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Home Música

O Peru nostálgico das canções da Banana Child

porAlejandro Mercado
6 de março de 2018
em Música
A A
Banana Child - Empty Room

Peruanos da Banana Child. Foto: Reprodução.

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Uma das coisas mais bacanas de acompanhar as cenas independentes da América do Sul é ter a oportunidade de ver a profusão de bandas de surf music, lo-fi e demais ritmos congêneres. Um dos casos mais emblemáticos é encontrado em Lima, no Peru. De lá vem, mais uma vez, a banda que ilustra a “Radar” desta terça. Com um disco lançado, o nostálgico Empty Room (2016), a Banana Child faz parte desta trupe que torna Lima numa das capitais mais saudosistas em se tratando de música.

Curioso é como o quarteto, todos na faixa dos vinte e poucos anos, fez isto. Primeiro, é preciso ter em mente as características da capital peruana e da sonoridade proposta pela Banana Child. E é neste contraste entre uma cidade marcada por sua história ímpar na América do Sul e essa surf music com pitadas de punk pouco associadas à realidade latina que encontramos a beleza da música do grupo.

Com o ímpeto e a vitalidade característicos da idade, Franco Yangua, Diego Malaspina, Renzo Ramos e Alfonso Jacobs edificam canções com muita espontaneidade, ainda que aqui ou ali hajam elementos repetitivos, homogeneizando um pouco as faixas. Entretanto, a maneira límpida e tranquila com que a cozinha da banda é disposta demonstra que existem mais qualidades que imperfeições em Empty Room – sem esquecer que são justamente estas imperfeições que agregam personalidade ao que o grupo faz, tanto no palco quanto no disco.

Com o ímpeto e a vitalidade característicos da idade, Franco Yangua, Diego Malaspina, Renzo Ramos e Alfonso Jacobs edificam canções com muita espontaneidade.

A qualidade da Banana Child foi reconhecida com a possibilidade de participar da versão local do Converse Rubber Track, em 2015. Àquela ocasião, o grupo teve a oportunidade de gravar quatro canções com Héctor Castillo, produtor vencedor de quatro Grammys Latinos (por Ahi Vamos e Fuerza Natural, ambos do argentino Gustavo Cerati) e que trabalhou nos dois últimos discos de estúdio de ninguém menos que David Bowie – sem contar trabalhos com Björk, Roger Waters, Lou Reed e Bebel Gilberto.

Ainda que suas composições atualmente sejam feitas em inglês, compor em espanhol não é algo que passa ao largo da cabeça dos meninos. Em processo de produção de um segundo disco, a banda demonstrou que é capaz de ser criativa também em seu idioma materno. O single “En el jardín” aponta algumas novas direções pelas quais o quarteto pretende trafegar e que não se resumem apenas à utilização do “novo” idioma. Se a surf music ainda é notada, é preciso afirmar que ela tem menos presença, permitindo que notas psicodélicas emerjam com maior destaque. É uma guinada interessante, especialmente por não perder aquela veia nostálgica pela qual sua estreia os marcou.

Com um segundo single previsto para o dia 16 deste mês, também em espanhol, o público terá mais informações para compreender se essa mudança será uma tendência seguida em seu próximo registro completo. Independente disto, o certo é que a Banana Child nos oferece uma nova maneira de conhecer nossos talentosos vizinhos peruanos. Convenhamos que já não sem hora, não é?

NO RADAR | Banana Child

Onde: Lima, Peru.
Quando: 2015.
Contatos: Facebook | Twitter | Instagram | YouTube | Bandcamp

Ouça ‘Empty Room’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Banana Childbandas latinasbandas peruanasCrítica MusicalEmpty RoomHéctor CastilloMúsicaResenhaReviewrock em espanholrock latinosurf music

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