• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

Fim da Fnac no Brasil é sintoma de um problema muito maior que a crise econômica

O país vive um momento delicado de descrédito da cultura e fim da Fnac é mais um elemento neste caldeirão.

porJonatan Silva
24 de outubro de 2018
em Literatura
A A
Fim da Fnac no Brasil é sintoma de um problema muito maior que a crise econômica

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Em meados de 2017, a compra das operações da Fnac no Brasil pela Livraria Cultura foi anunciada como iniciativa de salvar as posições da rede francesa por aqui. Pouco mais de um ano depois, no dia 16 de outubro, Sérgio Herz, presidente da Cultura, baixa as portas da última loja da Fnac. Antes de incorporar a concorrente ao grupo, a família Herz havia adquirido a Estante Virtual, principal player no mercado de livros usados.

A crise – adjetivada de “horrível” por Herz, em um semipleonasmo, durante entrevista à Exame – é tida como culpada pelo atraso nos pagamentos de fornecedores e ex-funcionários, que chegaram a protestar em frente à livraria para que pudessem receber suas indenizações trabalhistas. “Tem sido uma situação muito dolorosa para a empresa, mas temos planos consistentes para voltar à situação normal”, declarou Sérgio à revista.

O momento delicado que o mercado editorial passa não é recente. Em 2015, o lamaçal só não foi maior porque os livros para colorir ajudaram a salvar o balanço das livrarias.

O momento delicado que o mercado editorial passa não é recente. Em 2015, o lamaçal só não foi maior porque os livros para colorir – que chegaram a gerar discórdia se entravam ou não na lista de mais vendidos – ajudaram a salvar o balanço das livrarias. “A gente tinha uma preocupação muito grande desde janeiro”, afirmou naquele ano Marcos Petri, diretor comercial do Grupo Livrarias Curitiba, à Gazeta do Povo: “a nossa meta para o ano era atingir R$ 5,6 milhões em vendas. Achávamos que não iríamos conseguir. E se não fossem os livros de colorir, possivelmente não conseguiríamos mesmo. Só eles devem dar um crescimento de 3% a 5% nas vendas sobre o ano passado”.

Em 2018, parece não haver arrimo. Não bastasse a crise econômica, a literatura – e todas as outras expressões artísticas – está passando por uma fase de falta de confiança, de representação e de identificação. A guinada do país ao movimento de menor abertura cria uma cisão com a classe artística. Questiona-se a escolha dos livros usados nas escolas sem conhecer os critérios para a aquisição de obras, chegando ao absurdo de cair no canto da seria do batido “kit gay”, cuja obra não faz parte das indicações didáticas e paradidáticas do sistema público de ensino.

Recentemente, editoras e escritores se posicionaram frente ao possível desmantelamento dos ministérios da Cultura e da Educação no governo de Jair Bolsonaro. “Não podemos deixar de registrar, também, o risco de retrocessos que a candidatura opositora representa, ao apoiar projetos como o Escola sem Partido, que, a pretexto de instituir uma educação ‘neutra’ – ficção em qualquer país do mundo –, visa a doutrinar os alunos com o que há de mais retrógrado e a introduzir a delação na atividade docente”, escreveu Luiz Schwarcz, presidente e fundador da Companhia das Letras, em carta endereçada aos profissionais do setor editorial.

No momento em que, como afirma o filósofo sul-coreano Byung-chul Han, vivemos como enxames atrás de telas e surfando na onda das redes sociais e das fake news é compreender o conjunto infindável de zeros e uns da web como um não-lugar e não um refúgio. O lugar de refúgio cabe aos livros, à música, ao cinema. Às artes.

Tags: Byung-chul HanCriseexamefake newsFnacGazeta do PovoLiteraturalivrariaLivraria CulturaLivrarias CuritibaLuiz SchwarczMarcos PetriSérgio Hrz

VEJA TAMBÉM

Novas obras da autora neozelandesa começam a ganhar corpo no Brasil. Imagem: Alexander Turnbull Library / Divulgação / Montagem: Escotilha.
Entrevistas

Katherine Mansfield no Brasil; agora, por inteiro

9 de abril de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.
Entrevistas

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026

FIQUE POR DENTRO

'Apopcalipse Segundo Baby' foi produzido ao longo de dezoito anos. Imagem: Dilúvio Produções / Divulgação.

‘Apopcalipse Segundo Baby’ ilumina a jornada musical e espiritual de Baby do Brasil – É Tudo Verdade

17 de abril de 2026
Documentário sobre David Bowie abriu a edição 2026 do É Tudo Verdade. Imagem: ARTE / Divulgação.

‘Bowie: O Ato Final’ aponta para a genialidade do artista em seus momentos finais – É Tudo Verdade

15 de abril de 2026
Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.