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‘O Idiota Favorito de Deus’ é ponto baixo na carreira de Melissa McCarthy

Nova série da Netflix com a rainha do humor contemporâneo, ‘O Idiota Favorito de Deus’ tenta ser engraçada mas é apenas constrangedora de tão ruim.

porAlejandro Mercado
6 de julho de 2022
em Televisão
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‘O Idiota Favorito de Deus’ é ponto baixo na carreira de Melissa McCarthy

Novo projeto do casal Falcone e McCarthy, 'O Idiota Favorito de Deus' é certamente evitável. Imagem: Netflix/Divulgação.

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Quando se ouve o nome de Melissa McCarthy é instantânea a imagem do riso. A atriz é o principal nome feminino do humor contemporâneo nos Estados Unidos, razão que dá peso a O Idiota Favorito de Deus.

A série da Netflix com Melissa estreou sua primeira temporada com oito episódios recentemente. Havia muita expectativa, afinal a atriz tinha a seu lado Ben Falcone, o companheiro de vida (e humor) de quase 20 anos e a liberdade criativa do streaming.

Como toda grande subida, o problema é sempre a queda. O Idiota Favorito de Deus curiosamente chegou com desconfiança, já que a Netflix não disponibilizou os episódios iniciais aos críticos norte-americanos como costuma fazer[1].

A série é criação de Falcone, que divide o protagonismo (e a produção executiva) com Melissa, que na série interpreta Amily, funcionária de um escritório repleta de vícios e maus comportamentos. Dividem com ela o espaço Clark (Falcone) e outros colegas.

Sem razão clara, o personagem de Ben Falcone aparece brilhando. Em um par de cenas, a série nos explica que o homem foi escolhido por Deus ao acaso para ser o mensageiro de uma palavra de paz na Terra. Os céus enfrentam uma batalha contra as forças demoníacas e Clark parece ser a única esperança de salvação para os humanos.

No meio de muitas atribulações e de uma sociedade descrente, arrogante, preconceituosa, maléfica (e com direito até mesmo aos péssimos efeitos dos mercadores da fé), Clark assume o papel de ser alguém que trará calma a esse mundo.

O Idiota Favorito de Deus não tem nenhum objetivo claro, ainda que por vezes fique a sensação de que satiriza o tratamento que os humanos dão aos aspectos da fé.

Porém, nem mesmo sua vida é um mar de rosas, seja pelo relacionamento estranho que desenvolve com o pai (com quem só conversa dentro de uma sauna), seja pelo amor que nutre por Amily ou pela sensação de que é incapaz de fazer o que for.

O Idiota Favorito de Deus não tem nenhum objetivo claro, ainda que por vezes fique a sensação de que satiriza o tratamento que os humanos dão aos aspectos da fé como uma simples questão maniqueísta.

Mesmo que repleta de símbolos (o pastor que trai sua comunidade, o demônio representado por uma mulher sedutora, os cavaleiros do apocalipse, o negro que se coloca pronto ao sacrifício pelo branco, entre outros), fica nítido que a equipe de roteiristas comandada por Falcone não tinha muita noção do que desejava, tornando o projeto apenas e tão somente uma aventura constrangedora de 30 minutos por cada episódio.

Melissa McCarthy em ponto fora da curva na série 'O Idiota Favorito de Deus'
Melissa McCarthy em ponto fora da curva na série ‘O Idiota Favorito de Deus’. Imagem: Vince Valitutti/Netflix/Divulgação.

Nem mesmo os demais personagens recebem um pingo de complexidade, o mínimo necessário para que o público crie empatia com eles. Parecem adereços colocados com o simples objetivo de mostrar que, em cena, a série não é só para desfilar o humor de Melissa e Ben. Que, aliás, é inexistente aqui.

Não se trata de humor refinado com toques sutis no subtexto, são apenas personagens que não funcionam bem e cuja complexidade nos faz pensar o que teria motivado alguém como McCarthy a encarar a série, que ainda não se sabe se será renovada pela Netflix – ainda que o episódio final tenha deixado uma brecha para uma eventual sequência.

O apanhado geral do fim desta suposta primeira temporada é triste, um ponto fora da curva de uma carreira tão brilhante como a da comediante. Há humor muito melhor (e da própria atriz) na Netflix.

–
[1] Daniel D’Addario, in Variety

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