• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

’13 Voices’: o álbum que realmente surpreendeu

porGuilherme Aranha
14 de outubro de 2016
em Música
A A
Sum 41

Banda teve de contornar vários problemas para voltar com tudo. Foto: Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

As datas não jogaram muito a favor do grupo canadense em 2016. O single “Fake My Own Death” foi lançado no dia em que California finalmente encheu de alegria os ouvidos dos fãs de blink-182 e o álbum 13 Voices saiu junto com a hype de Revolution Radio, do Green Day, no comecinho de outubro.

Num cenário romântico ideal, Sum 41 foi aquele cara ignorado pela sociedade e que se tornou um gênio incompreendido. Enquanto seus lançamentos pouco foram comentados ou aguardados como os das outras bandas, seu álbum é talvez aquilo que a gente realmente esperava no quesito qualidade em 2016.

Para resumir e ir direto para minha pseudo-análise, vou ser enfático: Deryck Whibley e Dave “Brownsound”Baksh engoliram California e pisotearam em Revolution Radio, esse último muito aquém das expectativas e das promessas dadas pelo trio de uma volta às suas origens. Do outro lado, a banda canadense parece ter contornado vários problemas de uma única vez e transformado isso no possível melhor trabalho pós-Chuck, quando a banda realmente começou a criar sua real identidade — quem disse isso foi o próprio Whibley e não esse que vos escreve.

Embalado pela sombria e melancólica “A Murder of Crows”, a banda começa a desabafar suas notas sobre os episódios que os levavam direto para a cova do showbiz. O alcoolismo e quase morte de Deryck, a saída de Dave Baksh por quase 10 anos, trabalhos titubeantes e pouco encantadores (apesar de um Grammy em uma faixa de Screaming Bloody Murder), o pulo do barco de Steve-O e o abandono quase geral por parte dos fãs foi sepultado e destruído logo que emenda para “Goddamm I’m Dead Again”, a melhor faixa do álbum pra mim até então.

São três destaques em 13 Voices. O primeiro é Dave Baksh Foto: Divulgação
São três destaques em 13 Voices. O primeiro é Dave Baksh. Foto: Divulgação.

A identidade e a sonoridade punk que consagrou o grupo no final dos anos 90 é bem trabalhada com as influências de heavy metal que sempre marcaram presença nos trabalhos iniciais.

É nessa música que 13 Voices é personificado. A identidade e a sonoridade punk que consagrou o grupo no final dos anos 90 é bem trabalhada com as influências de heavy metal que sempre marcaram presença nos trabalhos iniciais. Ao final, os últimos minutos ficam pelo incrível e melódico solo de Dave. Quase como um “I’m back, bitches”, tira o fã do sofá e joga o queixo no chão. Na bateria, Frank Zummo quase não nos faz sentir saudades de Steve, acrescentando um andamento tão sólido e bacana como era desde antes.

Na sequência a história é contada com o single “Fake My Own Death”, o hino de sobriedade “Breaking the Chains” e uma enxurrada de influências, técnicas e ideias diferentes muito bem encaixadas, em cada detalhe, em cada segundo. O ritmo só é quebrado pela melódica, mas apaixonante “War”, uma versão incrivelmente melhorada de “Pieces” e com a mesma intenção proposta. 13 Voices acaba na faixa 10 e você se sente sem chão ao final, exigindo por mais.

O segundo é Frank Zummo na bateria Foto:Divulgação
O segundo é Frank Zummo na bateria. Foto:Divulgação.

A volta do Sum 41 foi muito mais que essencial para que a banda ressuscitasse em meio aquela névoa negra que os cobriu durante quase uma década. Ela foi uma lição de como enterrar coisas ruins e usá-las como material para um trabalho incrível e com muito mais a apresentar até para quem nunca se ligou na real sonoridade. E o recado foi bem claro: se 2016 foi a época em que o punk voltou a estampar as vitrines das lojas de disco e as playlists do Spotify, eles não viriam para perder.

California perde a graça depois de 13 Voices. Revolution Radio deve ser apreciado antes, senão desanima. NOFX segue na contramão entregando mais do mesmo. O cenário é perfeito para que finalmente os fantasmas de Deryck deem um certo descanso e ele estampe um sorriso no rosto, com satisfação de dever cumprido.

O terceiro foi ver esse cara transformar seus problemas numa obra-prima Foto: Divulgação
O terceiro foi ver esse cara transformar seus problemas numa obra-prima. Foto: Divulgação.

Com alguns meses pela frente até que o ano acabe, 13 Voices é forte concorrente na briga por álbum do ano. Pelo menos é a aposta que eu faria desde que ele nunca mais saiu dos meus fones de ouvido e do rádio do meu carro.

Vale lembrar que a banda passa pelo Brasil em dezembro, fazendo a turnê do novo álbum. Pensei em avisar caso você necessite urgente ir ao show dos caras depois de ouvir o disco.

Ouça “13 Voices” na íntegra no Spotify

fb-post-cta

Tags: Crítica MusicalMúsicaPunkpunk popSum 41

VEJA TAMBÉM

Da esquerda para a direita: Cameron Winter, Max Bassin, Dominic DiGesu, Emily Green. Imagem: Jeremy Liebman / Reprodução.
Música

Geese transforma exaustão em movimento em ‘Getting Killed’

22 de dezembro de 2025
Imagem: Divulgação.
Música

‘Sharon Van Etten & The Attachment Theory’ abre uma nova fresta emocional em meio ao caos

15 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Timothée Chalamet está indicado ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de Marty Mauser. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Marty Supreme’ expõe o mito da autoconfiança americana

5 de fevereiro de 2026
'Guerreiras do K-Pop' desponta como favorito na categoria de melhor canção original no Oscar 2026. Imagem: Sony Pictures Animation / Divulgação.

O fenômeno ‘Guerreiras do K-Pop’

4 de fevereiro de 2026
Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.