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Home Música

O retorno sutil do Beach House

porLucas Paraizo
20 de agosto de 2015
em Música
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Casas de praia possuem um certo imaginário de parada no tempo. Aquele lugar que você mora apenas por alguns dias ou semanas, que remete a descanso, calmaria e que vai ficar fechado por meses, mas quando você voltar estará lá, do mesmo jeito. Como uma visita à casa de praia no meio do inverno, quando tudo ainda está calmo e você nem lembrava como a tinha deixado depois do último verão, é revisitar a música da dupla Beach House. A francesa Victoria Legrand e o norte-americano Alex Scally fazem música confortável e onírica desde 2004, representação intimista e mais bem sucedida do dream pop na última década, e agora retornam com um álbum novo, voltando à casa de praia e encontrando tudo no mesmo lugar.

Depression Cherry é o quinto disco de estúdio da dupla, sequência do aclamado Bloom (2012), porém com mais referências dos primeiros trabalhos – o disco homônimo de 2006 e Devotion (2008). O novo álbum foi anunciado pelos próprios artistas como um retorno às origens do Beach House, um disco mais sutil após o crescimento que os dois discos anteriores tinham apresentado.

Um disco despretensioso, baseado em melodias simples e belas, que aposta em batidas sutis para acompanhar a voz sussurrada e charmosa de Victoria.

Para uma banda de dream pop tão intimista, é surpreendente ver o sucesso que o Beach House alcançou. Poucas bandas conseguiram representar bem o gênero nos últimos anos como Victoria e Alex. No anúncio do novo disco, os dois frisaram como o sucesso fez com que os trabalhos anteriores tivessem escalas maiores e sons mais altos, e que Depression Cherry era um retorno à simplicidade, uma evolução da dupla ignorando o contexto comercial que atingiram. E é exatamente isso que ouvimos nas nove faixas, um disco despretensioso, baseado em melodias simples e belas, que aposta em batidas sutis para acompanhar a voz sussurrada e charmosa de Victoria. Violinos, baterias ao vivo e outros instrumentos que preenchiam as composições do disco anterior não aparecem aqui.

Assim como a casa de praia que continua igual quando voltamos, três anos depois o Beach House traz um som fácil de reconhecer logo no primeiro segundo. É confortante dar o play depois de um tempo sem escutar a banda e ver que aquele cantinho de som aconchegante continua lá. Menos é mais nas melodias da dupla, que consegue transformar o ritmo de uma canção ao adicionar um simples toque único de guitarra distorcida no meio dos sintetizadores. Não é o objetivo do Beach House se reinventar ou trazer algo original, mas sim mostrar dentro do seu estilo novas melodias. “Sparks”, por exemplo, traz uma guitarra à la Chromatics que normalmente não vemos no pop da dupla, e faz sentido no contexto da música.

Assim como foi o Cocteau Twins nos anos 1980 e 1990, o Beach House é uma banda indispensável para o estilo atualmente. Depression Cherry é mais um acerto em uma discografia impecável, que teve no disco Bloom (2012) provavelmente o seu auge, mas que agora pisa no freio. Um belo álbum de um gênero que não costuma aparecer muito, mas que traz toques interessantes para a música pop.

Tags: Beach HouseChromaticsCocteau TwinsCrítica MusicalDepression Cherrydream popMúsicaMúsica Alternativamúsica internacional

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