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O fracasso retumbante de ‘Minority Report’

Inspirada no filme dirigido por Steven Spielberg, série 'Minority Report' é mais uma fracassada tentativa da FOX de emplacar um seriado sci-fi.

porAlejandro Mercado
15 de outubro de 2015
em Televisão
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O fracasso retumbante de 'Minority Report'

Imagem: Reprodução.

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Minority Report – A Nova Lei não foi um tremendo sucesso. Aliás, ouso dizer que passou bem longe disso, o que é uma lástima se imaginarmos que o filme é baseado na obra de Philip K. Dick, responsável pelo livro que deu origem ao cultuado Blade Runner – O Caçador de Androides, e teve nada menos que Steven Spielberg como diretor.

Até aí não haveria nada de errado. Sucessos e fracassos são alternâncias comuns nas filmografias de grandes diretores – uns mais do que outros, importante frisar. Mas estamos vivendo uma época na televisão mundial, com foco na norte-americana, em que se descobriu que adaptar filmes para a telinha da TV de casa é uma nova forma de obter sucesso – comercial, para as emissoras, e fama, para demais envolvidos no projeto. Semanas atrás, Rodrigo de Lorenzi abordou este tema em um texto sobre o retorno dos anos 1990 à TV (leia aqui). Minority Report é um destes casos em que a busca por lucrar uns cifrões a mais ganhou espaço televisivo.

Há um fator importante a ser destacado. Desde o sucesso de Arquivo-X, a FOX vive em busca de encontrar um novo sucesso no gênero sci-fi; contudo, tem acumulado inúmeros (e sequenciais) fracassos de crítica e audiência. John Doe, Wayward Pines, Almost Human, Firefly e Terra Nova são só algumas das malsucedidas tentativas. É bem verdade que nesse meio tempo a própria emissora obteve um relativo sucesso com Fringe, apesar de que suas duas últimas temporadas foram muito criticadas – sou um fã confesso do seriado, mas não posso me furtar a dizer que J. J. Abrams, Jeff Pinkner e companhia perderam a mão.

Minority Report parte exatamente do ponto final do filme. Com o programa de pré-crime encerrado, os pré-cogs (os irmãos que possuíam habilidade de prever assassinatos) foram libertados (mesmo que nunca tenham sido verdadeiramente prisioneiros) para viver uma “vida comum”. A série passa em Washington, nove anos após o fechamento desta unidade. Centrada em Dash (Stark Sands, muito conhecido do público norte-americano por seu trabalho na Broadway), um dos pré-cogs, Minority Report já desliza em seu argumento pouquíssimo (ou nada) criativo.

No episódio piloto, vemos Dash prever um assassinato. A partir disto, ele passa a correr por toda Washington procurando alguma forma de impedir que o crime seja consumado. Separado de seus irmãos, que decidem levar vidas diferentes – Agatha mora em um rancho afastado da cidade; Arthur se tornou um empresário, se aproveitando de seus dons para faturar com pessoas próximas à morte -, Dash precisa encontrar mecanismos para superar suas limitações – ele era considerado o pré-cog mais fraco dos três, enxergando apenas o que escapasse aos outros dois.

Lara Vega, por exemplo, está mais para uma das salva-vidas de Baywatch do que uma detetive.

Acaba cruzando o caminho de Dash a Detetive Lara Vega (Meagan Good), com quem cria um laço de amizade e companheirismo, formando uma dupla involuntária (e paralela à polícia) no combate a crimes. E aqui começam vários problemas de Minority Report. O primeiro deles é que o argumento central do filme é utilizado como um pretexto para o desenvolvimento de uma série procedural. A cada episódio (já foram ao ar 4 dos 10), Dash tem uma visão e convoca a Detetive Vega para auxiliá-lo. Mas, até quando esta receita irá funcionar? Há de se lembrar que procedurais são os shows preferidos dos norte-americanos, contudo, cansam rápido se a premissa não é interessante ou bem trabalhada no desenrolar do show. E, ao que parece aqui, essa regrinha de visão-combate ao crime-solução do caso será a equação da série.

Outro ponto negativo são os personagens. Pouco desenvolvidos, há uma maquiagem muito superficial em sua abordagem, tornando-os desinteressantes, quando não caricatos. Lara Vega, por exemplo, está mais para uma das salva-vidas de Baywatch do que uma detetive. A personagem vive em roupas obviamente menores que seu manequim, enquanto a direção preza por ângulos e sequências que valorizem seus atributos físicos. Não bastasse isso, nutre uma inveja por seu antigo parceiro e atual chefe, Will Blake (Wilmer Valderrama, o eterno Fez de That 70’s Show), por ele ter sido promovido. Uma pena.

Já Dash é exageradamente medroso. Enquanto seus irmãos possuem personalidades fortes e bem resolvidas, ele vive atormentado por suas visões, seja pelo terror do que vê, seja pelo peso na consciência de acreditar que não fazer nada pelas pessoas que enxerga serem assassinadas é errado. Isso o torna um personagem atrapalhado, inseguro e insosso, parecendo muito mais um coadjuvante do que co-protagonista.

Apresentando números baixíssimos nestes primeiros episódios, Minority Report teve sua primeira temporada reduzida de 13 para 10 episódios. A estreia, que já não foi excelente em números, teve 3.1 milhões de espectadores, muito abaixo de sua principal concorrente, Blindspot, da NBC, que obteve 10 milhões de espectadores em sua estreia. Ela já é considerada pela imprensa norte-americana o primeiro grande fracasso da Fall Season 2015/16. Pelo visto, essa história de “prever o futuro” não funciona mesmo, e agora é esperar o cancelamento.

Tags: Crítica de SeriadosCrítica de SériesFoxMeagan GoodMinority ReportPhilip K. DickSeriadosSériesStark SandsSteven SpielbergWilmer Valderrama

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