• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Crônicas Alejandro Mercado

A política brasileira na visão da Electronic Arts

porAlejandro Mercado
16 de outubro de 2015
em Alejandro Mercado
A A
"A política brasileira na visão da Electronic Arts", crônica de Alejandro Mercado.

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Política é um negócio muito doido. Tão doido, difícil, complicado e necessário que durante mais de duas décadas ficamos privados de parte de seu exercício. Parte porque política não se resume ao voto. Fazer política é um exercício cotidiano, atrelado ao pensar, ao agir e a tantos outros verbos. Falar sobre cultura e políticas culturais, por exemplo, é um exercício político. Um filme, uma peça teatral, uma música também são. Enfim, política não foge de nós em nenhum instante.

Essa afirmação é tão verdadeira que existem na Câmara dos Deputados, vejam só, a bancada evangélica e a bancada da arma. Não que estejam dissociadas, afinal, a bíblia nas mãos erradas também é uma arma. A questão é que política é, em primeira e última instância, um exercício de poder. Por isso, por exemplo, fala-se tanto que o PT possui um plano de poder e não um plano de governo.

Acontece que aquelas mais de duas décadas ceifadas de nosso imaginário criaram um vazio, um lapso que nunca preenchemos. Primeiro, porque não há interesse do poder público em que você aprenda e domine a política em todos seus níveis. E isso vale para o mundo todo, ok? Esqueça aquilo de que “time is money“. Essa é a maior mentira do mundo. Poder é dinheiro e dinheiro é poder, não existe “tempo” nesta equação.

Poder é dinheiro e dinheiro é poder, não existe ‘tempo’ nesta equação.

Digamos que a política é o jazz no ato cívico da vida e, bem, não sei você, mas é mais fácil aprender violão e montar uma dupla sertaneja do que enfrentar um trompete e ser o novo Miles Davis. Concorda? Se concordou, acaba de justificar a segunda razão para não preenchermos esta lacuna: nosso próprio desinteresse. Política não é tão simples. Ela não vem mastigada ou pronta para servir. Ela exige leitura, dedicação, compreensão e outros valores muito mais importantes que os da família brasileira, aquela do comercial de margarina.

Acontece que não nos ensinaram a ter prazer em falar sobre a bendita. Pior, não nos ensinaram a leitura crítica da mídia, o grande poder nas sociedades emergentes. Sim, cara pálida. Não é papo de bolivariano comunista petralha. A comunicação é uma forma enorme de poder. E não só a imprensa, a publicidade também, quiçá muito mais. Eu, por exemplo, tinha na faculdade uma matéria chamada Opinião Pública e Propaganda. Nela, desenvolvíamos habilidades para, no bom português, manipular a opinião pública. Óbvio que nada poderia fugir da ética. Publicitária, é claro. Cof! Cof!

Aí, como se fossemos uma cidade do SimCity, acreditamos que administrar um país e seus recursos é como o conceito do jogo. Faz umas usinas de energia aqui, delegacias de polícia ali, umas indústrias acolá, um par de avenidas rasgando o mapa inicialmente verde de ponta a ponta, do jeito que der. E se não der, espera chegar no nível avançado e faz o Maluf: constrói uns elevados. Vai surgir uma manifestação aqui vez ou outra, mas nada que atrapalhe o andar da carruagem. E se um dia nos cansarmos é só chamar um desastre e por tudo no chão. Mas essa é a única evolução que a Electronic Arts ainda não trouxe para o mundo real. Até lá, vamos levando e engolindo a Xuxa falando sobre política.

Tags: CrônicadinheiropoderpolíticaSimCity

VEJA TAMBÉM

"A louca da casa", crônica de Alejandro Mercado.
Alejandro Mercado

A louca da casa

29 de setembro de 2017
"A eternidade de Dona Sebastiana", crônica de Alejandro Mercado.
Alejandro Mercado

A eternidade de Dona Sebastiana

15 de setembro de 2017
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

No documentário de Alain Berliner e Elora Thevenet, Brigitte Bardot aparece de costas, em sua fazenda. Imagem: Timpel Pictures / Divulgação.

‘Bardot’ perde a oportunidade de revelar a musa francesa – É Tudo Verdade

7 de maio de 2026
O pianista Mauro Continentino é um dos entrevistados de 'Retiro: A Casa dos Artistas'. Imagem: Reprodução.

‘Retiro: A Casa dos Artistas’ emociona ao dar protagonismo e voz aos moradores – É Tudo Verdade

6 de maio de 2026
Meryl Streep, Anne Hathaway e Stanley Tucci retornam a seus papeis na sequência dirigida por David Frankel. Imagem: 20th Century Studios / Divulgação.

‘O Diabo Veste Prada 2’ e a crise no jornalismo

6 de maio de 2026
Sobrinho do músico, Jaafar Jackson interpreta o tio na cinebiografia dirigida por Fuqua. Imagem: Lionsgate / Divulgação.

‘Michael’ aposta na memória e desvia do conflito

5 de maio de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.