mesmo assim, há quem discorde.

Há alguns anos, um cinema popular de Curitiba exibiu O Exorcista em uma sessão de meia-noite para o público. Um amigo estava na sessão e ficou chocado com a maneira como o público ria e ridicularizava a obra de William Friedkin a partir dos efeitos visuais. “Foi incrível como ignoraram completamente a trama, cheia de ideias perturbadoras”, contou. As reações podem ter sido diferentes do que esperava ele porque cada um processa o que encontra em um filme de horror de maneira diferente. Afinal, a recepção é sempre carregada de expectativas, experiências e temores.

Tags: A Filosofia do Horror ou Paradoxos do CoraçãoCinemaHorrormedoNoel CarrollO Ataque dos Tomates AssassinosO Bebê de RosemeryO ExorcistaOs Caça-FantasmasThe BabadookTucker e Dale Contra o MalUm Hóspede do Barulho

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