• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

‘Set the boy free’: a autobiografia de Johnny Marr

'Set the boy free' é um relato romântico e detalhado da vida e da carreira de Johnny Marr.

porJonatan Silva
26 de maio de 2017
em Literatura
A A
'Set the boy free': a autobiografia de Johnny Marr

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Um encontro (quase) casual entre duas lendas do rock britânico em um pub de Manchester quase fez com que uma das maiores bandas voltasse à ativa no final de 2008. A história permaneceu em segredo até que Johnny Marr a revelasse em Set the boy free, autobiografia lançada no final do ano passado na Europa e ainda inédita no Brasil.

A conversa com que teve com Morrissey morreu ali, na mesa do bar, e o The Smiths nunca se reuniu, mas serviu para ser um dos trechos mais interessantes e intrigantes do livro. “Seria muito bom e faria bastante gente muito feliz”, comenta.

Com um estilo de conversa entre amigos, Marr repassa toda a sua vida – em um escrutínio autoconsciente e sem parecer ter o mesmo rancor de Mike Joyce, baterista do grupo, e de outras pessoas envolvidas com seu trabalho musical.

Set the boy free é um trabalho competente de memória, com uma narrativa sedutora e muito mais fluída que a de seu ex-parceiro. É espantosa a maneira como Johnny conta os episódios de sua vida, fazendo com que não pareça o dia a dia de um rockstar: Marr está muito mais para pai de família despojado, que para o compositor de “Hand in glove” ou de “There is a light that never goes out”.

Talvez, o que mais possa ser louvável em seu texto é que Marr consegue se distanciar daquilo que o escritor e professor Assis Brasil chama de ‘autobiografia como forma de ficção’.

Capítulo a capítulo, o leitor encontra pequenos trabalhos hercúleos e, claro, o maior deles foi tentar manter sua banda em pé após os problemas internos. Claro, não foi possível. O amor incondicional por Angie, sua companheira desde a adolescência, ou a relação com os filhos são um hino de louvor às pessoas – algo que não existe em Autobiography, publicada por Morrissey, em 2013.

Ao contrário do que se possa imaginar, o livro consegue manter o interesse do leitor do começo ao fim – despertando novos olhares para tudo o que o guitarrista fez antes e depois de montar o The Smiths. Suas participações no The The, no The Pretenders, no Modest Mouse e no The Cribs ganham destaque e relevam o carinho que o músico teve – e ainda tem – pelos seus ex-companheiros.

Linha do tempo

Set the boy free é um relato romântico e detalhado. Marr cria uma linha temporal e muito bem construída, revelando bastidores e entregando aquilo que se espera – ainda que não esmiúce música por música ou disco por disco (para isso existe a Mozipédia). No entanto, entender que Johnny foi um prodígio ao compor a parte mais importante de sua obra muito antes dos 25 anos – como um Rimbaud menos aventureiro.

Talvez, o que mais possa ser louvável em seu texto é que Marr consegue se distanciar daquilo que o escritor e professor Assis Brasil chama de “autobiografia como forma de ficção”.

SET THE BOY FEE | Johnny Marr

Editora: Century;
Tamanho: 480 págs;
Lançamento: Novembro, 2016.

COMPRE O LIVRO E AJUDE A ESCOTILHA

Tags: AutobiografiaCenturyCríticaCrítica LiteráriaJohnny MarrLiteraturaMorrisseyMúsicaRockSet The Boy FreeThe CribsThe SmithsThe The

VEJA TAMBÉM

Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.
Literatura

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Bellotto venceu o Jabuti de 2025 pela obra, lançada no ano anterior. Imagem: Chico Cerchiaro / Divulgação.
Literatura

‘Vento em Setembro’ transita entre o mistério e as feridas do Brasil

24 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Bellotto venceu o Jabuti de 2025 pela obra, lançada no ano anterior. Imagem: Chico Cerchiaro / Divulgação.

‘Vento em Setembro’ transita entre o mistério e as feridas do Brasil

24 de março de 2026
'PLAY ME' é o terceiro trabalho solo de Kim Gordon. Imagem: Todd Cole / Reprodução.

Kim Gordon troca o atrito pela forma em ‘PLAY ME’

24 de março de 2026
Festival chega à sua 34ª edição este ano. Imagem: Divulgação.

ANÁLISE: Mostra Lúcia Camargo faz do palco um campo de disputa sobre memória, violência e pertencimento

19 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.