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Home Música

Sem medo de mergulhar mais fundo: o novo álbum de Courtney Barnett

porRaphaella Lira
26 de maio de 2018
em Música
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Ela tem apenas 30 anos, o que em termos musicais equivale mais ou menos a um bebê ou a uma criança pequena. Seu som, no entanto, soa cada vez mais adulto, mais pessoal, com uma identidade bem definida e uma sonoridade madura. Courtney Barnett provavelmente pertence a uma longa linhagem de cantoras alternativas que parece pouco – ou nada – se importar com o que as pessoas pensam.

Consideravelmente mais jovem que a maioria que se encontra em atividade hoje, Courtney acabou de lançar seu segundo disco, Tell Me How You Really Feel, depois do bem-sucedido Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit e da parceria com Kurt Vile. Ainda explorando sonoridades que vão na linha do folk e do indie, Courtney parece ter querido responder na letra aos questionamentos do fãs e a todos àqueles que a interpelaram sobre suas letras nos últimos anos.

Esse talvez seja o grande mérito do álbum, para além de soar delicado e deliciosamente leve, possui letras que carregam as reflexões da cantora sobre a fama nos últimos tempos. Tell Me How You Really Feel possui aquela equação agradável de forma e conteúdo que acontece de tempos em tempos, e que está cada vez mais rara, um álbum que concilia letras interessantes e músicas que de fato dão vontade de serem ouvidas mais de uma vez.

Esse talvez seja o grande mérito do álbum, para além de soar delicado e deliciosamente leve, possui letras que carregam as reflexões da cantora sobre a fama nos últimos tempos.

Em um dos pontos altos do disco, a faixa “Nameless, Faceless”, a cantora responde um troll da internet (“He said “I could eat a bowl of alphabet soup/ And spit out better words than you”/ But you didn’t /Man, you’re kidding yourself if you think”) e, no refrão, encara sem medo a dura realidade de ser mulher, ao entoar a máxima da escritora canadense Margaret Atwood, que diz que homens têm medo que as mulheres riam deles, mulheres têm medo que os homens as matem.

Tudo no álbum é tecido de maneira orgânica e, por vezes, ligeiramente melancólica, porém com um fundo de doçura que deixa tudo mais fácil de ser digerido. Sem medo de falar de machismo e outros temas polêmicos, Barnett soa como uma letrista madura e experiente. Uma das faixas que foi escolhida como música de trabalho do disco foi “Hopefulessness”, em que as guitarras lentas acompanham um vocal suave que diz “You know what they say/No one is born to hate/We learn it somewhere along the way/Take your broken heart/ turn it into art”.

Longe de soar poeticamente hermético ou sequer vagamente inacessível, toda a composição e a organização de Tell Me How You Really Feel consegue alternar faixas mais agitadas e com uma levada mais pop com doses de seriedade e melancolia, que apenas chamam ainda mais atenção para Courtney e sua capacidade como compositora, seu desejo de se aventurar em searas mais áridas, que acabam se tornando aqui verdadeiros oásis. Um trabalho primoroso.

Ouça ‘Tell Me How You Really Feel’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Album ReviewCourtney BarnettCrítica MusicalfolkindieKurt VileMusic ReviewMúsicaPopReviewRockTell Me How You Really Feel

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