• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Teatro

Crítica: ‘Karaíba’ evoca ancestralidade para descolonizar o espectador – Festival de Curitiba

Adaptação da obra de Daniel Munduruku encenada no Festival de Curitiba, ‘Karaíba’ parte do Brasil pré-colonial para tratar identidade e pertencimento.

porAlejandro Mercado
30 de março de 2023
em Teatro
A A
Crítica: ‘Karaíba’ evoca ancestralidade para descolonizar o espectador – Festival de Curitiba

Elenco e parte da produção do espetáculo era composta de pessoas de origem indígena. Imagem: Brigiti Bandini/Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Pertencimento, identidade, preservação, valorização, diversidade cultural. Para olhos e ouvidos colonizados, o texto de Daniel Munduruku, publicado em 2002 pela Global e reeditado pela Melhoramentos em 2018, pode parecer panfletário. E a bem da verdade, de todas as perspectivas possíveis de análise para o espetáculo Karaíba, encenado na Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba, esta é a que menos possui relevância.

Com atores e parte considerável da produção de origem indígena, o espetáculo viaja para um Brasil pré-colonial, reimaginando e reconstituindo uma nação que já existia antes da presença europeia.

Esse Brasil antes do Brasil é um simbólico ato de resistência.

O universo descrito por Munduruku, um dos maiores autores e pesquisadores indígenas do país, é um convite ao mergulho nessa complexidade representada pela pluralidade de povos que aqui habitavam e ainda habitam – para desprezo de uma minoria.

Esse Brasil antes do Brasil, levado para os palcos com dramaturgia de Idylla Silmarovi e direção de Rafael Bacelar, é um simbólico ato de resistência, que borra as fronteiras de passado e presente num contínuo esforço de descolonização do olhar e do pensamento.

Danilo Canindé, Jéssica Meireles, Ludimila D’Angelis e Yumo Apurinã, atores de origem indígena, são palco e texto, alma e essência, dor e resistência. São parte do imaginário que tomou forma como Pindorama, resultado de tramas de violência inexorável, cuja visão eurocêntrica chamou de Novo Mundo.

Karaíba levou Daniel Munduruku para os palcos
Espetáculo foi encenado nas duas primeiras noites do Festival de Curitiba. Imagem: Brigiti Bandini/Divulgação.

Karaíba, essa alma indígena sábia, que cultua os sonhos e a imaginação, entrelaça a vida dos povos que tornaram o chão em terra. Sua visão permeia mais do que a narrativa, mas relatos de profecias que muitos pajés tiveram a respeito da chegada (devastadora) do homem branco sobre estas terras.

Karaíba, peça e personagem, queimam a retina do espectador, ecoam a complexidade da existência desses povos, suas subjetividades e hesitações. Evidenciam a vitalidade de suas culturas e, pelo jogo criado pela direção e opções criativas de Bacelar, ignoram as limitações das regras em sociedade, fruto das transformações de 523 anos.

O espetáculo, como se espera de obras artísticas de temas espinhosos, é propositalmente aberto. Porque ainda que as elucubrações de Karaíba, expressas em sonhos e imaginação, falem do outro, elas dizem (e refletem) um tanto do eu.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Crítica TeatralDaniel MundurukuFestival de CuritibaindígenasKaraíbapovos origináriosResenhaTeatro

VEJA TAMBÉM

Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.
Teatro

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.
Teatro

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026

FIQUE POR DENTRO

'Apopcalipse Segundo Baby' foi produzido ao longo de dezoito anos. Imagem: Dilúvio Produções / Divulgação.

‘Apopcalipse Segundo Baby’ ilumina a jornada musical e espiritual de Baby do Brasil – É Tudo Verdade

17 de abril de 2026
Documentário sobre David Bowie abriu a edição 2026 do É Tudo Verdade. Imagem: ARTE / Divulgação.

‘Bowie: O Ato Final’ aponta para a genialidade do artista em seus momentos finais – É Tudo Verdade

15 de abril de 2026
Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.