• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

O retorno sutil do Beach House

porLucas Paraizo
20 de agosto de 2015
em Música
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Casas de praia possuem um certo imaginário de parada no tempo. Aquele lugar que você mora apenas por alguns dias ou semanas, que remete a descanso, calmaria e que vai ficar fechado por meses, mas quando você voltar estará lá, do mesmo jeito. Como uma visita à casa de praia no meio do inverno, quando tudo ainda está calmo e você nem lembrava como a tinha deixado depois do último verão, é revisitar a música da dupla Beach House. A francesa Victoria Legrand e o norte-americano Alex Scally fazem música confortável e onírica desde 2004, representação intimista e mais bem sucedida do dream pop na última década, e agora retornam com um álbum novo, voltando à casa de praia e encontrando tudo no mesmo lugar.

Depression Cherry é o quinto disco de estúdio da dupla, sequência do aclamado Bloom (2012), porém com mais referências dos primeiros trabalhos – o disco homônimo de 2006 e Devotion (2008). O novo álbum foi anunciado pelos próprios artistas como um retorno às origens do Beach House, um disco mais sutil após o crescimento que os dois discos anteriores tinham apresentado.

Um disco despretensioso, baseado em melodias simples e belas, que aposta em batidas sutis para acompanhar a voz sussurrada e charmosa de Victoria.

Para uma banda de dream pop tão intimista, é surpreendente ver o sucesso que o Beach House alcançou. Poucas bandas conseguiram representar bem o gênero nos últimos anos como Victoria e Alex. No anúncio do novo disco, os dois frisaram como o sucesso fez com que os trabalhos anteriores tivessem escalas maiores e sons mais altos, e que Depression Cherry era um retorno à simplicidade, uma evolução da dupla ignorando o contexto comercial que atingiram. E é exatamente isso que ouvimos nas nove faixas, um disco despretensioso, baseado em melodias simples e belas, que aposta em batidas sutis para acompanhar a voz sussurrada e charmosa de Victoria. Violinos, baterias ao vivo e outros instrumentos que preenchiam as composições do disco anterior não aparecem aqui.

Assim como a casa de praia que continua igual quando voltamos, três anos depois o Beach House traz um som fácil de reconhecer logo no primeiro segundo. É confortante dar o play depois de um tempo sem escutar a banda e ver que aquele cantinho de som aconchegante continua lá. Menos é mais nas melodias da dupla, que consegue transformar o ritmo de uma canção ao adicionar um simples toque único de guitarra distorcida no meio dos sintetizadores. Não é o objetivo do Beach House se reinventar ou trazer algo original, mas sim mostrar dentro do seu estilo novas melodias. “Sparks”, por exemplo, traz uma guitarra à la Chromatics que normalmente não vemos no pop da dupla, e faz sentido no contexto da música.

Assim como foi o Cocteau Twins nos anos 1980 e 1990, o Beach House é uma banda indispensável para o estilo atualmente. Depression Cherry é mais um acerto em uma discografia impecável, que teve no disco Bloom (2012) provavelmente o seu auge, mas que agora pisa no freio. Um belo álbum de um gênero que não costuma aparecer muito, mas que traz toques interessantes para a música pop.

Tags: Beach HouseChromaticsCocteau TwinsCrítica MusicalDepression Cherrydream popMúsicaMúsica AlternativaMúsica Internacional

VEJA TAMBÉM

Festival movimentará o Ibirapuera por quatro dias em maio. Imagem: C6 Fest / Divulgação.
Música

C6 Fest 2026: entre lendas, inquietação estética e novos rumos da música global

19 de fevereiro de 2026
Álbum foi o mais ouvido globalmente no Spotify. Imagem: Divulgação.
Música

Em ‘Debí Tirar Más Fotos’, Bad Bunny transforma nostalgia em trincheira cultural

9 de fevereiro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Festival movimentará o Ibirapuera por quatro dias em maio. Imagem: C6 Fest / Divulgação.

C6 Fest 2026: entre lendas, inquietação estética e novos rumos da música global

19 de fevereiro de 2026
Margot Robbie e Jacob Elordi em 'Morro dos Ventos Uivantes'. Imagem: MRC Film / Divulgação.

‘O Morro dos Ventos Uivantes’ é ousado, exuberante e… raso

18 de fevereiro de 2026
O escritor sul-africano J.M. Coetzee, vencedor do Nobel de Literatura. Imagem: Divulgação.

Em ‘O Polonês’, Coetzee faz da paixão um ensaio sobre a morte

13 de fevereiro de 2026
Sigrid Nunez com seu gato durante a década de 1980. Imagem: Reprodução.

Sigrid Nunez dá voz à macaquinha de Virginia Woolf em biografia ficcional

11 de fevereiro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.