• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

Vitor Ramil e seu impecável ‘Campos Neutrais’

porAlejandro Mercado
1 de dezembro de 2017
em Música
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Arrisco dizer, sem medo de cometer um exagero, que não há, hoje, na música brasileira, um artista tão completo quanto Vitor Ramil. O gaúcho de Pelotas possui uma obra extensa, diversificada, rica, arquitetada sob a forma de tramas milimetricamente pensadas. [highlight color=”yellow”]Ramil é vários em suas obras[/highlight]: poeta, arquiteto, engenheiro, físico, artista plástico e visual. Mas, se for necessário, também faz as vezes de jogador polivalente, capaz de atuar em todas as posições, ainda que não as domine por completo.

Vitor Ramil - Campos Neutrais
O intenso Vitor Ramil. Foto: Marcelo Soares/Divulgação.

Resgatando a denominação dada a uma faixa territorial do Rio Grande do Sul, através do Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, que determinava que tal área desabitada no sul do estado, desde o distrito de Taim até o Arroio Chuí, não pertenceria nem a Portugal nem à Espanha, o artista batiza seu décimo primeiro álbum de inéditas de Campos Neutrais.

Campos Neutrais é seu primeiro disco de inéditas em sete anos, [highlight color=”yellow”]a cereja do bolo de uma carreira construída com muito rigor técnico, mas também com versatilidade, improviso e talento.[/highlight] O novo trabalho oferece um compositor extremamente poético e com apuro melódico que raramente se vê. Vitor Ramil encara a música com muito esmero, sem com isso recorrer a hermetismos, ainda que o primor literário lhe seja uma característica marcante.

No documentário dirigido pelo curitibano Luciano Coelho, em que Vitor disseca a estética musical por ele criada (ou batizada, se levarmos em conta que ela é fruto do ambiente que compõe a região onde está inserida), Jorge Drexler afirma que “Ramil é mais brasileiro do que ele imagina” e, concomitantemente, “mais universal do que imaginam os brasileiros”. Campos Neutrais é a confirmação do que o músico uruguaio disse em A Linha Fria do Horizonte.

O compositor pelotense amarra pequenos detalhes de sua essência subtropicalista, da idiossincrasia estilística de seu DNA musical, e joga isto em um caldeirão que, sabemos de antemão, possui uma verve muito sulista, mas encontra este outro Brasil a que também pertence – e que constantemente procura por se ver representado nestas doses ora melancólicas, ora etéreas, ora edificantes das composições de Ramil.

O compositor pelotense amarra pequenos detalhes de sua essência subtropicalista, da idiossincrasia estilística de seu DNA musical, e joga isto em um caldeirão que, sabemos de antemão, possui uma verve muito sulista, mas encontra este outro Brasil a que também pertence.

Se a inquietude do músico já havia sido capaz de evocar o experimentalismo (A Paixão de V Segundo Ele Próprio), a poesia de Borges (Délibab), o lúdico (Tango), o coloquialismo (À Beça) e a melancolia (Ramilonga), agora vemos um Vitor Ramil que trata de nos envolver a partir de tessituras muito particulares, inserindo um tom sempre muito pessoal, mais que em qualquer fase de seus mais de trinta anos de carreira. Para chegar a este resultado, Vitor Ramil se soma ao paraibano Chico César, ao maranhense Zeca Baleiro, ao paraense Joãozinho Gomes e à poeta pelotense Angélica Freitas, como se a partir de seus olhos conhecêssemos um Brasil “mais brasileiro do que imaginamos”.

[highlight color=”yellow”]No auge de uma carreira impecável[/highlight], Vitor Ramil confirma toda sua maturidade e talento com Campos Neutrais, um disco significado pela sua estética do frio, universal, mas absurdamente brasileiro em tudo o que tal afirmação é capaz de abarcar. Candidatíssimo a melhor do ano.

Ouça ‘Campos Neutrais’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: À BeçaA Linha Fria do HorizonteA Paixão de V Segundo Ele PróprioAngélica FreitasCampos NeutraisChico CésarCrítica MusicalDélibabJoãozinho GomesJorge DrexlerLuciano CoelhomilongaMPBMúsicamúsicos gaúchosRamilongaResenhaSpotifytangoVitor RamilZeca Baleiro

VEJA TAMBÉM

Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
'PLAY ME' é o terceiro trabalho solo de Kim Gordon. Imagem: Todd Cole / Reprodução.
Música

Kim Gordon troca o atrito pela forma em ‘PLAY ME’

24 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
O elenco central de 'Dona Beja'. Floresta Produções / Divulgação.

‘Dona Beja’ volta para provocar o presente

30 de março de 2026
Série 'O Mistério de Varginha' recupera o fenômeno midiático ocorrido há 30 anos. Imagem: Globoplay / Divulgação.

‘O Mistério de Varginha’ mostra o Brasil do Brasil

26 de março de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.