• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

‘Está Escrito’, primeiro EP de Ana Vilela, carece de complexidade

porAlejandro Mercado
27 de setembro de 2017
em Música
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Você goste ou não, muita coisa na música vem surgindo a partir da internet – ou dela fazendo combustível para fomentar sua existência no ambiente musical. Ana Vilela é o mais novo exemplo de sucesso meteórico catapultado pela força das redes. A música de Londrina, que lançou recentemente seu primeiro EP, Está Escrito, viu seu nome ganhar notoriedade quando, em outubro de 2016, subiu um vídeo com a música “Trem-bala” no YouTube. Dali para um dueto com Luan Santana no Caldeirão do Huck e o sucesso midiático foi um tiro. No embalo da fama conquistada com o single, a paranaense marca com timidez sua estreia.

Mallu Magalhães é um dos exemplos mais claros desse novo cenário na indústria musical. Elevada à categoria de nova estrela com o disco gravado de forma independente e disponibilizado no MySapece, contendo o hit “Tchubaruba”, hoje é nome consolidado na música nacional. Mas Mallu não foi a única. O duo Anavitória, A Banda Mais Bonita da Cidade e a youtuber Mariana Nolasco são exemplos também recentes desse movimento.

Ana Vilela conseguiu com “Trem-bala” criar um hit instantâneo, regravado pelo Padre Fábio de Melo e pelo sertanejo Luan Santana. A partir daí, criou-se um peso de seguir mostrando que é capaz de compor canções com a mesma delicadeza e sensibilidade. E aqui é preciso pontuar, novamente, que pouco importa se você gosta ou não da canção. Ana é um sucesso, fato. Sua canção conseguiu captar a beleza que se esconde nas coisas simples e teve a sorte necessária a todo artista de cair nas graças do grande público.

No entanto, Está Escrito carece de uma voz própria, de força e identidade que defina quem é Ana Vilela. As três canções que fazem parte do EP, “Maíra”, “Entrelinhas” e “Âmago”, seguem uma mesma estrutura lírica, de arranjos e de timbres. Exceção feita à presença de mais instrumentos, tudo soa muito próximo da canção que lhe deu fama. Difícil entender ao certo se a opção é somente da cantora ou se da equipe responsável pela produção do disco. A princípio, fica a sensação de que houve uma busca por reproduzir a mesma estética e, desta forma, obter o mesmo resultado midiático. Um erro imenso.

Está Escrito carece de uma voz própria, de força e identidade que defina quem é Ana Vilela.

Como todo produto da cultura de massa, o trabalho de Ana Vilela carece de maior complexidade, de capacidade de articular diferentes percepções de forma a construir uma representação da vida da artista. Como resultante fica a tentativa infértil e fria de construir uma fórmula sonora que em nada acrescenta tanto à artista quanto à música brasileira.

É importante pontuar aos desavisados: Está Escrito [highlight color=”yellow”]não é um disco ruim[/highlight]. A começar pela sutileza empregada em cada uma das músicas que compõem o disco. As letras são produto de uma nova geração, que pensa e vive outra realidade, outro contexto. Logo, conectam-se a esses ouvintes de uma forma muito particular. O empecilho, porém, está em não pensar a obra como um todo, transparecendo essa pequena linha de produção em busca de uma nova “Trem-bala”.

Ana Vilela ainda é nova. Do alto de seus 19 anos, já vimos que é capaz de criar uma bela canção. É chegado, portanto, o momento dela separar a jovem-adulta aspirante à artista da hitmaker que deseja seguir uma carreira consistente. Do contrário, teremos assistido um grande one-hit wonder deste final de década. Particularmente, [highlight color=”yellow”]acredito que ela é capaz de mais, então que nos mostre a que veio.[/highlight]

Ouça ‘Está Escrito’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Ana Vilelacantoras paranaensesCrítica MusicalEstá EscritoLuan SantanaMúsicaPadre Fábio de MeloResenhaTrem-bala

VEJA TAMBÉM

Da esquerda para a direita: Cameron Winter, Max Bassin, Dominic DiGesu, Emily Green. Imagem: Jeremy Liebman / Reprodução.
Música

Geese transforma exaustão em movimento em ‘Getting Killed’

22 de dezembro de 2025
Imagem: Divulgação.
Música

‘Sharon Van Etten & The Attachment Theory’ abre uma nova fresta emocional em meio ao caos

15 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Rhea Seehorn encarna Carol Sturka diante de um mundo em uma violenta transformação. Imagem: High Bridge Productions / Divulgação.

‘Pluribus’ faz da felicidade obrigatória uma forma de violência

3 de fevereiro de 2026
A escritora argentina Samanta Schweblin. Imagem: Alejandra Lopez / Divulgação.

Em ‘O Bom Mal’, Samanta Schweblin mostra que o horror mora ao lado

30 de janeiro de 2026
Adam Scott e Britt Lower mergulham mais nas entranhas da Lumen durante a segunda temporada de 'Ruptura'. Imagem: Fifth Season / Divulgação.

‘Ruptura’ cresce sem se explicar e se torna mais perturbadora

30 de janeiro de 2026
Rose Byrne brilha em 'Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria'. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria’: a maternidade em ruínas

29 de janeiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.