• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

‘Butcher’s Crossing’ é uma jornada de isolamento e solidão

John Williams cria em 'Butcher's Crossing' uma belíssima narrativa que nada deixa a desejar aos faroestes à moda antiga.

porJonatan Silva
24 de junho de 2016
em Literatura
A A
'Butcher's Crossing' é uma jornada de isolamento e solidão

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

A caça de búfalos em determinadas partes dos Estados Unidos foi tão importante quanto a corrida do ouro. Muitos homens largavam suas vidas cômodas, e estáveis, em busca de um pouco de aventura e emoção. Em 1870, o aristocrático Will Andrews deixou Harvard para se embrenhar na selva norte-americana e explorar o interior do seu país e também de si mesmo.

Butcher’s Crossing (Rádio Londres, 335 páginas), de John Williams, autor do magnífico Stoner (leia aqui a resenha), é retrato de um tempo audaz é perigoso. Como em Walden, de Thoreau, o personagem de Williams declara sua independência gritando contra as normas que regem a sociedade e contra o formalismo que norteia as relações humanas. Butcher’s Crossing é uma cidade no Kansas, um local ainda em desenvolvimento e que vive à espera da ferrovia. Lá, Will Andrews precisa redescobrir o sentido de estar vivo.

John Williams cria um faroeste habilidoso, bem construído – capaz de capturar o leitor pela forma e pelo conteúdo. Andrews, que recebeu parte da herança de seu pai, e outros três homens parte em uma caçada encabeçada por um sujeito ganancioso e egoísta. O autor coloca suas crias em desafios extremos, deixando o quarteto no limite. Ainda assim, Will permanece forte – talvez o único realmente sereno e consciente do grupo.

O livro funciona como um mergulho na natureza humana, percorrendo os caminhos mais sombrios da alma. Ainda que em nada se pareça com um filme de John Ford e Sergio Leone, Butcher’s Crossing é um autêntico faroeste à moda antiga. Williams estabelece uma paralelo entre a linguagem literária – com o papel como suporte – e o cinema, por isso, não é difícil imaginar o livro em uma bela e cristalina adaptação.

Aos poucos, Will Andrews também está inserido no meio do universo de caçadores, caças e búfalos – uma pequena rede de intrigas e ambição.

Filho pródigo

Will Andrews é como o jovem bíblico que deixa a casa dos pais para descobrir o mundo “lá fora”. Ao contrário das escrituras sagradas, o ex-universitário de John Williams não se sente arrependido: nunca se sentiu tão em casa quanto na cidade de Butcher’s Crossing. Aos poucos, ele também está inserido no meio do universo de caçadores, caças e búfalos – uma pequena rede de intrigas e ambição.

A paixão pela prostituta Francine, que trabalha durante o dia em um saloon, é o que o humaniza, o coloca novamente em contato com sua essência mais pacata. Williams cria um tecido trincado, elaborado e no qual os fios se conectam levando o leitor pela mão.

A capacidade de manipulação, no bom sentido, influenciou muito escritores, entre eles o britânico Ian McEwan, um dos grandes narradores de nossa época. Butcher’s Crossing é seu Reparação, uma verdadeira obra-prima.

BUTCHER’S CROSSING | John Williams

Editora: Rádio Londres;
Tradução: Alexandre Barbosa de Souza;
Tamanho: 336 págs.;
Lançamento: Março, 2016.

COMPRE O LIVRO E AJUDE A ESCOTILHA

Tags: Book ReviewBrutcher's crossingCríticaCrítica LiteráriaIan McEwanJohn FordJohn WilliamsLiteraturaLiteratura Norte-AmericanaRádio LondresReparaçãoSergio LeoneStonerThoreauWalden

VEJA TAMBÉM

Novas obras da autora neozelandesa começam a ganhar corpo no Brasil. Imagem: Alexander Turnbull Library / Divulgação / Montagem: Escotilha.
Entrevistas

Katherine Mansfield no Brasil; agora, por inteiro

9 de abril de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.
Entrevistas

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

'Apopcalipse Segundo Baby' foi produzido ao longo de dezoito anos. Imagem: Dilúvio Produções / Divulgação.

‘Apopcalipse Segundo Baby’ ilumina a jornada musical e espiritual de Baby do Brasil – É Tudo Verdade

17 de abril de 2026
Documentário sobre David Bowie abriu a edição 2026 do É Tudo Verdade. Imagem: ARTE / Divulgação.

‘Bowie: O Ato Final’ aponta para a genialidade do artista em seus momentos finais – É Tudo Verdade

15 de abril de 2026
Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.