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Fast Animals and Slow Kids: flutuando no ar com o indie italiano

porAlejandro Mercado
8 de maio de 2018
em Música
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Ainda é raro que a música estrangeira não cantada em inglês adentre nossos players, serviços de streaming ou qualquer outro método utilizado para ouvir música. Além da maior influência dos intermediários norte-americanos (veículos de mídia incluídos, numa postura quase imperialista de distribuição de seus produtos culturais) e do preconceito enraizado na alma dos brasileiros com demais idiomas que não o inglês (e o português, é claro – e dependendo do gênero musical), há também a dificuldade de entrar em contato com artistas que cantem em outros idiomas, pois, mesmo que a internet seja uma ferramenta preciosa para isso, a enxurrada de informações parece mais surgir como um obstáculo do que uma vantagem.

Em virtude disto, surge a importância de colunas como a “Radar”, que tentam, ainda que de forma limitada, dar um panorama maior sobre o que está fora (perdão pelo trocadilho) dos radares. Foi desta maneira que o grupo italiano Fast Animals and Slow Kids “caiu em meu colo”. Lendo sites internacionais em busca de artistas italianos, tive a oportunidade de ouvir seu mais recente álbum, Forse non è la felicità, lançado em 2017. O indie mesclado com rock alternativo e pitadas de folk ganha contornos inexplicáveis em italiano.

A energia do quarteto, que já possui quatro álbuns completos e um EP em quase 11 anos de carreira, é contagiante. Forse non è la felicità é só a ponta do iceberg. A alma e a urgência do músico italiano estão presentes em outros registros do quarteto, como a canção “Como reagire al presente”, do disco Alaska (2014), a típica música que você não canta, grita a plenos pulmões. E é essa fusão da alma do italiano com gêneros musicais com características tão pungentes em seus riffs que dão uma dimensão bem particular ao trabalho da Fast Animals and Slow Kids.

O último trabalho pegou o público de surpresa, já que a banda havia informado a todos que faria uma longa pausa para recarregar energias antes de retornar ao estúdio. A pausa tinha como principal objetivo conseguir criar um LP com mais calma que os anteriores, que haviam sido lançados com intervalo menor que dois anos entre si. Acontece que, nos encontros dos músicos no estúdio, como forma de manterem-se aquecidos, as coisas rolaram de forma tão espontânea que as canções foram surgindo uma após a outra.

“Nós não tínhamos riffs guardados ou ideias para desenvolver. Nós nos juntamos na sala de ensaios e tudo nasceu naturalmente, como não acontecia há algum tempo”, contou, em entrevista ao RockIT, o guitarrista e vocalista Aimone Romizi – o restante da banda é completo por Alessandro Guercini (guitarra), Jacopo Gigliotti (baixo) e Alessio Mingoli (bateria).

É essa fusão da alma do italiano com gêneros musicais com características tão pungentes em seus riffs que dão uma dimensão bem particular ao trabalho da Fast Animals and Slow Kids.

Apontado pela crítica italiana como um registro íntimo sobre a tristeza, a banda tem discordado das afirmações, fazendo questão de dizer que é uma das coisas mais “não tristes” que já publicaram. “Alaska era um disco fechado em si mesmo, imóvel. Forse non è la felicità é mais aberto e você percebe uma evolução”, afirmou Aimone. Vale citar que, em tradução literal, o nome do disco em português ficaria algo como “Talvez não seja felicidade”. Segundo o mesmo Aimone, o protagonista do álbum não estaria, necessariamente, interessado em entender-se feliz ou não, mas compreende que estará, sempre, em alguma dessas condições. “É assim que as pessoas adultas fazem, não?”, completou.

Temas recorrentes nas canções, o medo do envelhecimento e a dificuldade em reconhecer os próprios erros preenchem o disco com notas de melancolia que casam perfeitamente com a banda italiana. Mas é no palco, depois de enfrentar “o cagaço constante do pré-show”, que tudo faz muito, muito mais sentido. “É uma sensação muito legal, é como se eu não sentisse mais nada e flutuasse no ar”, conta o líder do grupo. Coincidência. Há momentos em que é exatamente assim que a música da Fast Animals and Slow Kids nos deixa.

NO RADAR |  Fast Animals and Slow Kids

Onde: Perugia, Itália;
Quando: 2007;
Contatos: Site | Facebook | Twitter | Instagram

Ouça ‘Forse non è la felicità’ na íntegra no Spotify

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: bandas italianasCrítica MusicalFast Animals and Slow KidsForse non è la felicitàMusic ReviewMúsicaResenhaReview

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