• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

‘Uma Estranha na Cidade’: a literatura nos tempos do wi-fi

'Uma Estranha na Cidade', primeiro livro de crônicas de Carol Bensimon, dialoga com o cotidiano e os dramas dos centros urbanos.

porJonatan Silva
13 de maio de 2016
em Literatura
A A
'Uma Estranha na Cidade': a literatura nos tempos do wi-fi

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Toda crônica é o cotidiano transformado em literatura, em expressão e sentido – uma decodificação do invisível. Os textos de Uma Estranha na Cidade (Não Editora, 146 págs.), da escritora gaúcha Carol Bensimon, não fogem à regra. Em um tempo no qual as crônicas se tornaram um mero desabafo virtual (leia mais sobre esse “fenômeno”), Carol se revela sagaz e sarcástica, e às vezes até dolorosa.

Flutuando entre – a bem embasada – “A Cultura da não exclusividade”, uma ode ao amor quase livre, e a deliciosa “Porto Alegre”, o livro se desdobra em um espelho dos dramas dos grandes centros: gente perdida na caótica geografia urbana e gente perdida em sua confusa imensidão interna. É um discurso jovem, é claro, mas a autora de Sinuca Embaixo d’Água e Todos Adorávamos Caubóis se coloca versátil, capaz de sustentar uma opinião forte, como sua contrariedade à criminalização da maconha, por exemplo. Não é preciso concordar, mas tolerar – no sentido de respeitar, mesmo – sempre.

A crônica, de costume, é um texto leve falando de algo pesado, denso, complexo, como “Ainda assim, vai ser bonito”, uma reflexão sobre nossas muletas culturais – bandas, livros, filmes que nos fazem seguir em frente. Antes de mudar o mundo, nos dizem as letras de Carol, é preciso que nos reinventemos. É simples, mas não é fácil.

A cor local de Uma Estranha na Cidade dá tom à obra, o que não restringe a leitura aos porto-alegrenses. Em uma entrevista recente, Carol disse que não pretende sair de sua cidade – embora já tenha morado em Paris e passado umas semanas nos EUA – por ser provinciana demais. Isso a coloca em pé de igualdade com muitos curitibano e, ao mesmo tempo, estabelece um vínculo. Isso explica existir uma porção de cada texto que se encaixa a qualquer um e em qualquer lugar. E isso é literatura puramente.

Carol parece dar adeus à literatura pré-fabricada que tempos atrás tomou conta das prateleiras nacionais nas livrarias (parte por influência dos romances comerciais norte-americanos, parte por má vontade das editoras em descobrir talentos).

De alguma maneira, o que mais impressiona e chama atenção nos trabalhos de Carol é justamente essa capacidade de se colocar alhures mesmo estando tão perto. Em tempos de desterritorialidade e wi-fi não é de impressionar, ainda que poucos escritores tenha conseguido, mas é um fato que a coloca a milhas de vantagens de outros conterrâneos mais famosos e traduzidos.

Granta

Carol parece dar adeus à literatura pré-fabricada que tempos atrás tomou conta das prateleiras nacionais nas livrarias (parte por influência dos romances comerciais norte-americanos, parte por má vontade das editoras em descobrir talentos). Ela esteve entre os jovens selecionados pela revista Granta, em 2012, para representar a seleção de melhores escritores. De longe, ao lado de Antônio Xerxernesky, Carola Saavedra e Michel Laub, ela está entre o que há de melhor.

Na coletânea publicou “Faíscas”, texto que se tornaria o primeiro capítulo de Todos Adorávamos Caubóis, e já dava sinais da escritora – da grande escritora – que viria ser. Bem-vinda, Carol.

UMA ESTRANHA NA CIDADE | Carol Bensimon

Editora: Não Editora;
Tamanho: 144 págs.;
Lançamento: Março, 2016.

COMPRE O LIVRO E AJUDE A ESCOTILHA

Tags: Antônio XerxerneskyBook ReviewCarol BensimonCarola SaavedraCríticaGrantaLiteraturaLiteratura BrasileiraLiteratura GaúchaMichel LaubNão EditoraResenhaUma Estranha na Cidade

VEJA TAMBÉM

A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.
Literatura

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Juliana Belo Diniz desafia o biologicismo e recoloca o sofrimento mental em seu contexto humano. Imagem: Juliana Veronese / Divulgação.
Literatura

‘O que os psiquiatras não te contam’ e a urgência de devolver complexidade à saúde mental

19 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026
Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Adam Scott e Britt Lower mergulham mais nas entranhas da Lumen durante a segunda temporada de 'Ruptura'. Imagem: Fifth Season / Divulgação.

‘Ruptura’ cresce sem se explicar e se torna mais perturbadora

30 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.