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‘Stieg Larsson – Antes de Millennium’: o autor sueco em quadrinhos

Em meio a especulações sobre lançamento do quarto livro da série Millennium, boa pedida é a biografia em quadrinhos 'Stieg Larsson – Antes de Millennium', de Guillaume Lebeau e Frédéric Rébéna.

porMarina Aranha
22 de maio de 2015
em Literatura
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'Stieg Larsson – Antes de Millennium': o autor sueco em quadrinhos

Imagem: Reprodução.

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A febre da trilogia Millennium tomou conta dos apaixonados por literatura em 2010. Os três livros, escritos por um sueco até então desconhecido pelos brasileiros, chamaram a atenção pelo enredo construído com suspense e ação: Os Homens que não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar.

Stieg Larsson era o nome por trás das linhas, a mente que havia criado o jornalista Mikael Blomkvist, ávido pela investigação sobre o abuso contra mulheres na Suécia. Mas, afinal, quem era o autor que despertou a curiosidade de milhões ao redor do mundo? Sua história, contada em quadrinhos, é o tema do livro Stieg Larsson – Antes de Millennium, dos franceses Guillaume Lebeau e Frédéric Rébéna, publicado pela editora Veneta.

Em poucas páginas, ilustrações em preto e branco e traços firmes, os autores apresentam aquele que lemos, mas que pouco (ou nada) conhecemos até a leitura do quadrinho.

É uma leitura rápida, sem rodeios. São saltos entre as décadas que nos fazem conhecer a história de Larsson e as convicções que guiaram seu caminho profissional.

Larsson conseguiu, em suas páginas da trilogia Millennium, retratar uma ação de tirar o fôlego a partir de momentos vividos na Suécia.

Ele foi criado com seu avô e, ainda jovem, demonstrou sua personalidade crítica, indagativa e curiosa. Participou de conflitos armados na África, onde estava presente no campo de batalhas, mas defendia ideologias.

Indignado com o crescimento do neonazismo em Estocolmo, Stieg Larsson criou, com sua noiva Eva, a revista Expo, com linha editorial clara: combateria esse tipo de criminalidade presente na Suécia.

As dificuldades e obstáculos enfrentados, então, serviram de estímulo e inspiração para que Larsson manifestasse o desejo de transpor em livros uma ficção baseada naqueles fatos reais. Esse anseio é, inclusive, retratado na obra.

O que surpreende – e comprova a antiga teoria de que mudam-se as moscas, mas o bolo continua o mesmo – é o contexto em que nasce a mídia alternativa de Larsson, seus objetivos e seus resultados. Foi uma publicação criada com a intenção de enfrentar uma realidade, contrapor.

Há contestação dos grupos extremistas da Suécia contra a publicação. E talvez não seja mera coincidência que ainda existam casos semelhantes, como o atentado ocorrido na França, contra o jornal satírico Charlie Hebdo, após uma charge publicada. Motivo de indignação, debates e discussões.

E aí a constatação: as convicções se arrastam ao longo dos anos, décadas, em todos os países e continentes. Se fortalecem ou se dissolvem. Se transformam ou seguem intactas, mas delineiam a personalidade de um povo.

Em determinado momento do livro, em diálogo entre Larsson e sua noiva, Eva, o propósito ideológico da revista criada pelo casal fica claro, de maneira simbólica e poética:

“- A Expo é uma coisa boa. É um escudo.

– Um escudo de papel.

– Trinta e duas páginas. Melhor que nada.”.

Para jornalistas, o sonho com a profissão e o início no mercado de trabalho são românticos, com a possibilidade de se transformar o mundo por meio de textos, reportagens e investigações. A realidade pode frustrar. Percebe-se que papel e caneta podem muito, mas têm seus limites.

Larsson conseguiu, em suas páginas da trilogia Millennium, retratar uma ação de tirar o fôlego a partir de momentos vividos na Suécia. O sucesso, porém, não foi presenciado pelo próprio autor. Em novembro de 2004, Larsson sofreu um ataque cardíaco e faleceu, sem conhecer a riqueza e a glória. Não viu as mais de 60 milhões de cópias de seus livros serem vendidas. Não viu Os Homens que não Amavam as Mulheres ser o mais vendido da Europa em 2008. Nem a versão norte-americana em filme, de seu primeiro livro, em 2011.

Antes de falecer, o escritor deixou, porém, manuscritos do que seria o quarto livro da série. Especula-se que a obra seja lançada ainda neste ano e leve o nome de Girl In The Spider’s Web (ou A Menina na Teia de Aranha, em tradução literal).

Para os fãs e leitores de Millennium, há esperança e muita ansiedade. Será mais uma obra cujo (possível) sucesso Larsson não verá. Mas sem dúvida será um livro que perpetuará suas convicções numa ficção real.

Enquanto a aguardada obra não é lançada, a biografia em quadrinhos do autor é um bom acalento.

STIEG LARSSON – ANTES DE MILLENNIUM | Guillaume Lebeau e Frédéric Rébéna

Editora: Veneta;
Tradução: Letícia de Castro;
Tamanho: 64 págs.;
Lançamento: Junho, 2013.

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Tags: Charlie HebdoCrítica LiteráriaFrédéric RébénaGuillaume LebeauLiteraturaResenhaStieg LarssonVeneta

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