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Quadrinhos de Liniers e Macanudismo em São Paulo

Exposição que reúne obras inéditas de Liniers chega a São Paulo. Criador de Macanudo, o quadrinista argentino conquistou fãs em todo o planeta com tirinhas que são publicadas diariamente em jornais de diversos países.

porMarina Aranha
10 de julho de 2015
em Literatura
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Quadrinhos de Liniers e Macanudismo em São Paulo

Imagem: Reprodução.

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Ricardo Siri Liniers se fez conhecido pelos traços. O quadrinista argentino é o pai de Macanudo, publicado pelo jornal La Nación desde 2002. As tirinhas possuem diversos protagonistas. São personagens completamente diferentes e é quase impossível encontrar um denominador comum entre todos eles – a não ser o traço do próprio criador. Henrietta e seu gato confidente Felini, Martincito e sua amiga imaginária Olga, Pablo Picasso, o homem infeliz José Luis, o casal Lorenzo e Terecita, Z-25, também conhecido como o robô sensível, e tantos outros que dão espaço até ao próprio Liniers, transposto aos quadrinhos como humano, mas também como coelho.

A confusão parece dominar, mas a verdade é bem simples: Macanudo conquistou leitores e admiradores por todo o mundo, que se transformaram em fãs dos traços simples e histórias sucintas criadas por Liniers. O talento do artista garantiu, inclusive, a abertura da exposição Macanudismo, que chega agora a São Paulo.

Os originais do quadrinista já foram expostos no Rio de Janeiro, no Recife e em Brasília e vistos por mais de 90 mil pessoas, com desenhos que até então jamais foram exibidos em nosso país. Até o dia 1 de setembro, todos estarão à espera dos visitantes na terra da garoa.

Do simples ao sofisticado, de quadrinhos que são interpretados em primeira leitura, àqueles que requerem interpretação e que não deixam a cabeça. Tanto Liniers transita pelas histórias, que agrada adultos e crianças. Os pequenos se fascinam com os desenhos e os mais velhos questionam a realidade com diversas tirinhas. É a vida, retratada com melancolia, mas também diversão.

Publicadas no Brasil, são pelo menos nove obras – sete são volumes do Macanudo e todas valem a leitura. Nelas, é indubitável: seu desenho característico, com referências semelhantes às de Maitena, quadrinista argentina que, não por coincidência, apresentou Liniers ao La Nación para que publicasse seu trabalho. O resultado da intermediação de Maitena foi tão positivo que o jornal não apenas passou a publicar (até hoje), como periódicos do mundo inteiro replicam a arte de Liniers.

“Tanto Liniers transita pelas histórias, que agrada adultos e crianças.”

Liniers também fez capas de discos, cartazes de filmes e ilustrações para publicações como Pequeño mundo verde, de María Martha Estrada, Fierro e Bienvenido. Ilustrou três títulos de Kurt Vonnegut para uma coleção especial da editora La Bestia Equilátera. Seu portfólio inclui, ainda, três capas da prestigiada revista New Yorker. O artista também realizou mostras de pintura entre 2001 e 2006. Com trajetória tão variada, fez sua primeira grande mostra retrospectiva em 2010, em sua cidade-natal, Buenos Aires: Macanudismo expôs quase 700 obras.

Estar frente a frente com o trabalho de Liniers promete ser uma grande experiência. Aos paulistas, paulistanos ou visitantes, a sugestão é entrar em contato com o mundo criado pelo argentino. Àqueles que não poderão se fazer presentes, as obras do artista publicadas em português podem ser encontradas facilmente nas livrarias, ou mesmo na internet. O portal do autor reúne alguns de seus trabalhos e pode aguçar o desejo pela leitura.

As informações sobre a exposição Macanudismo, aberta no Centro Cultural Correios, em São Paulo, estão no site do evento.

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Tags: FeliniLa NaciónLiteraturaMacanudoMartincitoPablo PicassoquadinhosRicardo Siri Liniers

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