• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

Alvaro Posselt e o haicai: a captura do instante

porGiovanna Menezes Faria
7 de abril de 2018
em Literatura
A A
Alvaro Posselt - Kaki

Poesia oriental praticada por Paulo Leminski e Helena Kolody, ganha novo folego com Alvaro Posselt. Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

É costume dizer que quando uma história nos prende, devoramos o livro vorazmente. Contudo, há certas leituras que pedem mais comedimento, para uma apreciação mais satisfatória. Foi o caso de Kaki (Blanche, 2015), do poeta curitibano Alvaro Posselt. Composto por 56 haicais – poemas de três linhas de origem japonesa –, a obra nos leva a enxergar a beleza da simplicidade.

Se lido de uma vez, a sensação é de que esse Kaki não passou de uma degustação e a fome ainda prevalece. Foi só com uma segunda leitura, parcelada ao longo da semana, que pude compreender e apreciar todos os sabores que me eram oferecidos.

Se a poesia em geral já é uma literatura que pede uma atenção especial, o haicai, pelo seu tamanho diminuto, pede um cuidado ainda maior, para que o leitor não só leia, mas, principalmente, compreenda o significado daquela mensagem.

Como bem destaca José Marins, na apresentação da obra, o haicai é como uma fotografia: a captura da instantaneidade. E Posselt, como bom “fotógrafo”, tem o olhar treinado e a sensibilidade para revelar o encanto do cotidiano.

“Repleta de inseto
a casa tem um par de asas
em cada objeto.” – (página 69)

Com muita leveza, Posselt brinca com a linguagem para a construção das rimas, fazendo troça até de si mesmo.

Esse traço se revela em toda a trilogia, iniciada com Tão Breve Quanto o Agora (2012), seguida por Um Lugar Chamado Instante (2013) e finalizada com Kaki, na qual o autor faz uma homenagem à origem oriental do haicai. Inclusive, os títulos das duas primeiras obras destacam a necessidade de se estar atento ao presente.

Outro traço característico da obra do autor é o humor. Com muita leveza, Posselt brinca com a linguagem para a construção das rimas, fazendo troça até de si mesmo:

“Estou ficando calvo
O tempo acertou
o Alvaro no alvo.” – (página 64)

O humor também se junta ao carinho pela sua terra natal. Curitiba e seus traços ganham destaque em diversos poemas, seja pelo clima inconstante ou pelos ipês amarelos característicos da capital. Quem nunca passou pela Travessa da Lapa, no centro da capital, e se deparou com o poema “Curitiba não nos poupa/ ontem tomei sorvete/ hoje tomo sopa”?

À irreverência do autor, soma-se a sua habilidade com as palavras e com o domínio das diferentes técnicas do haicai. Só no Brasil, são cinco estilos diferentes: haiku japonês, guilhermino, livre, clássico e senryu. Alvaro é versado na maioria desses estilos, mas não se prende a nenhum. Deixa a inspiração chegar e produzir seus frutos livremente.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]KAKI | Alvaro Posselt

Editora: Blanche;
Tamanho: 80 págs.;
Lançamento: 2015.[/box]

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Alvaro PosseltBook ReviewCríticaCrítica LiteráriahaicaiKakiLiteraturaLiteratura ParanaensePoesiaResenhaReviewTão Breve Quanto o AgoraUm Lugar Chamado Instantte

VEJA TAMBÉM

Novas obras da autora neozelandesa começam a ganhar corpo no Brasil. Imagem: Alexander Turnbull Library / Divulgação / Montagem: Escotilha.
Entrevistas

Katherine Mansfield no Brasil; agora, por inteiro

9 de abril de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.
Entrevistas

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

'Apopcalipse Segundo Baby' foi produzido ao longo de dezoito anos. Imagem: Dilúvio Produções / Divulgação.

‘Apopcalipse Segundo Baby’ ilumina a jornada musical e espiritual de Baby do Brasil – É Tudo Verdade

17 de abril de 2026
Documentário sobre David Bowie abriu a edição 2026 do É Tudo Verdade. Imagem: ARTE / Divulgação.

‘Bowie: O Ato Final’ aponta para a genialidade do artista em seus momentos finais – É Tudo Verdade

15 de abril de 2026
Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.