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A música eterna de Michael Jackson – Parte 3

porAlejandro Mercado
10 de julho de 2015
em Música
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Trocando em Miúdos: Nesta terceira parte da série especial sobre Michael Jackson falamos sobre Dangerous, oitavo disco do músico e o primeiro após o término de sua parceria com Quincy Jones.


A parceria com Quincy Jones foi para Michael Jackson como Lennon e McCartney para os Beatles. Seu fim representou uma guinada forte na carreira do músico. Michael tirou um ano de descanso após o fim da exaustiva turnê do disco Bad, em 1989. O cantor, além do descanso, queria mudar um pouco o direcionamento de sua carreira e não apenas a musical. É dessa época, fim de 1989/ início de 1990, a concentração de esforços no lançamento de sua marca oficial de tênis e na montagem de sua primeira coletânea.

O cantor vinha de uma sucessiva quebra de recordes. A mais recente era o contrato mais lucrativo da história da música, firmado com a Sony. Dangerous seria o primeiro de três discos a serem lançados pela nova gravadora. O álbum levou 16 meses entre gravações e pós-produção, a mais longa da carreira do músico, acostumado a entregar seus trabalhos em cerca de 6 meses. Um dos culpados pela longa demora no processo de gravação foi sua saúde. Várias sessões foram desmarcadas para que Michael cuidasse das constantes dores no peito, que o levaram a ficar internado por semanas em hospitais de Los Angeles.

Inspirado no trabalho da irmã, Janet Jackson, MJ decidiu que Dangerous precisava ter mais peso que seus trabalhos anteriores. Tendo isso em mente, Quincy Jones convenceu Jackson a chamar Teddy Riley para produzir o disco. Riley era muito famoso na black music, sendo considerado o “pai” do new jacket swing, um gênero musical resultado da fusão de hip hop e R&B.

Dangerous vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo, teve quatro singles no top 10 do Billboard Hot 100, sendo que três atingiram o primeiro lugar. O bom resultado não se limitou ao ambiente comercial. A crítica especializada teceu inúmeros elogios ao trabalho, tendo inclusive alcançado o Rock and Roll Hall of Fame. Em estilo, Michael tornou a utilizar seu soluço vocal e, pela primeira vez, cantou rap. Teddy Riley convocou o grupo Wreckx-n-Effect para fazer parte das gravações visando dar um ar mais jovem ao Rei do Pop.

“Dangerous vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo, teve quatro singles no top 10 do Billboard Hot 100, sendo que três atingiram o primeiro lugar.”

O disco continha grandes sucessos, como “Black or White”, uma resposta do cantor aos constantes questionamentos acerca de seu suposto “enbranquecimento” (o videoclipe para a faixa é, até hoje, um dos mais controversos da carreira do músico); “Give in to Me”, uma balada hard rock que contava com a presença do guitarrista Slash, à época no Guns’n’Roses; “Keep the Faith” e “Will You Be There”, repletas de camadas de música gospel; e “Who Is It” e “Jam”, talvez as músicas mais funks da carreira de Michael Jackson.

Dangerous, diferentemente dos antigos trabalhos de Michael, não teve uma linha central que guiasse suas composições. O Rei do Pop diversificou a temática do disco aproveitando para falar abertamente sobre racismo e mesmo questões ambientais e sociais. Era uma forma singela (e oficial) de assumir o posto de Rei. E mesmo com o crescimento do grunge, o álbum foi o melhor desempenho internacional da carreira de Jackson, especialmente na Europa.

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Como legado, além da musicalidade, Dangerous entregou o primeiro videoclipe com uso de técnicas de computação gráfica. O clipe para “Black and White” tinha pouco mais de 10 minutos e estreou simultaneamente na MTV, VH1, BET e FOX, sendo a estreia de um video musical mais assistida da história da TV. É nele que o astro mirim Macaulay Culkin deu o ar da graça. Michael Jackson, como de costume, não aceitava menos que fazer história.

Tags: Billboard Hot 100Crítica MusicalDangerousMichael JacksonMúsicaQuincy JonesRei do PopRock and Roll Hall of FamesextaTeddy Riley

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