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Say hello, say goodbye

Enterrado de vez por alguns, renascendo para outros. Assim caminha a existência do rock.

porKaty Mary
13 de julho de 2015
em Música
A A
Say hello, say goodbye

Imagem: Reprodução.

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“Who wants yesterday’s papers / Who wants yesterday’s girl / Who wants yesterday’s papers/Nobody in the world”. Esse trecho de “Yesterday´s Papers”, do Rolling Stones, ajuda a matar a charada para uma questão – “Se ninguém quer o velho, o de ontem, a premissa vale para o rock? O rock morreu?”. Na real, para mim, o rock levou a primeira punhalada quando eu nasci. Na conta certa, em 10 de abril de 1970. Exatos 17 dias antes de minha mãe parir a rapa do tacho, como meu pai dizia (com amor). Nessa data, Paul McCartney anunciava o fim dos Beatles.

Aos doze anos, meus ouvidos começaram a se abrir para os sons que meus irmãos mais velhos colocavam para tocar nas festinhas de garagem que rolavam lá em casa. E lá tinha o verso libertador “One thing I can tell you is you got to be free / Come together, right now, over me”, dos Beatles. Só depois fui saber o quanto valia ouro essa sentença.

Os Fab Four fizeram o último show na laje do prédio da Apple – cantando “Get Back” – em 30 de janeiro de 1969. E como o tempo e o destino às vezes são certeiros, em 1987, quando eu estava na melhor fase da vida, descobrindo cada vez mais o rock defunto, a banda que eu escolhera pra chamar de minha tocava “Twist and Shout” sobre o teto da HMV, em Londres.

E assim fui desenterrando todos os ditos mortos que os meninos guardavam no quarto – Beatles, Supertramp, Elvis, Creedence Clearwater Revival e ABBA, que é pop. Mas naquele momento as coisas se misturavam e, no tempo certo, elas foram ficando mais claras.

Em matéria publicada pelo The Guardian em 2011 (leia aqui), há indícios de que o rock possa estar morto. Um deles refere-se às músicas que estavam na parada top do Reino Unido. Naquele ano, ocorreu o menor número de canções rock presentes na lista. Das 100 músicas citadas, somente três eram rock. O restante era pop. Não cabe aqui discutir a qualidade deste saldo. Rende uma boa conversa mais tarde.

Todos mataram um pouco o rock. Tem gente que escreve até livro para anunciar que o rock morreu.

O rock pode não levantar mais bandeira, representar coisa nenhuma. Por vezes ele errou. Andou em má companhia. Pirataria, download, gravadoras sanguessugas, premiações exuberantes, bundas e peitos. Todos o mataram um pouco. Tem gente que escreve até livro para anunciar que o rock morreu. Dá dinheiro velar o defunto, fazer clichê.

Por outro lado, quando se fala em álbum de rock, no mesmo ano havia no ranking mais discos desse gênero do que de pop– 27% dos discos listados eram de rock. A conclusão, na época (e creio que tenha se mantido até o momento), é de que fãs do gênero costumam comprar mais álbuns do que os que curtem um pop.

Passando os olhos no Top 40 (álbuns) da parada britânica deste mês, você vê lá em 19º lugar um The Greatest Hits do The Who. Será que o álbum está ali por que despertou interesse após o baita show de rock que fizeram na última edição do Glastonbury há duas semanas, mesmo a banda dizendo que foi a pior apresentação dos últimos tempos?

Há um parágrafo da introdução do livro 50 Fatos Que Mudaram a História do Rock, escrito pelo jornalista musical britânico, Paolo Hewitt, que eu dou valor: “o rock’n’roll não tem começo nem fim. O que há são rios de criatividade, fluindo, se misturando, gerando novos sons e estilos. Blues, jazz, folk, gospel, rock, heavy metal, rap, house, grime, dubstep – e o que mais vier.” Por essas, eu é que não vou virar para o meu filho adolescente e dizer “olha, nem vá em frente porque esse negócio morreu”. Que ele próprio descubra sem precisar subir ao céu.

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Tags: ABBACreedence Clearwater RevivalDia do RockElvis PresleyMúsicaRockSupertrampThe Beatles

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