• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

60ª edição do Prêmio Jabuti tenta se aproximar do leitor

Prêmio Jabuti premiará iniciativas que formem novos leitores, além de aumentar o valor do prêmio e incentivar autores independentes. Confira novidades.

porArthur Marchetto
17 de maio de 2018
em Literatura
A A
60ª edição do Prêmio Jabuti tenta se aproximar do leitor

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Na manhã da última terça-feira (15), a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou diversas mudanças para a 60ª edição do Prêmio Jabuti. Com a intenção de valorizar o prêmio e torná-lo uma referência para o mercado e para o leitor, o curador Luiz Armando Bagolin, professor da USP e ex-diretor da Biblioteca Mário de Andrade, foi um dos responsáveis pela reestruturação do prêmio.

Segundo Bagolin, o Prêmio Jabuti foi lançado como um celebração do mercado editorial para o mercado editorial. “Depois de seis décadas, passou a ser um importante ativo cultural da sociedade brasileira, ganhou autonomia”, afirmou. Hoje, “o Prêmio Jabuti é um prêmio do leitor brasileiro. Ele deve ser uma homenagem do mercado editorial brasileiro ao leitor, onde quer que ele se encontre”.

A primeira mudança é no Conselho Curador, parcialmente renovado e agora composto por Jair Marcatti, Mariana Mendes, Pedro Almeida e Tarcila Lucena. Uma das atividades que devem ser realizadas pelo Conselho é a formação do Júri. Mantendo a mesma forma que o ano passado, os jurados são indicados pela comunidade externa, como o mercado editorial, e o Conselho Curador tem a função de conferir a legitimidade da indicação, como os conflitos de interesse. De acordo com Bagolin, essa formação do júri permite uma pluralização e diminui a maioria acadêmica. “Os jurados devem, em primeiro lugar, ser bons leitores”, afirmou.

As alterações também procuram incentivar a presença do autor independente, já que eles têm modificado o cenário editorial. Em primeiro lugar, o autor sem vínculo com editora, desde os que publicam em plataformas como o Wattpad até os autopublicados pela Amazon, podem se inscrever por um valor menor do que os outros – R$327 contra R$430. No entanto, o valor mais baixo de inscrição é dos associados, que pagam R$285. Além disso, o recebimento dos livros passa a ser exclusivamente em formato eletrônico, com exceção das categorias que avaliam aspectos físicos do livro. Apesar disso, existem limitações para essas facilidades, como a obrigatoriedade do formato em PDF e a regulamentação da Lei do Livro, que exige ISBN e Ficha Catalográfica na publicação.

De acordo com Bagolin, essa formação do júri permite uma pluralização e diminui a maioria acadêmica. ‘Os jurados devem, em primeiro lugar, ser bons leitores’, afirmou.

No quesito das categorias de premiação também houve mudanças. Junto da premiação de Livro do Ano e de Personalidade Literária, o novo formato do Prêmio Jabuti organiza 18 categorias sob quatro eixos e agrupa antigas categorias em áreas maiores. O primeiro eixo é o Literatura, que comporta as categorias Romance, Poesia, Conto, Crônica, Infantil e Juvenil, Tradução e HQ. A segunda divisão comporta os livros de não-ficção sob o título Ensaios e tem as seguintes categorias: Biografia, Humanidades, Ciências, Artes e Economia Criativa – na mesma linha do júri menos acadêmico, os livros mais técnicos devem ficar de fora dessa categoria.

Os últimos dois eixos são grandes focos na reestruturação do prêmio. Com a valorização do livro-objeto, o núcleo Livro abriga as categorias Projeto Gráfico, Capa, Ilustração e a categoria nova, Impressão, criada com o intuito de preencher uma lacuna existente nas outras edições. Segundo Bagolin, “O jovem gosta do livro impresso”, o que faz com que ele seja “uma ferramenta muito importante no estímulo e na preparação dos novos leitores”. Essa preocupação com a formação do público leitor no Brasil é vista também no eixo Inovação, que tem a premiação para Livro Brasileiro Publicado no Exterior e uma nova categoria, Formação de novos leitores, que procura ações vitoriosas na formação de leitores e que, na maioria dos casos, estão regionalizadas.

Por fim, diversas medidas foram tomadas para aumentar a competitividade e o valor simbólico do prêmio. Em primeiro lugar, a CBL passa a anunciar dez finalistas em cada categoria e, somente na cerimônia de premiação, os primeiros colocados são revelados, sendo eliminados os segundos e terceiros lugares. Além disso, os vencedores passam a receber R$5.000,00, ao invés dos antigos R$3.500,00. A premiação do Livro do Ano também sofreu ajustes. Anunciando apenas um vencedor, o prêmio agrupa ficções e não-ficções inscritas nos eixos Literatura e Ensaios e tem o valor aumentado para R$100.000,00.

De acordo com Bagolin, “o Prêmio Jabuti foi se tornando carne de vaca, todo mundo estava ganhando”. Então, para que o prêmio se torne competitivo em relação aos outros, a valoração financeira não é o suficiente. “No momento em que eliminamos os segundos e terceiros lugares e que o anúncio dos ganhadores é feito numa única ocasião, você aumenta a competição e aumenta o valor simbólico”, afirmou o curador.

As inscrições estão abertas até o dia 28 de junho e a premiação final acontece no dia 8 de novembro, às 19h, no Auditório do Ibirapuera. Para acessar o regulamento, clique aqui.

Tags: Câmara Brasileira do LivroJabuti 2018Jair MarcattiLiteraturaLiteratura BrasileiraLuiz Armando BagolinMariana MendesPedro AlmeidaPrêmio Jabutiprêmio literárioTarcila Lucena

VEJA TAMBÉM

A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.
Literatura

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Juliana Belo Diniz desafia o biologicismo e recoloca o sofrimento mental em seu contexto humano. Imagem: Juliana Veronese / Divulgação.
Literatura

‘O que os psiquiatras não te contam’ e a urgência de devolver complexidade à saúde mental

19 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Timothée Chalamet está indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de Marty Mauser. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Marty Supreme’ expõe o mito da autoconfiança americana

5 de fevereiro de 2026
'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026
Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.