• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

O primeiro caso do detetive Harry Hole

porEder Alex
12 de abril de 2017
em Literatura
A A
Norueguês Jo Nesbo apresentou o detetive Harry Hole em O Morcego

Jo Nesbo. Foto: Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Após os sucessos de Boneco de Neve e O Leopardo, os livros de Jo Nesbo passaram a ganhar mais espaço nas livrarias. Muitas de suas obras já haviam sido lançadas aqui no Brasil, mas com o novo projeto gráfico da editora Record, com capas em preto, branco e vermelho, a produção de fôlego do escritor norueguês garantiu o seu lugar no coração dos fãs de literatura policial.

O lado bom é que o público passará a ter acesso aos livros ainda inéditos ou simplesmente esgotados por aqui, o lado ruim é a quebra da cronologia da história. Quem leu O Leopardo já conheceu um Harry Hole (o detetive que protagoniza a maioria dos livros de Jo Nesbo) maduro e cheio de traumas, então é até um pouco estranho ler O Morcego, lançado recentemente com tradução de Gustavo Mesquita, já que é neste livro que o famoso detetive dá as caras pela primeira vez.

O primeiro caso de Harry Hole é um pouco decepcionante, principalmente para quem já leu os livros posteriores e sabe muito bem do que Jo Nesbo é capaz, por outro lado, este livro serve para matar a curiosidade a respeito da origem do “herói”.

Na história, Hole é encaminhado pela polícia de Oslo para a Austrália, com o objetivo de investigar o assassinato de uma cidadã norueguesa. A trama rocambolesca envolve crimes sexuais, aborígenes, boxeadores, traficantes e policiais corruptos.

O primeiro caso de Harry Hole é um pouco decepcionante, principalmente para quem já leu os livros posteriores e sabe muito bem do que Jo Nesbo é capaz.

Se o caso em si não empolga muito, o mesmo não pode ser dito a respeito do desenvolvimento do personagem. Harry Hole não é apenas o estereótipo do detetive durão que bebe pra caralho, mas ao mesmo tempo é um gênio da dedução. O seu problema com a bebida não é um charme, ele é de fato um alcoólatra e esse é um elemento que o atormenta e define a sua personalidade. Neste livros temos acesso à primeira descrição de um dos seus porres e à primeira demonstração do seu poder de autodestruição.

Quando Jo Nesbo se aprofunda no inferno pessoal de Hole, atinge camadas mais densas que nem sempre estão presentes na literatura deste gênero. Em alguns momentos em que a carga dramática pesa muito mais do que as reviravoltas da história, percebemos o escritor norueguês tentando se aproximar de grandes autores como Dennis Lehane e James Ellroy.

Leia também:
» Um homem com uma dor
» Prato do dia: arroz, feijão e carne (humana)

A resolução do caso em O Morcego não importa muito ou pelo menos não desperta muita curiosidade, pois os personagens suspeitos são apresentados de forma um tanto superficial, muitos deles de forma gratuita, apenas para desviar a atenção do leitor.

O lado positivo da investigação é que diversos elementos culturais da Austrália são inseridos na narrativa de forma orgânica, sem aquela artificialidade de tentar criar um pano de fundo histórico que está ali só por bonito. As questões raciais e coloniais são importantes para o desenvolvimento da trama e é a partir delas que livro ganha mais complexidade.

Porém, o que realmente importa nesta história é saber, afinal, por que Harry Hole é tão atormentado pelo passado? Nos livros que se seguiram, sempre nos deparamos com um homem que parece carregar o peso do mundo, que tem dificuldades de lidar consigo mesmo, por aparentemente não sentir muito orgulho daquilo que já foi um dia ou mesmo daquilo que se tornou. O Morcego esclarece boa parte desse passado e quando isso acontece, o leitor é levado a nocaute.

O MORCEGO | Jo Nesbo

Editora: Record;
Tradução: Gustavo Mesquita;
Quanto: R$ 35,46 (160 páginas);
Lançamento: Setembro, 2016.

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: AustráliaBoneco de NeveCríticaCrítica LiteráriaHarry HoleJo NesboLiteraturaLiteratura NorueguesaLiteratura PolicialO LeopardoO Morcego

VEJA TAMBÉM

O escritor sul-africano J.M. Coetzee, vencedor do Nobel de Literatura. Imagem: Divulgação.
Literatura

Em ‘O Polonês’, Coetzee faz da paixão um ensaio sobre a morte

13 de fevereiro de 2026
Sigrid Nunez com seu gato durante a década de 1980. Imagem: Reprodução.
Literatura

Sigrid Nunez dá voz à macaquinha de Virginia Woolf em biografia ficcional

11 de fevereiro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

O escritor sul-africano J.M. Coetzee, vencedor do Nobel de Literatura. Imagem: Divulgação.

Em ‘O Polonês’, Coetzee faz da paixão um ensaio sobre a morte

13 de fevereiro de 2026
Sigrid Nunez com seu gato durante a década de 1980. Imagem: Reprodução.

Sigrid Nunez dá voz à macaquinha de Virginia Woolf em biografia ficcional

11 de fevereiro de 2026
Eva Victor escreveu, dirigiu e interpretou em 'Sorry, Baby'. Imagem: Tango Entertainment / Divulgação.

Delicado, ‘Sorry, Baby’ se recusa a espetacularizar o trauma

10 de fevereiro de 2026
Blocos de São Paulo fazem ato coletivo em defesa do Carnaval de Rua. Imagem: Frâncio de Holanda / Reprodução.

Blocos tradicionais denunciam o sufocamento do Carnaval de Rua de São Paulo

9 de fevereiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.